"O vazamento do almoço foi proposital. Os Marinho querem que Lula desista do debate de Sexta-feira, 23. A cúpula da Globo considera arriscado o debate que pode ser decisivo e Flávio Bolsonaro é visto como despreparado"
Ex-executivo da Globo.
Curioso caso da maior emissora de televisão do Brasil que está tendo um almoço com Flávio Bolsonaro para combinar perguntas e respostas e fazer o povo brasileiro de palhaço 🤡
A entrevista está sob suspeita. Tentem engajar o mínimo possível. Sou jornalista e não poderei ignorar o que for falado pelo candidato amigo da milícia que almoça com a cúpula da Globo. Mas vocês podem.
Quando o Roger falava de RACISMO enquanto técnico do Grêmio, a patota de influencers tricolores metiam o papo de não misturar política e futebol.
Agora essa mesma patota bate palmas para defesa de um agressor de mulher.
Luciano Huck é um sujeito inclassificável.
Na última semana da eleição, usou o alcance gigantesco do seu programa para divulgar uma plataforma que se apresenta como “apartidária” e promete ajudar o eleitor indeciso a encontrar o candidato mais alinhado às suas ideias.
O detalhe é grotesco: candidatos de esquerda praticamente não aparecem, enquanto Novo, PL e outros nomes da direita dominam as indicações.
E Huck não avisou isso ao eleitor.
Ou seja, vendeu como ferramenta neutra aquilo que, na prática, pode estar entregando ao eleitor uma vitrine política profundamente desequilibrada.
Isso não é jornalismo, não é serviço ao eleitor e muito menos neutralidade.
É uma irresponsabilidade enorme às vésperas de uma eleição de forma deliberada e maquiavélica...
A história pesa: filha do único adversário que derrotou Lula duas vezes declara voto no petista em 2026.
Beatriz Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, anunciou que votará em Lula e resumiu sua decisão como “uma escolha em defesa da democracia”. Educadora e doutora em Educação pela USP, ela afirmou que o voto vai além da disputa entre programas de governo.
E não é um sobrenome qualquer nessa história.
FHC enfrentou Lula diretamente nas eleições presidenciais de 1994 e 1998. Venceu as duas — e as duas no primeiro turno. Nenhum outro adversário derrotou Lula duas vezes numa eleição presidencial. Os confrontos entre PT e PSDB marcaram a política brasileira daquele período e abriram uma rivalidade que atravessaria os anos seguintes.
A aproximação, porém, não começou agora. Em 2022, o próprio Fernando Henrique declarou voto em Lula no segundo turno contra Jair Bolsonaro, também citando democracia e inclusão social.
Quatro anos depois, sua filha faz a mesma escolha e usa novamente a democracia como argumento.
De adversários históricos nas urnas a um gesto político que seria praticamente inimaginável nos tempos de PT x PSDB.