Human geography @ICSunivLisboa. Urbanisation, housing, violence, imaginaries and capitalism in the semi-periphery, North and South. From Palermo, Sicily
A capa é com certeza a coisa melhor (graças a @casaparaviverpt e @akacorleone que nós deixaram usar um manifesto recente). Mas talvez haja algo que valga a pena também no livro, que vai estar a partir de amanhã na Feira do Livro, no stand da Tigre de Papel. 1/
Students from the Colin Powell School at City College of New York heckled Linda Thomas-Greenfield, the former US ambassador to the UN during the Biden administration, at their graduation ceremony on Thursday
Uma pessoa fica sem saber se no Público, quando escrevem sobre habitação, tomam algum estupefaciente que interrompe as ligaçòes neuronais e a capacidade de raciocinar com um módico de inteligência, ou se estão mesmo a desinformar deliberadamente. Agora vêm com a aldrabice que o governo vendeu imóveis abaixo do preço de mercado porque comparam preços de prédios para reabilitação que o estado vendeu no mercado com preços de apartamentos prontos a usar, novos ou reabilitados.
A peça é sobre a venda (as feitas e as planeadas) dos imóveis do estado em Lisboa que ficaram desocupados com a mudança do governo para o edifício da Caixa Geral de Depósitos. A tese da notícia - o que já é questionável, porque as notícias não têm de ter tese - é que esses edifícios deviam ser usados pelo estado para habitação acessível. Ok, isso é um ponto de vista válido, mas um ponto de vista.
O pior é quando saltam para a aldrabice para argumentar o ponto de vista. Dizem que dois imóveis das avenidas novas foram vendidos abaixo do preço de mercado, porque foram vendidos por 3072€ e 3284€ por metro quadrado, quando a mediana das vendas de casas naquelas zonas são de 6104€ e 5366€ por metro quadrado. Ou seja, a génia que escreveu a ‘notícia’, e o editor que a aprovou, comparou os preços de venda de dois imóveis com dezenas de anos, que terão de sofrer reabilitação qualquer que seja o fim a que se destinem - se forem para habitação, e modesta, terá de se acrescentar pelo menos mais 1500€/metro quadrado - com a mediana (atenção, que não colocaram a média, que é diferente) do preço de venda de casas que incluiu uma maioria de casas terminadas, novas ou reabilitadas, ou necessitando apenas de pequenas intervenções, e numa zona onde os acabamentos das casas costumam ser, no mínimo, para o médio alto. Além, claro, do efeito quantidade. Quando se compram 100metros quadrados, o preço é tal. Quando se compram 1000 metros quadrados o preço tem sempre algum desconto de quantidade. Comprar um apartamento não é o mesmo que comprar um prédio.
A única comparação que o Público podia fazer era entre a venda de edifícios completos para reabilitačão naquela zona. Mas isso já não daria para o número ludibriador de ‘o governo mauzão vendeu abaixo do preço de mercado’. E nem conseguem perceber que se os imóveis foram vendidos por hasta pública, podendo qualquer entidade apresentar propostas, e ninguém apresentou propostas mais altas do que as escolhidas, o preço de mercado dos imóveis que o estado vendeu é exatamente aquele por que vendeu, porque foi o mercado a funcionar.
E depois a ‘notícia’ tem a lata de dizer que o estado compra imóveis para habitação acessível mais caros do que vendeu os das avenidas novas. Exemplos? Não deu. Vêm a seguir dois ‘especialistas’ dar o exemplo de casas em Benfica que ficaram a 340.000€ cada, em média, o que é um valor barato em Lisboa para casas prontas a habitar. O que é que isto tem que ver com os valores de venda dos imóveis usados das avenidas novas? Nada, mas o Público espera que o leitor imbecil não repare. Em lado nenhum está demonstrado que o estado não diaponibiliza mais casas para arrendamento acessível se vender os imóveis em zonas prime que tem, arrecadando os valores correspondentes a essas zonas, e construindo ou reabilitando em zonas mais baratas. Vão buscar números para comparar alhos com bugalhos e pronto, está feita a tese da estupidez e cupidez do governo que quer reforçar a especulação imobiliária nas zonas caras (tinham que ir buscar um ‘especialista’ para falar disto) em vez de dar casas aos pobrezinhos.
Esta tonteria segue-se àquela, de há uns meses, em que outros ‘especialistas’ (curiosamente o Público nunca se socorre de eapecialistas que trabalhem no mercado imobiliário, ou em economistas) diziam a maravilha de construir casas fazer aumentar os preços das casas. Enfim, o Público anda a esforçar-se para escrever muitas fake news sobre habitação.
Um trabalho extraordinário de recolha sistemática de prova do genocídio perpetrado pelo Estado sionista de Israel contra o povo palestiniano. Tudo on-line. Vai ser difícil aos canalhas envolvidos apagar o registro dos seus crimes.
Hallucinated references are a real problem. But the main job of researchers is to make new discoveries and train the next generation to do the same. Pretending every citation in every paper must be read in detail by the authors is simply not how research operates — nor should it.
Iva a 6% e IRS a 10%: mais dinheiro nos bolsos das classes improdutivas, nenhum efeito no preço da habitação, mas pelo menos teremos pior SNS e piores transportes por falta de dinheiro público
Dear European governments, these guys have slaughtered hundreds of thousands of Palestinians with your support, money and complicity. You are not going to clean your conscience by pretending you care about the human rights of the same activist you never supported.
@_hjssp_ A lei de base da habitação, que operacionaliza o art. 65, diz precisamente isso, embora não tenha mecanismos concretos para o atuar relativamente às habitações privadas. E infelizmente não há dados adequados, mas 0,1% é razoável face aos números de contratos e de ações de despejo
@_hjssp_ A questão é que a "evidência" dos economistas e liberais é sistematicamente falsificada pelas evidências empíricas de quem estuda habitação. Estudem, logo falamos
@_hjssp_ São trabalhadores que precisam de habitação, falas de casas como se fossem batatas ou sapatos (como os economistas, isto é, que venderam o mito da procura/oferta)
@_hjssp_ Portugal tem uma das legislações mais favoráveis aos senhorios do planeta. Manter uma cada vazia é inconstitucional (art. 65) e devia ser simplesmente proibido. Se tens medo do 0.1% que não paga a renda, vende
uma das cenas mais fantásticas dos liberais, em Portugal mas nem só, é como defendem sempre o mérito, menos quando se fala de algo concreto: logo, acham que eles e alguns economistas sabem, de qualquer coisa, mais do que a gente que estuda tal coisa
@_hjssp_ Quem partilha casa precisa de menos casas, isto é, tem menos impacto na oferta - são trabalhadores necessários que usam menos casas da que seriam necessárias
@_hjssp_ A componente externa da pressão sobre os preços por pessoas individuais resulta de pessoas que não trabalham em Portugal, isto é, não de migrantes. 2/2
@_hjssp_ Pena que, quase sempre, o que é óbvio para os economistas não exista no mundo real. A procura de migrantes, isto é, trabalhadores estrangeiros, que pagam com base nos salários nacionais, por definição não pode fazer aumentar os preços. 1/2