‼️A VERDADE QUE OS SENHORES DO MUNDO ESCONDEM DA HUMANIDADE ‼️
Quanto mais você estudar sobre Física Quântica, Frequência, Vibração... Mais você vai se descolando dessa realidade que você foi doutrinado a vida inteira, tipo Truman...
As regras da mãe de descontar de acordo com a desobediência é um ótimo método para educação dos filhos. As regras da mãe de descontar de acordo com a desobediência é um ótimo método para educação dos filhos.
Achei ótimo!
O pior que poderia suceder a Michelle Firmo, existencialmente falando, seria convencer-se de que a vitória de Cristo se mede pela vitória nas urnas ou pela posse do poder político. Seria uma tragédia de dimensões bíblicas, daquelas que a própria Escritura registra com impiedosa precisão, pois o mesmo equívoco arrastou ao abismo o Apóstolo que traiu o Senhor. Judas Iscariotes queria que Jesus tomasse o trono de Israel e expulsasse os romanos a fio de espada. A resposta de Cristo foi seca: “Meu Reino não é deste mundo ainda”. Sim, “ainda”, mas, o advérbio implícito escapou-lhe por completo. Judas não concebia a transcendência; não suportava a demora escatológica. Queria o Messias imediato, o libertador político, o restaurador do reino terreno pela força da religião e pela disciplina farisaica. Tinha o seu projetinho de poder, mescla de zelo patriótico e ambição pessoal, e quando Jesus lhe virou as costas, a traição brotou natural, quase inevitável. O resto, como se sabe, é história de pranto e corda sobre a caveira de um jumento.
A interrogação que se impõe, portanto, é esta: estará Michelle Firmo possuída do mesmo messianismo rasteiro? Acreditará ela que, empunhando numa mão a estrela de Davi e na outra a Bíblia, lhe cabe trazer do Céu uma nova Basília, redentora da pátria? Terá imaginado que só ela, ungida por essa fusão explosiva de fé e política, conseguirá salvar o Brasil? Se for esse o seu sentimento, o que lhe restará senão o epílogo de Judas: o beijo fatal, a prata, o desespero e a árvore?
Urge, pois, que almas mais lúcidas e menos inflamadas a reconduzam à boa exegese. Neste vale de lágrimas, dois mil anos depois, nada mudou de substância: o Reino de Jesus ainda não é deste mundo. Precisamos de políticos na política, com os seus cálculos, as suas mesquinharias e as suas virtudes relativas; e de religiosos na religião, a tratar da alma e do mistério. A mistura dos dois domínios nunca deu certo. Produz apenas ídolos de barro, traições e, no fim, o silêncio da forca ou o vazio do remorso. Que Michelle Firmo, se tiver ouvidos, ouça. O messianismo político é a mais antiga das heresias e a mais sanguinária também.