Por algum motivo o X desconectou os meus posts da thread de reforços para a série B de 2026 (creio que por serem muitos), então vou fixar esse para que fique mais fácil de acha-los.
@Nicovieira96 Aqui as análises são pelo nome do jogador, se joga na serie A, se é gringo ou não, se é coração aberto e trabalhador ou se é da confiança de treinador ou diretor.
@Gbr041610@CAZALINO87 Ele praticamente nunca atou assim, não tem a característica de ponta que o Sport precisa. Não tem proficiência em drible, não vence duelos no chão e não é velocista. Seria algo mais próximo do Matheus Martins ou Jeffinho.
@wareporter Isso é sintomático, os dirigentes tem a sua parcela, mas omitir que a safra de técnicos brasileiros é muito fraca é tampar o sol com a peneira, isso sem falar da inflação de salários, o próprio Vasco iria pagar 1 milhão mensal ao Fernando Seabra, Renato não recebe menos que isso
📢Pronunciamento aos seguidores
Nos últimos meses houve uma grande redução das publicações. Acho justo explicar o que aconteceu.
Antes de qualquer coisa, quero falar como torcedor. O momento do Sport é extremamente frustrante. Um clube do tamanho do Sport, com uma das folhas salariais mais relevantes da Série B, não pode chegar à essa altura da competição sem sequer transmitir segurança de que brigará pelo acesso. Independentemente das dificuldades do futebol brasileiro, existe uma diferença significativa entre investimento e desempenho que precisa ser enfrentada com seriedade.
Ao mesmo tempo, também devo uma satisfação sobre a minha ausência.
A SportData sempre foi um projeto desenvolvido praticamente de forma individual, conciliando trabalho, faculdade e todas as demais responsabilidades do dia a dia. Quem já produziu conteúdo baseado em dados sabe o quanto esse processo demanda tempo: coleta, tratamento, validação das informações, desenvolvimento dos modelos e elaboração das análises. Em diversos momentos simplesmente não consegui dedicar à página o tempo que ela merece.
Outro fator em menor grau que acabou influenciando esse afastamento foi os desdobramentos de uma reunião que tive com integrantes do departamento de mercado do clube no início deste ano.
Saí daquela conversa com uma impressão positiva em um aspecto: o Sport não está alheio à evolução da análise de desempenho. Existem profissionais qualificados, ferramentas voltadas para análise estatística e uma preocupação real em incorporar dados ao processo de scouting. Isso me tranquilizou, porque mostrou que o clube já percorreu uma parte importante do caminho.
Foi justamente essa impressão que também mudou a forma como passei a enxergar o momento do clube.
Quem acompanha a SportData sabe que nunca tive receio de fazer críticas contundentes quando entendia que elas eram necessárias. No entanto, depois daquela conversa, decidi dar um voto de confiança ao trabalho que estava sendo desenvolvido. Preferi observar os resultados antes de emitir julgamentos precipitados. Não queria assumir, mais uma vez, o papel de "profeta do apocalipse", principalmente porque, naquele momento, o desempenho da equipe ainda vinha sendo acompanhado por resultados que mascaravam parte dos problemas.
Isso não significa que todas as decisões tenham me convencido. A partir das métricas e dos modelos que utilizo, algumas contratações me causaram bastante estranheza e, na minha avaliação, apresentavam sinais de alerta desde o início. Casos como Clayson, Zé Marcos, Habrão, Madson, Yago Felipe e Halls, por exemplo, não eram nomes que encontravam respaldo nos critérios estatísticos que costumo aplicar para avaliar atletas.
Mesmo assim, preferi esperar.
O futebol não é uma planilha. Existem fatores que nenhum banco de dados consegue captar completamente: adaptação, ambiente, liderança, contexto tático, evolução técnica e diversos outros elementos. Seria arrogante acreditar que um modelo estatístico é capaz de prever tudo. Por isso, dei tempo ao tempo.
Hoje, olhando para o que aconteceu ao longo da temporada, tenho a impressão de que a percepção que eu tinha no início acabou se confirmando. Durante muito tempo, o Sport conquistou mais pontos do que, na minha avaliação, o desempenho do elenco sugeria ser sustentável. Os resultados positivos acabaram escondendo fragilidades estruturais que, inevitavelmente, cobrariam seu preço quando a margem de erro diminuísse.
Não estou aqui para dizer "eu avisei". O objetivo nunca foi esse. Pelo contrário: eu gostaria profundamente de estar errado. Como torcedor, nada me deixaria mais feliz do que ver um elenco superar todas as limitações que eu acreditava existir. Infelizmente, a sequência recente reforça a sensação de que os problemas eram mais profundos do que os resultados deixavam transparecer.
Mas também saí daquela reunião com algumas preocupações.
Minha percepção foi a de que o principal desafio do Sport talvez não seja a falta de tecnologia, de software ou mesmo de capacidade técnica. O desafio parece estar muito mais relacionado à governança dos processos e ao peso que a evidência recebe na tomada de decisão.
Nenhum software monta um elenco sozinho. Nenhum modelo estatístico substitui a experiência de um profissional de futebol. Mas também não faz sentido investir em ferramentas e especialistas se, na hora da decisão, as conclusões produzidas por eles acabam tendo influência limitada ou mínima. Dados não eliminam o erro, mas reduzem significativamente a probabilidade de decisões equivocadas quando fazem parte de um processo estruturado.
Naturalmente, essa é apenas uma percepção construída a partir da experiência que tive. Não conheço todas as restrições do clube, não participo do dia a dia do departamento e muito menos tenho acesso às informações internas utilizadas nas decisões. Portanto, não tenho a pretensão de ser o dono da verdade.
Talvez o ponto que mais tenha me deixado decepcionado tenha sido perceber que a recomendação que fiz não foi adiante: considerar estudar a contratação da Ludonautics, empresa fundada por Ian Graham, ex-diretor de pesquisa do Liverpool, reconhecida internacionalmente pelo uso de ciência de dados aplicada ao futebol.
Nunca enxerguei essa sugestão como uma solução milagrosa, nem acredito que exista uma empresa capaz de resolver todos os problemas de um clube. Também desconheço o custo de um projeto dessa magnitude. Mas acredito que seria um passo extremamente relevante para acelerar a maturidade do departamento de mercado e consolidar uma cultura em que as decisões fossem cada vez mais respaldadas por evidências.
O futebol moderno mostra, repetidamente, que vantagem competitiva não surge apenas de contratar mais caro. Surge da capacidade de tomar melhores decisões de forma consistente.
Continuo acreditando que esse deve ser o caminho para o Sport.
Da minha parte, a SportData não acabou. Ela apenas desacelerou. Sempre foi um projeto movido pela vontade de contribuir, ainda que de forma modesta, para elevar o nível da discussão sobre análise de desempenho no futebol pernambucano.
Pretendo voltar a produzir conteúdo com mais frequência assim que minha rotina permitir. Talvez não no volume de antes, mas mantendo o mesmo compromisso com análises sérias, transparentes e fundamentadas.
Porque, acima de qualquer algoritmo ou modelo estatístico, continuo sendo apenas um torcedor que quer ver o Sport tomar cada vez mais decisões acertadas e voltar ao lugar de onde nunca deveria ter saido.
PST!
📊🦁 ROGER x MÁRCIO GOIANO
⚽️ Foram 19 jogos divididos por comando técnico
🔴 Roger (12) aproveitamento 63,89%
⚫ Márcio Goiano (7) aproveitamento 80,95%
📈 PRODUÇÃO OFENSIVA
🔴 Roger
xG médio: ~1.5
tendência: queda ao longo dos jogos
⚫ Márcio
xG médio: ~2.2
tendência: crescimento ao longo dos jogos
🛡️ DEFESA (xGA)
🔴 Roger
xGA médio: ~1.0
mais estável
⚫ Márcio
xGA médio: ~1.2
mais exposto
📉📈 TRAJETÓRIA
🔴 Roger
→ começa bem
→ perde produção ofensiva, tem um pico contra o Náutico
→ e termina em queda
⚫ Márcio como interino
→ começa instável
→ faz correções
→ termina com altos números de produção ofensiva