O Sporting garante a contratação de Bruno Ramos por 2 milhões de euros. Excelente
notícia.
É um central com um potencial enorme e com características muito interessantes para uma equipa grande. Destaca-se sobretudo no controlo da profundidade, onde revela uma capacidade acima da média para interpretar o espaço e proteger as costas da linha defensiva.
Agora, o mais importante será conseguir deixar para trás os problemas físicos que o têm acompanhado. Se tiver continuidade e conseguir manter-se longe das lesões, acredito que tem qualidade mais do que suficiente para ser uma opção regular na equipa principal a curto prazo.
Por 2 milhões de euros, parece-me um investimento com muito potencial de retorno.
Além das lesões, Bruno Ramos tem também o “azar” de atuar numa posição muito bem composta na equipa principal. Apesar do enorme potencial e da consistência que tem demonstrado quando joga, as oportunidades acabam por ser mais difíceis de surgir devido à presença de vários jogadores de qualidade na mesma posição.
É um defesa central com grande capacidade de antecipação e 1vs1 defensivo, protege bem a área em situações de cruzamentos rasteiros, apresenta um jogo aéreo muito forte e destaca-se ainda pela capacidade de controlar a profundidade, fruto da sua velocidade e passada larga e com bola está cada vez mais evoluído.
Com a oficialização de Doumbia e Silas Andersen bem encaminhado, o Sporting tem de ir com tudo pela contratação de Palhinha.
Apesar de ser um perfil muito diferente de Morten em termos de características, existem algumas semelhanças importantes, sobretudo na liderança e na influência que conseguem ter sobre a equipa.
Além disso, acredito que Palhinha pode ser fundamental para ajudar o Sporting a crescer no momento do jogo onde mais dificuldades tem demonstrado: a transição defensiva.
O internacional português oferece tudo aquilo que já lhe conhecemos: agressividade nos duelos, velocidade de deslocamento, enorme raio de ação e uma capacidade muito forte para dominar defensivamente o corredor central. Tem disponibilidade para sair à largura, recuperar posições rapidamente e até encaixar na linha defensiva quando o contexto o exige.
É também um médio que permite dar maior liberdade aos colegas de setor, precisamente porque consegue cobrir muito espaço e resolver inúmeros problemas sem bola.
Na construção, não oferece a mesma qualidade de Morten. Nesse aspeto seria um downgrade. Mas sem bola eleva a equipa para outro patamar e acrescenta algo que n��o se compra facilmente: liderança, personalidade e capacidade competitiva.
Para mim, é uma contratação que faz todo o sentido e deve ser prioridade para o meio campo. Alvo difícil, mas possível.
🎥 Pedro Lima - Análise
Pedro Lima é um médio muito competente tecnicamente, sobretudo na receção (1.º toque) é pela forma como consegue escapar à pressão através da condução. Tem facilidade em transportar jogo, e quando encontra espaço à sua frente tem a tendência de acelerar, usando a passada larga para ganhar metros e desequilibrar.
Além de poder atuar como 8, também consegue jogar mais adiantado no terreno. Sente-se confortável a receber entre linhas, mesmo pressionado e de costas, tendo qualidade na receção e capacidade para proteger a bola em espaços reduzidos.
No Sporting nem sempre terá esse espaço todo que gosta para conduzir, e na minha opinião, pode render mais na posição “10”. Próximo da baliza, nas costas da segunda linha de pressão, recebendo próximo das zonas de decisão. Onde Trincão joga atualmente, é a posiç��o que mais gosto de ver o brasileiro.
Pela capacidade de receção, pela forma como facilmente se enquadra ao primeiro toque, e caso seja estimulado nesse sentido, pode ser importante em combinações. É também um jogador que gosta de visar a baliza através do remate exterior, apesar de ainda precisar de afinar a direção.
Não é tanto um jogador de último passe ou de movimentos de rotura, mas pode ter influência no último terço. Como 8, oferece essa passada larga e capacidade de transportar a equipa para a frente através da condução, podendo ser especialmente útil em momentos de transição, onde a equipa precisa de alguém que leve o jogo de trás para a frente.
O Sporting não tinha muito esse perfil, e a sua chegada pode ajudar nesse aspeto, tal como Zalazar, caso assine.
Pelos nomes associados - Palhinha, Zalazar, Pedro Lima e Doumbia, Rui Borges parece procurar perfis diferentes dos que existiam no plantel. Mais físico, intensidade, velocidade e progressão, do que propriamente médios grandes organizadores e construtores.
Vídeo⬇️
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Das maiores vergonhas da história do Sporting. Parabéns ao Torreense, justo vencedor da Taça.
O Sporting nunca mostrou verdadeira vontade de ganhar o jogo. Desvalorizou completamente o adversário, jogou num ritmo de pré-época durante toda a partida e faltou ao respeito ao jogo, à competição e aos milhares de adeptos que se deslocaram para apoiar a equipa.
Nunca houve atitude e alma. Uma desilusão completa e um enorme desrespeito pela história e exigência do clube. Estou envergonhado.
Exibição mais fraca da época por parte do Sporting. A equipa não valorizou o espetáculo durante os 90 minutos, numa mistura de desinspiração com falta de atitude que em nada dignifica o símbolo que representam.
Houve claramente uma desvalorização do adversário, e o Sporting nunca conseguiu impor o ritmo, a intensidade e a agressividade competitiva exigíveis para uma final.
Jogo inadmissível e vergonhoso até ao momento. O prolongamento acaba por surgir de forma completamente desnecessária, mas olhando para aquilo que a equipa foi incapaz de produzir, é um desfecho justo.
Agora resta perceber que resposta conseguem dar.
O Sporting marcou cedo, mas continua em ritmo de pré-época. A bola circula de forma lentíssima, há posturas corporais estranhas e muitos jogadores parecem transmitir uma sensação de desleixo perante o adversário.
É inadmissível que mesmo depois do empate, a equipa não tenha tido energia para carregar o jogo e asfixiar o emblema de Torres Vedras. O adversário continua confortável, tranquilo no bloco, e o Sporting praticamente não consegue ameaçar com consistência o último terço.
Pede-se muito mais atitude, intensidade e respeito pelo jogo.
Gooooloooooo. Luís Suarez. Era importante marcar cedo na partida para libertar mais ainda os jogadores. Golo importante. É ir com tudo para a reviravolta, sem dar qualquer hipótese ao adversário. Acredita Sporting!
Apesar de o Sporting ter criado oportunidades suficientes para empatar e até dar a volta ao resultado, foi uma primeira parte fraca.
O ritmo da equipa está demasiado baixo, há muita desinspiração na finalização e a circulação tem sido lenta e previsível. O relvado também parece bastante seco, o que não ajuda à velocidade do jogo, mas a postura corporal de muitos jogadores não está minimamente de acordo com a importância desta final.
Na segunda parte, o Sporting tem de mudar em tudo, intensidade, agressividade, velocidade de circulação e atitude, se não quiser correr o risco de passar pela vergonha de perder uma final frente a uma equipa da Segunda Liga.
O Torreense, no seu bloco baixo, organiza-se num 5-4-1, com um dos médios, neste caso, Léo Azevedo, a baixar para formar uma linha de cinco, tentando controlar o espaço entre linhas através de um bloco compacto e muito protegido na largura.
Geny, sempre que recebe em situações de 1x1, está constantemente em inferioridade numérica, porque o Torreense coloca quase sempre dois ou até três jogadores na vigilância ao moçambicano.
Vagiannidis tem de oferecer mais movimentos de aproximação e ataques à profundidade para arrastar marcações e libertar espaço para o Geny receber em melhores condições.
Contra blocos baixos, os desequilíbrios individuais nos corredores laterais tornam-se fundamentais, e o Sporting precisa de criar contextos mais favoráveis para os seus jogadores mais fortes no 1x1.
Entrada completamente a dormir. Inadmissível sofrer um golo desta forma numa bola parada. Morita falha o ataque à bola no segundo poste e permite uma finalização demasiado fácil ao avançado do Torreense.
A resposta da equipa agora tem de ser muito forte, tanto na atitude como na intensidade. É fundamental instalarmo-nos no meio-campo adversário, empurrar o Torreense para trás e acima de tudo evitar perdas que permitam transições, claramente o momento mais forte deles no jogo.
@afonsovitor71 Com o mesmo papel que tinha um Alisson. Crescia 10x mais do que estar na equipa B, onde já é um contexto que ficará cada vez mais curto para o jogador. 😉
Nos últimos dias surgiu a notícia do interesse do Sporting no Chiquinho, supostamente para assumir o papel de suplente do futuro titular da esquerda, que poderá ser Yeremay, caso venha.
Apesar de gostar do Chiquinho e achar que é um jogador capaz de criar muitos desequilíbrios, continuo com dúvidas sérias relativamente à sua tomada de decisão. E isso leva-me a questionar: faz sentido investir dinheiro num suplente de 26 anos que continua a revelar dificuldades nesse aspeto e cuja evolução parece estagnada?
Ainda por cima quando existe dentro de casa um Paulo Cardoso que fez uma época muito positiva.
O cabo verdiano também tem carências na decisão, é verdade, mas tem apenas 19 anos. Há muito mais margem para crescer, evoluir e corrigir esses detalhes do que num jogador que já passou por vários clubes e continua sem conseguir dar o salto definitivo em termos de números e consistência nas decisões.
Nestes casos, prefiro apostar no produto da casa.
Paulo Cardoso é ambidestro, tem uma velocidade supersónica, não foge do 1x1, consegue atuar nos dois corredores do ataque e ainda oferece uma disponibilidade defensiva brutal.
Repito: gosto do Chiquinho pelo caos e desequilíbrio que consegue gerar. Mas neste contexto específico, preferia “guardar” o investimento e apostar num miúdo da casa que mostrou qualidade e potencial para crescer dentro do clube.
@Leao__Ericeira O Geny tinhas problemas físicos, é diferente. Não estava perdido. Teve uma lesão complicada no Marítimo. O Chiquinho tem tempo de jogo, jogou sempre nos últimos anos. E repito, eu gosto do Chiquinho. Convém ler atentamente o que eu referi.
Fabrizio deu o “Here we go”, já podemos dar as boas-vindas. 💚
Muita capacidade física, chegada constante a zonas de finalização e perfil de médio de progressão. Acrescenta golo, intensidade e agressividade nos duelos individuais.
Jogador que entusiasma. Bem-vindo. 💪🏽
A exibição de Issa Doumbia na semana passada ajuda a definir perfeitamente o tipo de jogador que é.
Um 8 que adora pisar zonas nas costas da 2.ª linha de pressão, com liberdade para cair nos corredores e criar desequilíbrios de fora para dentro. Consegue ser associativo, descobrir passes de rotura e também assumir o 1x1 ofensivo com agressividade e velocidade.
É bom tecnicamente e reage bem sob pressão, utilizando muito a finta corporal para proteger a bola e sair dos duelos.
Em transição, ou quando pega no jogo de trás para a frente com espaço, tem capacidade para queimar metros em condução e transportar a equipa para zonas adiantadas, uma característica que o Sporting praticamente não tinha. Passará a ter mais disso com Zalazar e também com o italiano, caso assine.
Tem ainda muita chegada a zonas de finalização. Procura constantemente diagonais curtas e aparece muitas vezes em zona de área quase como um ponta de lança.
Resumindo: não é um médio de ligação. É um médio de raio de ação grande, de chegada, progressão, associações, desequilíbrios individuais no último terço e golo.
Muito parecido com Zalazar nos terrenos que gosta de ocupar e na forma como procura influenciar o jogo ofensivo.
Para mim, seria uma excelente contratação. Aprovo.
Silas Andersen é para mim o protótipo de médio “6” para substituir Morten no que diz respeito a características, podendo até ser uma excelente concorrência para Palhinha, caso o português assine.
Andersen é exatamente o tipo de médio de ligação que a equipa vai precisar com a saída de Morten. Doumbia, Zalazar (já reforço) e Palhinha, os médios associados ao Sporting até ao momento, têm características diferentes e não oferecem este perfil de organizador e acelerador de jogo na primeira fase. E é importante diversificar o meio campo nesse sentido.
O dinamarquês destaca-se sobretudo pela enorme qualidade na construção. Mesmo quando recebe de costas, procura quase sempre orientar a receção com o pé mais adiantado para se enquadrar rapidamente e acelerar a ligação, lidando bem com a pressão adversária.
Tem tendência para jogar com poucos toques, procurando dar fluidez à circulação, e muitas das suas ligações entre setores surgem ao primeiro toque, muito pela inteligência que demonstra na forma como identifica a pressão e posicionamento dos colegas antes mesmo de receber a bola.
Na ligação curta, é muito competente a descobrir e arriscar passes dentro do bloco, algo fundamental para ligar com os nossos criativos nas costas dos médios adversários.
Apesar dos 1,90m, não é um jogador pesado. Sem ser particularmente veloz, tem uma passada interessante e capacidade para ganhar metros em condução quando encontra espaço.
Há vários momentos em que, tanto em transição como em organização ofensiva, conduz para atrair adversários e depois solta no timing certo para colegas em movimentos de rotura.
Já próximo do último terço, ou em zonas de criação, também revela qualidade para descobrir passes de rotura ou mesmo para o pé, mas que são para ferir a linha defensiva ou deixar companheiros em boa situação de finalização, seja em bolas tensas pelo chão ou em passes mais longos.
Encaixa perfeitamente naquilo que o Sporting parece procurar. É um jogador jovem, mas já com capacidade para dar rendimento imediato, ao mesmo tempo que oferece uma margem de progressão enorme.
Seria uma contratação muito bem sacada. Tem um potencial tremendo para explorar.