Não perguntam pro Messi sobre o racismo da seleção dele no ônibus que ELE TAVA
Não perguntam pra ngm de Portugal sobre os estupros do CR7
Não perguntam pra ngm dos EUA sobre o que acham de imigrante ou o que fizeram c o Irã
Apoio essas perguntas se fizerem pra geral, bora?
Depois que publiquei no X uma denúncia mostrando que a história da Morena, da novela Salve Jorge, na verdade foi inspirada em um caso ocorrido em Israel, e não na Turquia, alguns sionistas vieram às minhas mensagens privadas fazer uma afirmação que me chocou.
Disseram que a vítima de tráfico sexual deveria agradecer a Israel por ter sido "escolhida para servir ao povo escolhido de Deus". Em outras palavras, defenderam que uma vítima de exploração sexual deveria se sentir grata aos próprios captores.
É exatamente aqui que aparece o problema central do sionismo: a ideia de que judeus teriam um direito superior sobre os demais povos e, por isso, poderiam impor sua vontade a eles. Quando essa lógica é levada às últimas consequências, passa-se a tratar a vida, a liberdade e a dignidade dos não judeus como se valessem menos, legitimando abusos que jamais seriam aceitos contra judeus. Foi justamente essa lógica que alguns tentaram justificar ao afirmar que uma vítima de tráfico sexual deveria agradecer aos seus próprios exploradores.
Isso não representa o judaísmo como religião, nem o judaísmo humanista, que afirma a dignidade de todos os seres humanos. Infelizmente, há também cristãos que reproduzem essa visão de que judeus seriam superiores aos demais povos e, por isso, poderiam fazer o que quisessem contra eles, inclusive escravizá-los ou submetê-los à exploração. Essa ideia é moralmente inaceitável e não deve ser confundida com o judaísmo.
Nenhuma crença religiosa, identidade étnica ou nacionalidade pode servir de justificativa para escravidão, tráfico de pessoas ou qualquer outra forma de desumanização.