É plenamente possível, porque a teoria e o discurso socialista foram criados numa linguagem feita para se renovar de geração em geração através do engano. E não há método mais fácil de enganar um número grande de pessoas do que criar uma linguagem ambígua e carregada de sentimentalismo moral.
Há todo uma literatura destinada a descrever como o substantivo "socialismo" significa muita coisa e, ao mesmo tempo, coisa nenhuma. Utiliza-se do sufixo "ismo" para transformar o "social" em um sistema autônomo de compreensão e alteração da realidade; mas o que é esse "social"? Não há consenso: É a sociabilidade do homem? É a moralidade altruísta e sacrificial? É um sistema legal de produção e troca? É um sistema controle social? É uma nova fórmula de hierarquia dos valores? É um método de disciplina partidária? É um símbolo pseudorreligioso de esperança? É uma arma de pura negação dos valores burgueses? É um novo sistema de representação política? Etc., etc..
Pode ser tudo isso ao mesmo tempo; como pode ser absolutamente nada disso. Mas é inegável que pessoas imbuídas do estandarte socialista criam algo no mundo, e porque esse algo nunca é um reflexo das esperanças e sentimentos morais atreladas ao hipnótico substantivo "socialismo", a ambiguidade da linguagem socorre o militante e o capacita para afirmar que é, sim uma ditadura, mas é uma ditadura "do povo".
Como que "um povo" se governa no socialismo? Através do voto direto? Como todos os milhões "do povo" podem se representar diretamente e não ser um pesadelo logístico? Como harmonizar todas as vontades de todos os indivíduos que formam os vários grupos que constituem "o povo"? Através de um sistema de produção, como "sovietes" e sindicatos? Mas como as várias manifestações "do povo" podem ser endereçadas se toda a estrutura é controlada por um único partido? Os líderes que tomam as decisões conseguem representar "todo o povo"? E se alguma parte "do povo" não quiser o socialismo? Ou querem se livrar de uma liderança específica do partido? A representação se dá porque os líderes do partido falam e pensam "pelo povo"? E assim por diante.
Todos problemas que as experiências socialistas nunca resolveram e provavelmente nunca resolverão. Mas elas não são problemas para o militante que ainda não vive sob a "ditadura do povo" socialista e pode deleitar-se com ambiguidade da linguagem, que proporciona o "sonhar acordado" necessário para transformar pessoas em sonâmbulos desconexos da realidade.
Socialismo parece ser um entorpecente linguístico antes de qualquer outra coisa.
Atenção ao uso dos pronomes pessoais por Haddad:
"Se ELES (os 1%) pagassem o que NÓS (os 99%) pagamos, tava de boa!"
Perceberam a jogada? Ele se coloca entre os "nós" os 99% abaixo do topo.
Mas está errado - faz MUITO tempo que Haddad está no 1% do topo da renda no Brasil.
Não existe nem pode existir censura prévia.
Qualquer um tem o direito de falar a asneira que quiser - tanto na vida real quanto na digital.
Segurar o BO que vem dessa liberdade é o merthiolate que arde da vida adulta.
Quer saber o que estão fazendo com nossa internet? Me acompanhe nesse raciocínio. Se entrarmos numa cozinha e encontrarmos ovos, farinha de trigo, manteiga, cenoura, calda de chocolate, é seguro deduzir que alguém fará um bolo de cenoura. Agora observemos alguns dos ingredientes recentes diante da internet brasileira:
1) STF envia ordens judiciais para que rede social X bloqueie contas de usuários específicos, mas sem dizer a eles que foi por determinação da justiça. Para que mentisse na mensagem de banimento alegando que foi por uma decisão unilateral do X. A rede social vaza as decisões, publica um dossiê e sai do país temendo que seus executivos sejam presos. https://t.co/A8ruZd1S6g
2) STF determina multa de R$150 mil para quem usasse a rede social X durante a proibição nacional de uso dessa rede social. Além da multa ser desproporcional (dirigir bêbado é só R$3k), é ilegal uma ordem judicial prever punição para quem não é réu no processo. Até a OAB apontou essa ilegalidade. https://t.co/6W1ukOwASw
3) STF já determinou que Apple e Google removessem da loja de aplicativos todos os apps que pudessem ser usados para uso de VPN de todos os aparelhos usados no Brasil. https://t.co/YwYL9IGCcJ
4) STJ definiu que decisões de juízes brasileiros de remoção de conteúdo têm poder internacional. Que se decidem que algum conteúdo seja removido, que ele seja não apenas para brasileiros e sim para todos usuários de todos os países do mundo, mesmo que a empresa seja estrangeira, o servidor estrangeiro e o usuário estrangeiro. Nem a ONU clama para si tal poder. https://t.co/fzoBkY4Hyo
5) No PL 2630/20 a Anatel se ofereceu para atuar como um Ministério da Verdade, lendo conteúdo e julgando o que é verdade ou mentira e se classificado como mentira, remover a postagem. O corpo técnico da agência é composto engenheiros em telecomunicações. https://t.co/xrUkvOrwDd
6) STJ rasga Marco Civil da Internet e apesar da lei determinar que empresas de conteúdo tem que guardar no log a porta utilizada para possibilitar a identificação de usuários que cometem crimes, o tribunal manda o ISP se virar e identificar quem foi o autor de um crime mesmo sem essa evidência forense. Ou seja, mesmo sendo tecnicamente impossível, o juiz manda o ISP dar teus pulos e ai dele se descumprir. https://t.co/xWpZ4EwaVF
7) Anatel obtém acesso remoto a roteadores de borda e servidores de DNS para bloquear IPs e domínios por conta própria, mesmo que a decisão judicial no caso da Amazon que vimos acima ter mostrado que ela tem nenhum lastro legal para bloquear sites no Brasil. Esse mecanismo pode funcionar como um botão central de censura. https://t.co/dvPYAsyrOO
8) De forma pró-ativa, a Anatel tem preparado uma política que ela chama de fair share, que em bom português é o pedágio da internet. Sob a falsa alegação que a internet brasileira está prestes a entrar num colapso, a agência age como uma corretora de valores ao criar uma taxa a ser cobrada das big techs para que elas possam enviar dados aos internautas brasileiros. Essa inovação foi tentada apenas na Coreia do Sul, onde a mensalidade da internet subiu, a qualidade dos vídeos da Netflix reduziu e Twitch encerrou operações no país por não conseguir arcar com o pedágio: https://t.co/npQehpnRuQ
9) Anatel tenta bloquear nacionalmente a Amazon e MercadoLivre, mas foi impedida pelo judiciário por conta do artigo 19 do Marco Civil da Internet, que está sendo anulado em julgamento em curso no STF. Essa proteção cairá nos próximos dias e há chance da Anatel tentar de novo. https://t.co/RymdWAFfC8
10) Os endereços IP, os pontos de troca de tráfego (IX) e os domínios do https://t.co/ZjHmn6pthb são controlados por uma entidade sem fins lucrativos chamado https://t.co/nIaa0puCpz, não pelo governo. Graças a eles, o Brasil tem o maior ponto de troca de tráfego DO MUNDO. O PL 4557/2024 pretende estatizar a operação da internet brasileira transferindo o controle dessa ONG para a Anatel, dando controle ao governo de toda essa infraestrutura: https://t.co/Ot448exQzV
11) Os juízes que estão julgando a anulação desse artigo do Marco Civil dizem em audiência admirar a internet chinesa, que é famosa pelo Great Firewall of China, onde é nacionalmente bloqueado o X, Facebook, Instagram, WhatsApp, Snapchat, Pinterest, Reddit, Discord, LinkedIn, Tumblr, Google, YouTube, Netflix, HBO Max, Hulu, Twitch, Telegram, Signal, Google Meet, The New York Times, BBC, Reuters, Bloomberg, ChatGPT, Yahoo!, DuckDuckGo e até a Wikipédia. https://t.co/2wECPXUd3B
12) Apesar da constituição determinar que censura prévia é ilegal no Brasil e o código penal vedar que pessoas que não sejam réus num processo sejam alvo de punições no julgamento dele (afinal, não tiveram defesa), STF continua determinando o bloqueio de perfis inteiros de réus e seus familiares nas redes sociais. O X está recorrendo pedindo que apenas os posts considerados ilegais sejam removidos em vez dos perfis inteiros (e todos os posts), como determina a constituição. https://t.co/Ij8dNKPdDb
Então todos os ingredientes estão postos na mesa, muitos criados através de ilegalidades, não é irrazoável presumir que o bolo será sabor de censura e manipulação.
Será tentador para quem estiver com a caneta na mão, censurar conteúdos que incomodam seu projeto de poder, convicção (ou paixão) política, parceiros comerciais e cosmovisão.
Mesmo quem confia muito no governo atual deve temer pelo futuro da internet porque todo esse aparelho técnico e institucional montado, poderá ser usado por qualquer governo futuro.
@AkitaOnRails Eu estava comentando isso com minha namorada. Eu não sigo a ZH(Jornal Zero Hora), logo não ficaria sabendo disso se o assunto só estivesse ficado na coluna do jornal.
@DisneyPlusHelp Obrigado pelo retorno, perguntei pois quero ter a experiencia de assistir Thuderbolts* no cinema. Fiquei sabendo que o filme faz bastante referencias ao capitão, aí não quero ficar perdido no cinema =/
@DisneyPlusBR Só se postar quando vai disponibilizar "Capitão América: Admirável Mundo Novo".
Sacanagem lançar Thunderbolts sem o Hulk Vermelho estar no streaming pra gente assistir em ordem. =\
O psiquiatra mais lido do mundo, Dr. Augusto Cury, fez um apelo comovente ao Supremo Tribunal Federal (STF) em favor de Débora Rodrigues, uma mãe de dois filhos que pode ser condenada a até 14 anos de prisão por ter pichado um monumento com batom durante os atos do dia 8 de janeiro, em Brasília.
Sensibilizado com o caso, Dr. Augusto Cury recorreu publicamente ao STF, destacando o impacto psicológico da ausência da mãe na vida das crianças. “Cada dia longe da mãe provoca sofrimento emocional profundo e sequelas irreparáveis no desenvolvimento das crianças”, afirmou o médico, que é autor de mais de 70 livros publicados em mais de 80 países.
Sem antecedentes criminais, Débora está presa preventivamente em regime fechado há 2 anos. Em carta enviada ao ministro Alexandre de Moraes, Débora suplicou perdão ao ministro Alexandre de Moraes. Ela expressou arrependimento e relatou o sofrimento emocional vivido por seus filhos desde sua prisão. “Eles choram todos os dias. Estão em acompanhamento psicológico. Não compreendem minha ausência. Me pedem de volta”, escreveu.
O que está em jogo não é só uma mulher atrás das grades. São duas crianças que choram todos os dias pela ausência da mãe. São corações pequenos pagando por um erro que não cometeram.
O Brasil precisa parar para ouvir isso. Estamos criando órfãos de mães vivas. Estamos esquecendo que o Direito não pode se transformar em vingança institucionalizada.
Este não é apenas o julgamento de Débora. É o julgamento da nossa consciência coletiva.