Whether 'tis nobler in the mind to suffer the slings and arrows of outrageous fortune, or to take arms against a sea of troubles, and by opposing end them?
Acabo de ler um tweet dizendo que o livro "Conde de Monte Cristo" é um livro ruim, por se parecer com uma novela comum, diferente de "Irmãos Karamazov". Não me parece inteligente comparar clássicos da literatura dessa forma. Essas obras não persistem por acaso.
@erutureo Gostei da sua análise. Você salientou o melhor em ambos, na sua perspectiva. Acho que essa é uma forma inteligente de comparar coisas diferentes. Muitos fazem uma comparação chapada, sem nuances.
Gosto muito de assuntos intelectuais, literatura, filosofia e ciência. Mas raramente me envolvo com pessoas que gostam desse nicho, pois sempre me pareceram pessoas ruins, egocêntricas, pedantes. Ironicamente não são diferentes fãs de cultura pop.
A vida mais chata e banal esconde um oceano de profundidade que, por contingência, escapa à maioria de nós. Mas algumas pessoas são capazes não apenas de perceber, mas de expressar essas nuances e clichês — burlando até "normas cultas" e inventando até palavras, se for preciso.
Todas essas histórias que sobrevivem por gerações têm nelas algo de universal. E não é a história em si, mas sim a forma de contar essa história. Escritores, principalmente os grandes, são mestres alquimistas das palavras, transformam miudezas, chatices, banalidades, em ouro.