🇪🇸 In Ceuta, a 62-year-old Spanish woman woke up to find a half-naked Moroccan migrant lying in bed next to her
The migrant climbed from an adjacent abandoned building onto the woman's fifth-floor balcony.
Instead of stealing anything, the migrant entered the bedroom in his underwear and climbed into bed. Ferrón woke up, initially thinking the person was her husband, but began screaming when she realized it was a stranger.
Her screams alerted her husband and son, who were in another part of the house. The Moroccan migrant fled back across the balcony but was quickly arrested by authorities.
Such stories were unheard of in Ceuta before the mass invasion of illegal migrants.
@romeu Achei revoltante a forma como a SIC deu a notícia da vossa visita. Algo como "no dia em que influenciadores visitam Gaza a convite de Israel, o país mata uma família de 6 pessoas num ataque". Uau. Já perderam a noção de tudo
☢️ Reflexão da Cooperativa: A era do Pós-verdade
A expressão já andava por aí, claro, mastigada em conferências, painéis e outros viveiros do género, mas há quem tenha a coragem de a pôr em cima da mesa despida de preconceito. A Teresa Nogueira Pinto fez isso. Atirou-a ali, nos estúdios da SiC Notícias, como um estalo bem assente nas ventas para quem quis apanhar.
A pós-verdade não é simplesmente a mentira. A mentira é muito artesanal. O relógio dos 21 milhões da Martins encaixa aqui. Pronto. A pós-verdade é mais fina. Não se limita a torcer a realidade; prepara-lhe uma maquilhagem moral, põe-lhe uma luz favorável e depois diz-nos sem vergonha na cara que aquilo não é propaganda, é responsabilidade social travestida de verdade absoluta.
⚠️Veja-se isto do tempo. Há calor? Pumba, é a maior vaga de calor de sempre. Mas "sempre", desde quando? Desde que Adão saiu à rua sem o panamá na mona? Desde que há estações meteorológicas, séries estatísticas e critérios minimamente decentes para avaliar? Não interessa. O "sempre" televisivo não é uma unidade temporal; é uma marreta emocional que arreia no telespetador sem dó nem piedade. É até o telespectador aceitar que uma tarde abafada em maio tem o mesmo estatuto metafísico do terramoto de 1755.
Agora já temos para esta semana o jato polar. Dito assim, parece que o céu mandou vir um F-16, cortesia do Trump, para bombardear os santos populares. O jato polar, pobre coitado, existe há muito tempo. Mas agora chega-nos embrulhado em linguagem de emergência, pronto a assustar neste grande teatro da ansiedade climática, que fervilha! Não se trata de negar que o clima muda, que há aquecimento, que há fenómenos extremos, que há dados e riscos reais. Trata-se é de recusar a conversão da meteorologia numa narrativa apocalíptica. Coisas diferentes.
A pós-verdade vive precisamente aí: não no facto isolado, mas na moldura. Um fenómeno normal pode ser vendido como anomalia bíblica. Uma série curta pode ser servida como eternidade. Uma variação atmosférica, perfeitamente aceitável num horizonte temporal mais larginho, pode ser apresentada como prova de que o mundo acaba depois dos 2 minutos de pub. Quem não aceita é um herege, negacionista, cúmplice do carvão, e inimigo das criancinhas a quem pretendemos estragar o planeta,
Na política, o mecanismo é igual, só muda o cheiro. A operação Imergente, com buscas na sede do PS e em autarquias de Lisboa e arredores, trouxe outra vez suspeitas, contratos, assessores, juntas, câmaras, amigos, empresas, favores, etc. Mas há uma coisa que já não depende de sentença, a encenação moral. Quando o caso toca nos virtuosos oficiais da nossa República, começa logo a contextualização para não dramatizar o cenário. É o sistema. É a judicialização da política. É a extrema-direita à espreita. É preciso cuidado muito com o populismo. É preciso não alimentar narrativas perigosas.
Traduzindo do pós-verdadês para português corrente! Se cheira a esturro nos nossos, não se acende a luz; ficamos no escuro da sociologia. De repente, aquilo que em qualquer adversário seria corrupção sistémica passa a ser um fenómeno complexo. O que noutros seria uma rede clientelar transforma-se em normalidade de quem governa há muito tempo. O que nos outros exigiria demissões,manifestos e o Pacheco Pereira a tremer de indignação em prime, nos socialistas é só uma gripezinha, chata, mas compreensível, sobretudo pela fadiga do poder. Tudo normal, portanto. E diz que pode acontecer a qualquer um!
➡️➡️E aqui a pós-verdade atinge a sua forma mais sebosa. Não é dizer que nada aconteceu. É pior. É sugerir que, se aconteceu, é normal. E se é normal, não convém dramatizar. E se não convém dramatizar, é porque dramatizar ajuda o Chega. Portanto, por uma elegante ginástica moral, o problema deixa de ser a falta de ética dos que se apresentaram durante anos como proprietários da decência pública. O problema passa a ser o eleitor que olha para a alternativa errada. Não a cangalhada do PREC, essa já está com os pés para a cova, cabe tudo num fraasquinho de formol. Estamos a falar do Chega, evidentemente, esse fantasma utilíssimo que serve para absolver tudo o que o sistema faz, porque qualquer crítica ao sistema pode, horror dos horrores, beneficiar quem está fora dele.
É uma chantagem perfeita. Primeiro degradam a confiança. Depois avisam-nos de que desconfiar é perigoso. Primeiro normalizam a promiscuidade. Depois explicam que denunciar a promiscuidade é populismo. Transformam o Estado na sua quintinha, assessorias, contratos e capelinhas. Depois aparecem a pedir responsabilidade democrática ao povo.⬅️⬅️
A pós-verdade não é a mentira que se conta, é a mentira que se permite. É a mentira que ganha estatuto de ambiente de base. É quando a indecência deixa de provocar escândalo e passa a merecer enquadramento para se tornar aceitável. É quando a mesma elite que vê fascismo num cartaz, apocalipse num dia quente e emergência civilizacional numa mudança de direção do vento, olha sem vergonha para os próprios alçapões.
⚠️Por isso o conceito é magnífico. Explica o nosso tempo como poucas palavras explicam, um tempo em que a verdade já não precisa de ser destruída; basta ser administrada. Uma gota de emoção aqui, uma pitada de medo ali, um rodapé hist��rico, uma indignação seletiva, uma absolvição preventiva, e pronto, a realidade entra bruta e sai domesticada à vontade de quem pode, como quer.
Para vossa eventual reflexão.
o dono da cooperativa
Nota: a Teresa veio para ficar.🤟
fotografia: SiC Notícias
@donocooperativa Que nojo que tudo isto me mete. A nossa comunicação social está podre. A publicidade e atenção que dão a estes degenerados é revoltante.
@luckyme2005@StuffKSaid I watched one of her reels on IG and I don't think I've ever watched anything so insane and disturbing. That woman is not well!
Aqui não há flotilhas, não há manifestações com panos de cozinha, não há defesa das vítimas, não há nenhum tipo de ajuda dos auto intitulados activistas dos direitos humanos que andam a bater com a mão no peito com uma moral acima do comum dos mortais.
Não há Gretas, não há Tiagos, não há Monteros, não há Albaneses, não há Sanchez, não há Varoufakis, a única coisa que se vê é uma insuportável hipocrisia.