Porque mente Fernando Alexandre?
O ministro da Educação mentiu sobre a empresa responsável pela plataforma dos exames e acaba desmentido pelo seu próprio secretário de Estado.
Nunca vi caos igual.
Porque é que nos estão a tentar convencer de que a decisão de contratar a Deloitte, em julho, decorreu de uma situação de emergência técnica para resolver os erros?
A ideia de que o privado veio em socorro do público não colhe. Em maio, muito antes de os exames começarem, o Caderno de Encargos e o Convite já estavam na Plataforma Electrónica de Contratação Pública.
Ontem: "O Governo não tem relatório nenhum."
Horas depois: 3 coordenadores do Júri de Exames demitiram-se há um ano após avisarem, por escrito, em relatórios que o secretário de Estado PEDIU, das falhas que rebentaram agora.
Não foi só incompetência. Foi encobrimento. CPI já.
Luís Neves não declarou à entidade para a Transparência que a empresa da mulher também é sua. Escondeu essa informação quando ainda era diretor nacional da Polícia Judiciária e voltou a omitir quando, há cinco meses, chegou a ministro da Administração Interna.