Quem compara Messi ao Pelé em Copas do mundo, é burro ou mau caráter.
Pelé precisou jogar apenas 4 copas do Mundo para ser campeão de 3 COPAS DO MUNDO.
É o único jogador da história a ter 3 títulos de Copa do Mundo.
Nunca precisou se aposentar da seleção por contas de fracassos.
O Messi? Precisou jogar 5 COPAS para ter 1 título. Precisou jogar 6 COPAS para ultrapassar Pelé em gols. Já se aposentou da seleção por causa de um vice de Copa América.
Vamos deixar de ser viralatas. Deixar de reescrever a história para rebaixar os nossos. Messi é grandioso, gênio, lendário, mas perto de Pelé, principalmente em Copas do Mundo, ele não chega perto.
Esses sete minutos aqui foram todos na Copa de 1970. Antes, ele já tinha conquistado duas outras Copas e feito mais de mil gols.
Repito: nem em dez mil anos haverá outro igual.
> seja Pelé aos 29 anos👑🇧🇷⚽
> estreia em Copas com apenas 17 anos e choca o mundo.
> marca dois gols na final contra a Suécia.
> campeão mundial e protagonista da conquista.
> volta em 1962 como o jogador mais famoso do planeta.
> se machuca no segundo jogo e fica fora do restante do torneio.
> o Brasil conquista a Copa mesmo assim.
> bicampeão mundial aos 21 anos.
> enquanto o mundo joga futebol, Pelé passa a redefinir o que é dominar o esporte.
> 1962: Mundial Interclubes contra o Benfica de Eusébio.
> Santos campeão.
> 1963: Mundial Interclubes contra o Milan.
> Santos campeão de novo.
> os europeus param de discutir quem é o melhor jogador do mundo.
> durante toda a década de 60, mantém uma média absurda de quase um gol por partida.
> novembro de 1969.
> o Maracanã para para assistir ao milésimo gol.
> mil gols antes dos 30 anos.
> ninguém sequer havia chegado perto.
> esse era o homem que embarcou para o México em 1970.
> na Copa, marca quatro gols e distribui seis assistências.
> é eleito o melhor jogador do torneio.
> na final contra a Itália, dá o passe para o gol de Carlos Alberto.
> talvez o gol coletivo mais bonito da história do futebol.
> Brasil tricampeão mundial.
> Taça Jules Rimet conquistada em definitivo.
> aos 29 anos, Pelé já havia construído uma carreira maior do que a maioria dos jogadores sonharia em toda uma vida.
📊🌎 RECORDES DAS COPAS DO MUNDO:
🏆 Mais títulos: 🇧🇷 Brasil
🌍 Mais participações: 🇧🇷 Brasil
⭐ Mais pontos: 🇧🇷 Brasil
⚽ Mais jogos disputados: 🇧🇷 Brasil
✅ Mais vitórias: 🇧🇷 Brasil
🤝 Mais empates: 🏴 Inglaterra
❌ Mais derrotas: 🇲🇽 México
🥅 Mais gols marcados: 🇧🇷 Brasil
🎯 Mais gols sofridos: 🇩🇪 Alemanha
📈 Melhor saldo de gols: 🇧🇷 Brasil
📊 Melhor aproveitamento: 🇧🇷 Brasil
🔝 Mais vezes cabeça de chave: 🇧🇷 Brasil
🥇 Mais lideranças de grupo: 🇧🇷 Brasil
👑 Mais artilheiros de Copa do Mundo: 🇧🇷 Brasil
C O L O S S O D O F U T E B O L 🇧🇷👑
A quantidade de jogador deixando clubes por ameaças em rede social é assustadora. Não é uma questão exclusiva do futebol, claro. Povo tá maluco. Ameaçam humoristas por fazer humor, jornalistas por fazer jornalismo, músicos por fazer música etc. Mas, quando envolve torcida... entendo totalmente os caras não aguentarem. São muitos jogadores impactados por isso mundo afora.
Diante das dificuldades, uma sugestão: por que o São Paulo não resgata o Ferraresi para o segundo semestre? Conversa com o Botafogo, entra em um acordo. O venezuelano é melhor zagueiro que Tolói e Dória é melhor lateral que Cédric.
O desempenho de Dória com a camisa do SP é muito ruim? Sem dúvida. Deveria ter sido contratado? Jamais. Mas nada justifica ameaçar o atleta e seus familiares nas redes sociais. São os valentões da internet que se acham acima da lei. Criticar desempenho é uma coisa, ameaçar é totalmente condenável.
🇾🇪 RAÍ PELO SÃO PAULO :
⚔️ 395 Jogos
⚽ 128 Gols
🎯 75 Assistências
🅿️ 203 Participações G/A
🏆 1x Mundial de Clubes
🏆 2x Copa Libertadores
🏆 1x Campeonato Brasileiro
🏆 5x Campeonato Paulista
🏅 Rei da América (1992)
🏅 Bola de Ouro do Mundial (1992)
🏅 Craque da Libertadores (1993)
🏅 Craque do Paulistão (1991)
🏅 Craque do Paulistão (1992)
🏅 Seleção do Brasileirão (1989)
🏅 Seleção da Copa do Brasil (2000)
Hoje Raí completa 61 anos! É o melhor jogador da história do tricolor?
📊 Noite de Copa
🇦🇷Sempre que um brasileiro falar da, digamos assim, psiquê argentina, o ponto de partida precisa ser assumir a incapacidade de acessá-la por inteiro. A gente não alcança a excepcionalidade existencial deles, talvez seja vice-versa, não me meto jamais a entender o peronismo, por exemplo, tem coisa que não dá pra assimilar sem ter uma vida lá dentro. Maradona, Messi, "aquele troço todo", como diria o professor Simas.
(excepcionalidade existencial, que cascata a minha)
Tem um texto do Jorge Valdano sobre o Messi, nunca mais achei, li na rede tantos anos atrás, escrito antes da Argentina começar a ganhar taças com o tampinha genial, no qual, mais ou menos com essas palavras, ele definia Messi como alguém que "atua pela seleção não para ser querido, e sim para ser perdoado de um crime que ele não sabe bem qual é". O Valdano é campeão do mundo em 86 e virou, depois da bola, um cronista especial, daqueles que você para e lê e sabe que, no mínimo, o cara passou um café antes de pensar no que vai dizer. Um Tostão deles. O Messi, naquela época que hoje parece outra vida, entrando em parafuso a cada desgosto com a camisa nacional enquanto tudo dava certo em Barcelona, era pauta irresistível. Você olhava nos olhos do Messi e ele parecia perguntar "o que mais vocês querem de mim? Que eu seja outra pessoa?".
Estive na Argentina na Copa América de 2011 para acompanhar a Seleção do Mano Menezes, jogos em Córdoba, quinze paraguaios pra cada brasileiro, 2 a 2, gol do Fred no fim, era o começo do ciclo que acabaria no 7 a 1. Assim que cheguei, a notícia era: "Murió Facundo Cabral". Era tipo um Belchior deles, foi baleado na Guatemala, uma pequena comoção. E tinha eleição em Buenos Aires também, e greve de lixeiros, cidade suja de santinhos. Digressões. Em Córdoba, o jornal sugeria, na manchete, um debate: "Messi é um apátrida?", assim, sem molho. Discutia-se o fato de ele não cantar o hino nacional na partida de estreia. Talvez fosse por aí o caminho do tal "crime" que Valdano mencionara. O crime de sair cedo do país, gostar de Barcelona, ter até algum sotaque de lá, não comprar as brigas que esperavam dele, etc, qual o quê: Raphael Prates diria que é tudo questão da bola entrar na casinha.
Foi podre atrás de podre pra ele, nem sempre por culpa dele, porque convenhamos: a Copa dele em 2014, por exemplo, foi muito boa. Deu Alemanha no detalhe do detalhe, e nunca faltou Messi na campanha. Quando vieram as derrotas para o Chile em finais consecutivas de Copa América, ele quis parar, acheu que era algo pessoal de Deus contra ele, destino, quis ficar na dele na Catalunha, mais precisamente em Castelldefels, aprazível bairro afastado onde construiu uma pequena Rosario de amigos, parças e familiares. Na Copa de 2018 já estreou perdendo pênalti para um goleiro islandês (não pode), e ali, na Rússia, com o Sampaoli naquele climinha, olha, ali era um poço fundo, um baixo-astral de deprimir até o mais eloquente "hincha". Ali ajustava-se, por gentileza doída, o discurso de perdão: "tantos gênios também ficaram sem Copa...".
Não é que não bancassem Messi. Na ambivalência do fanatismo, nunca faltou idolatria. Só era um pouco de carência reativa, um jeito torto de mostrar (ou esconder) amor, uma mistura de temperos que formam a tal psiquê que a gente não acessa. A caceta da bola tinha que entrar numa final. Sob o argumento de Jorge Valdano, Messi tinha um contraponto invencível pela frente: Diego Maradona não foi somente um campeão, genial, insolente, rebelde, que não coube em Barcelona, nunca pisou em Castelldefels, se achou em Nápoles e trouxe a Copa, e Nápoles, pro país. Maradona foi, acima de tudo, o homem perdoado por tudo. Má educação, noites em claro, profissionalismo duvidoso, violência doméstica, infidelidade, paternidade negada, dependência química, tiro em jornalista, todo tipo de excesso que você imaginar: perdoado. "Dessa vez o povo vai me odiar", e o povo o bancava ainda mais.
A bola do Messi, ufa, entrou em uma final. Uma semana antes, Messi atacou verbalmente um holandês em sotaque-quase-dialeto rosarino, e o som de sua voz em tom argentiníssimo, não catalão, caiu como uma bomba atômica de identidade no país que ainda o espera. "Qué mirá, bobo? Andá pa allá". Vaza de Miami, Messi, porra.
Em Córdoba, em 2011, tinha um moleque, porteiro do minúsculo hotel de estrada, Quebin Mujica era o nome dele, do moleque, não do hotel, não esqueci sei lá porquê, que me forneceu um pendrive 3G pra eu mandar textos pro Blog do Birner. Ele tinha o pé engessado, machucou jogando basquete. Uns amigos adolescentes colaram no hall, tomaram fernet. Ele torcia para o River Plate e para o Belgrano, clube da cidade. Dias antes, o River Plate foi rebaixado jogando justamente contra o Belgrano. Vexame, climão. Perguntei pra quem ele torceu.
"Para los dos. No trate de entenderlo". Eu, que não tento entender os argentinos, só os admiro perdidamente, aceitei.
Com 135 milhões de reais, o filme teria que ter o Bolsonaro vestido de Darth Vader lutando contra todos os personagens da Marvel em um navio naufragando em Pandora.