Amir Ghalenoei, técnico da Seleção do Irã, após o empate contra a Nova Zelândia: ''Somos a seleção mais oprimida da história da Copa'.
"Nem nós sabemos [porque vamos ter que sair] e é realmente engraçado. O planejamento da nossa equipe é feito em um lugar, mas a decisão final é tomada em outro. Deveríamos ter vindo para Los Angeles duas noites antes do jogo, mas não permitiram. Nosso plano era ficar aqui esta noite, descansar e voltar amanhã à tarde, mas mesmo assim não permitiram, e eu não sei por quê.
É por isso que digo que a seleção iraniana é talvez a mais oprimida da história da Copa do Mundo. O presidente da federação não está aqui, o gerente da equipe não está aqui, o gerente interno da equipe não está aqui, o departamento de mídia não está aqui. Parte das responsabilidades pré-jogo que deveriam ser da diretoria ficaram a cargo da comissão técnica, enquanto o foco da comissão técnica deveria ser em questões técnicas. É por isso que digo que somos a seleção mais oprimida da história da Copa do Mundo."
Via: @UOLEsporte
📷Getty Images
Eduardo Galeano sobre el Che: "...El Che cometió un pecado imperdonable: Hizo lo que dijo, y dijo lo que pensó. Eso es imperdonable. En América Latina, la palabra y la acción no se encuentran nunca...".
Em tempos de Copa do Mundo, vale lembrar de 1984. Uma geração que mostrava que era possível jogar bonito, encantar multidões e manter viva a consciência política. Dentro de campo, talento. Fora dele, posicionamento.
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الجماهير المغربية تغمر ميدان تايمز سكوير بأعلام فلسطين في كأس العالم مع البرازيل
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O tempo passa, mas certos legados continuam ecoando pelo mundo.
Orgulho de ser o Time do Povo. Orgulho de ser Corinthians. 🏴🏳️
Thank you, Mayor Zohran Kwame Mamdani, for honoring Dr. Sócrates and the legacy of Democracia Corinthiana.
📹 The Morning Pitch / @nycmayor
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#VaiCorinthians
Com a aproximação do evento que qualquer apaixonado por futebol espera por quatro anos, é até normal que passemos a tratar a Copa do Mundo com exaltação quase incondicional, eufórica.
Mas não dá para ser assim diante dos absurdos aos quais estão sendo submetidos, nos Estados Unidos, dirigentes, comissões técnicas e jogadores de algumas seleções.
Recusas de vistos, interrogatórios infinitos e a estapafúrdia ideia de obrigar um time a deixar o país após cada jogo precisam ser tratados como um pacote, como uma das maiores vergonhas da história das Copas.
É curioso ver, por parte de quem defende esses atos, a acusação de que as críticas a eles têm motivações políticas. É justamente o contrário: quem defende que o Irã possa se concentrar, treinar e jogar como qualquer seleção não o faz em defesa do condenável regime iraniano, mas zelando pela isonomia esportiva e para que a Copa seja o que deveria ser, uma celebração da humanidade, seus povos e culturas.
São os vetos e limitações impostos por Donald Trump e seus asseclas que têm apenas motivações políticas. Ou alguém tem dúvida sobre o que o atacante do Iraque e o goleiro do Irã foram fazer nos EUA durante a Copa?
Tudo poderia ser menos vergonhoso não fosse a patética e já caricata subserviência do presidente da FIFA a Donald Trump. Infantino não agiria da mesma forma, acatando de orelhas baixas, arbitrariedades similares de Brasil ou Argentina. Por aqui, é certo, o ambicioso dirigente brigaria para que as óbvias premissas esportivas fossem cumpridas. Por lá, ele tem medo.
Especificamente sobre o Irã: se não contar com as mesmas condições dos rivais para disputar o torneio, o abandono de última hora seria uma forma contundente de protestar, gerando um prejuízo enorme. A impossibilidade de substituição, numa Copa em que terceiros colocados se classificam em oito de doze grupos (!), geraria um caos tão irreparável quanto merecido pela FIFA.
As consequências provavelmente viriam, é verdade. Mas seriam, mais uma vez, um vexame para Gianni Infantino, cujos esforços para estragar a competição mais sensacional do planeta por motivações políticas e financeiras não são poucos. E não são de hoje.