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Videozinho simples nada de mais finalização ao gol . Deu essa engajamento todo
.
Desenvolvimento cognitivo do jogador. Uma fração
Eu acredito na premissa que atleta para se desenvolver enquanto jogador precisa entender mais do jogo que joga e quem ele é nesse jogo. Eu bato muito nessa tecla.
E aqui temos duas questões decorrentes dessa premissa
- O que no jogo é preciso entender mais?
- Se o atleta sabe mais sobre o jogo, isso realmente significa que ele vai jogar melhor?
Partindo do pressuposto que o jogo é um conjunto de relações de cooperação e oposição, a maioria dos atletas tem bom nível de capacidade de execução, que é um tipo de conhecimento do jogo, ou seja, há um certo domínio do jogo sob a ótica da escala individual, sobretudo no Brasil, por causa da grande relação com bola, mas pouco entendimento das outras escalas de relações que existem no jogo - grupais (2, 3 jogadores) setoriais (seu setor ou sua linha, ex: meio campo ou última linha de 4), intersetoriais (relações entre os setores, ex: meio-campo com ataque) e coletiva (os 11).
Dessa forma, se faz necessário que o atleta entenda mais, e quando digo entender mais é do ponto de vista conceitual mesmo, conteúdo teórico, sobre as outras escalas do jogo para que ele compreenda o impacto das suas decisões em todas as escalas. Isso quer dizer que se eu condiciono as decisões do jogador ao impacto, positivo ou negativo, que uma ação pode ter no jogo, ele tende a decidir melhor e portanto jogar melhor.
A melhoria do entendimento do jogo que eu jogo e quem eu sou nesse jogo é um caminho simples de explicar, mas difícil de aplicar na prática
O atleta precisa se conhecer primeiro enquanto humano, para se entender enquanto atleta. Quais suas emoções em relação ao jogo, o porquê ele faz o que faz no jogo, o que realmente ele sabe fazer bem no jogo e o que não sabe, mas acha que sabe, quais as vulnerabilidades no seu jogo e o entendimento das nuances entre posição, função, movimentos e regas de ação
E isso demanda, primeiro, uma boa dose de autoconhecimento
Em seguida, é interessante que o atleta conheça os conceitos do jogo, por exemplo como o jogo é dividido em fases, o porquê do submomentos. Não precisa dar aula sobre isso, mas entender, de forma global, que esses conteúdos existem e o que são. Assim ele compreende o próprio impacto dele no jogo - gosto de dar o exemplo da pressão pós perda.
Se sua equipe pressiona pós-perda na transição defensiva ele tem que ter a aptidão para ler os gatilhos, para entender se ajuda a montar a zona pressionante ou se se mantém em equilíbrio, para entender qual a intensidade necessária naquele deslocamento de modo que não seja rápido demais a ponto de ser driblado, nem lento demais a ponto de nao conseguir ser de fato pressionante, para entender quando abdicar em situações que sua pressão foi vencida, etc.
O atleta precisa de conhecimento tanto da execução dos gestos do jogo (procedimental) quanto de conteúdo tático teórico (declarativo) para jogar melhor. Para jogar bem o jogo que joga
Isso de fato é possível ser desenvolvido com o estudo sobre o jogo
Eu tenho a observação empírica que a formalização do estudo do futebol em formato de conteúdo (aula mesmo) tem se demonstrado eficaz no desenvolvimento do conhecimento dos jogadores, criando consciência de suas competências até o ponto da internalização subconsciente de quem ele é e do jogo que joga (Competente consciente para competente inconsciente) e assim jogando melhor
Em uma predominante abordagem construtivista, sendo guiado a descoberta dos aspectos conceituais do jogo, o atleta evolui e é possível medir isso pelo “talking” do atleta dentro de um contexto de análise tática individual
Entenda:
- Um volante tá de costas em primeira fase de construção e recebe do zagueiro direito e nesse momento que recebe, está livre, sem pressão nas costas, mas ao invés de girar e jogar, devolve de primeira no zagueiro esquerdo que, inclusive tem marcador próximo e vai ser pressionado.
É relativamente difícil ele voltar a vivenciar exatamente a mesma situação em treino ou jogo e se voltar a vivenciar e nunca for orientado, talvez não tenha o entendimento de qual a melhor solução para aquela mesma situação e siga tomando a pior decisão.
Quando estuda o jogo, o atleta não só passa a melhorar sua decisão, a girar e jogar, como consegue desenvolver os critérios do porquê fez bem o que fez e também expressa, fala melhor sobre a decisão que tomou
Contudo, é preciso salientar que alguns atletas não conseguem transformar conhecimento em execução no jogo, por mais que desenvolvam a compreensão dos conteúdos táticos téoricos.
Esbarram muitas vezes:
- Na sua própria capacidade de execução dos gestos do jogo (limitação técnica)
- Nas suas características morfológicas (limitação física)
- Na sua condição emocional para a execução da ação (limitação psicológica)
Mas até essas limitantes podem ser melhoradas com treinos técnico-táticos específicos, com algum incremento na preparação física e com auxílio de terapia cognitiva comportamental
Portanto, um jogador que conhece mais a si e ao jogo que joga e sabe o porquê faz o que faz no jogo é um jogador melhor!
Obs: a imagem não é meramente ilustrativa.
Desenvolvimento cognitivo do jogador. Uma fração
Eu acredito na premissa que atleta para se desenvolver enquanto jogador precisa entender mais do jogo que joga e quem ele é nesse jogo. Eu bato muito nessa tecla.
E aqui temos duas questões decorrentes dessa premissa
- O que no jogo é preciso entender mais?
- Se o atleta sabe mais sobre o jogo, isso realmente significa que ele vai jogar melhor?
Partindo do pressuposto que o jogo é um conjunto de relações de cooperação e oposição, a maioria dos atletas tem bom nível de capacidade de execução, que é um tipo de conhecimento do jogo, ou seja, há um certo domínio do jogo sob a ótica da escala individual, sobretudo no Brasil, por causa da grande relação com bola, mas pouco entendimento das outras escalas de relações que existem no jogo - grupais (2, 3 jogadores) setoriais (seu setor ou sua linha, ex: meio campo ou última linha de 4), intersetoriais (relações entre os setores, ex: meio-campo com ataque) e coletiva (os 11).
Dessa forma, se faz necessário que o atleta entenda mais, e quando digo entender mais é do ponto de vista conceitual mesmo, conteúdo teórico, sobre as outras escalas do jogo para que ele compreenda o impacto das suas decisões em todas as escalas. Isso quer dizer que se eu condiciono as decisões do jogador ao impacto, positivo ou negativo, que uma ação pode ter no jogo, ele tende a decidir melhor e portanto jogar melhor.
A melhoria do entendimento do jogo que eu jogo e quem eu sou nesse jogo é um caminho simples de explicar, mas difícil de aplicar na prática
O atleta precisa se conhecer primeiro enquanto humano, para se entender enquanto atleta. Quais suas emoções em relação ao jogo, o porquê ele faz o que faz no jogo, o que realmente ele sabe fazer bem no jogo e o que não sabe, mas acha que sabe, quais as vulnerabilidades no seu jogo e o entendimento das nuances entre posição, função, movimentos e regas de ação
E isso demanda, primeiro, uma boa dose de autoconhecimento
Em seguida, é interessante que o atleta conheça os conceitos do jogo, por exemplo como o jogo é dividido em fases, o porquê do submomentos. Não precisa dar aula sobre isso, mas entender, de forma global, que esses conteúdos existem e o que são. Assim ele compreende o próprio impacto dele no jogo - gosto de dar o exemplo da pressão pós perda.
Se sua equipe pressiona pós-perda na transição defensiva ele tem que ter a aptidão para ler os gatilhos, para entender se ajuda a montar a zona pressionante ou se se mantém em equilíbrio, para entender qual a intensidade necessária naquele deslocamento de modo que não seja rápido demais a ponto de ser driblado, nem lento demais a ponto de nao conseguir ser de fato pressionante, para entender quando abdicar em situações que sua pressão foi vencida, etc.
O atleta precisa de conhecimento tanto da execução dos gestos do jogo (procedimental) quanto de conteúdo tático teórico (declarativo) para jogar melhor. Para jogar bem o jogo que joga
Isso de fato é possível ser desenvolvido com o estudo sobre o jogo
Eu tenho a observação empírica que a formalização do estudo do futebol em formato de conteúdo (aula mesmo) tem se demonstrado eficaz no desenvolvimento do conhecimento dos jogadores, criando consciência de suas competências até o ponto da internalização subconsciente de quem ele é e do jogo que joga (Competente consciente para competente inconsciente) e assim jogando melhor
Em uma predominante abordagem construtivista, sendo guiado a descoberta dos aspectos conceituais do jogo, o atleta evolui e é possível medir isso pelo “talking” do atleta dentro de um contexto de análise tática individual
Entenda:
- Um volante tá de costas em primeira fase de construção e recebe do zagueiro direito e nesse momento que recebe, está livre, sem pressão nas costas, mas ao invés de girar e jogar, devolve de primeira no zagueiro esquerdo que, inclusive tem marcador próximo e vai ser pressionado.
É relativamente difícil ele voltar a vivenciar exatamente a mesma situação em treino ou jogo e se voltar a vivenciar e nunca for orientado, talvez não tenha o entendimento de qual a melhor solução para aquela mesma situação e siga tomando a pior decisão.
Quando estuda o jogo, o atleta não só passa a melhorar sua decisão, a girar e jogar, como consegue desenvolver os critérios do porquê fez bem o que fez e também expressa, fala melhor sobre a decisão que tomou
Contudo, é preciso salientar que alguns atletas não conseguem transformar conhecimento em execução no jogo, por mais que desenvolvam a compreensão dos conteúdos táticos téoricos.
Esbarram muitas vezes:
- Na sua própria capacidade de execução dos gestos do jogo (limitação técnica)
- Nas suas características morfológicas (limitação física)
- Na sua condição emocional para a execução da ação (limitação psicológica)
Mas até essas limitantes podem ser melhoradas com treinos técnico-táticos específicos, com algum incremento na preparação física e com auxílio de terapia cognitiva comportamental
Portanto, um jogador que conhece mais a si e ao jogo que joga e sabe o porquê faz o que faz no jogo é um jogador melhor!
Obs: a imagem não é meramente ilustrativa.
Tudo bem o Tite exaltar o campeonato carioca por trabalhar para um clube carioca.
Mas Rio de Janeiro sempre esteve anos atrás do futebol paulista.
A começar pelos clubes formadores. São Paulo tem 1/3 dos clubes formadores do país.
A FPF trabalha muito melhor que a FERJ.