O fim de uma era, o fim de uma história eterna no Flamengo.
Serei eternamente grato ao Gabigol.
O jogador que marcou a minha vida e fez do dia 23/11/2019 ser o dia mais feliz da minha vida.
Obrigado por tudo, @gabigol .
@paulogabr_ Esse cara dessa história sou eu. Obrigado por compartilhar esse momento comigo, irmão! Fomos campeões e honramos todos aqueles que queriam estar. ⭐️🏆😭
⚠️VEJA: Motoqueiro que sofreu uma tentativa de assalto em São Gonçalo foi atrás dos ladrões após perceber que eles estavam desarmados.
A perseguição começou no Mirante do Pita e acabou na comunidade do Gradim quando os ladrões ficaram encurralados e abandonaram a moto.
O Zeus saiu 💀😭
Obg por tudo pitico você é o goat toplaner e espero que encontre muitas vitórias não sendo contra a gente
Dito isso vou mandar rato morto pra T1
Carta Aberta de Adriano Leite Ribeiro, Adriano Imperador, ao portal @TPTBrasil.
- A morte do meu pai mudou a minha vida pra sempre. Até hoje é um assunto que ainda não consegui resolver. E pra tu ver como são as coisas, a merda toda começou aqui, na comunidade que eu considero tanto.
A Vila Cruzeiro não é o melhor lugar do mundo. Muito pelo contrário.
É perigoso pra caramba. A vida é dura. As pessoas sofrem. Muitos amigos precisam seguir outros caminhos. Olha pro lado que tu percebe. Se eu for parar pra contar todos os conhecidos que já se foram, a gente vai ficar aqui falando por dias e dias… Que papai do céu os abençoe. Pode perguntar pra qualquer um aqui. Quem tem a oportunidade acaba indo morar em outro lugar.
Nada a ver com a confusão. A bala entrou pela testa e ficou alojada na nuca dele. Os médicos não tinham como remover. Depois disso, a vida da minha família nunca mais foi a mesma. Meu pai passou a ter convulsões frequentes.
Tu já viu uma pessoa sofrendo um ataque epiléptico na tua frente? Ah, então não queira ver, negão.
É assustador.
Eu tinha 10 anos quando meu pai foi baleado. Cresci convivendo com as crises dele. O Mirinho nunca mais conseguiu trabalhar. A responsabilidade de sustentar a casa caiu toda nas costas da minha mãe. E o que ela fez? Se virou. Contou com a ajuda dos vizinhos. A família representou. Aqui todo mundo vive com pouco. Ninguém tem nada sobrando. E mesmo assim, minha mãe não ficou sozinha. Sempre tinha alguém dando uma força pra ela.
Um vizinho apareceu com uma caixa grande de ovos, certo dia, e falou: “Rosilda, vende para levantar um trocado. Assim você consegue comprar um lanche para o Adriano”. Só que ela não tinha dinheiro para pagar o vizinho. “Não se preocupa, irmã. Vende os ovos e depois você me paga.” Era assim, cara. Te juro.
Outro vizinho arrumou um bujão de gás pra ela. “Rosilda, vende esse aqui. Metade é seu, metade é meu.” E lá ia a minha mãe tentar descolar mais um trocado trabalhando duro todo dia. Meu pai ficava em casa. E minha mãe correndo por dois, enquanto minha avó me levava para os treinos.
Uma das minhas tias conseguiu um trampo fichada e que dava tíquete-refeição. Ela entregava os papeizinhos para a minha mãe. “Rosilda, é pouco, mas dá para pelo menos comprar um biscoito pro Adriano.”
Sem essas pessoas eu não seria nada.
📷: Sam Robles/The Players' Tribune
Carta Aberta de Adriano Leite Ribeiro, Adriano Imperador, ao portal @TPTBrasil.
- A morte do meu pai mudou a minha vida pra sempre. Até hoje é um assunto que ainda não consegui resolver. E pra tu ver como são as coisas, a merda toda começou aqui, na comunidade que eu considero tanto.
A Vila Cruzeiro não é o melhor lugar do mundo. Muito pelo contrário.
É perigoso pra caramba. A vida é dura. As pessoas sofrem. Muitos amigos precisam seguir outros caminhos. Olha pro lado que tu percebe. Se eu for parar pra contar todos os conhecidos que já se foram, a gente vai ficar aqui falando por dias e dias… Que papai do céu os abençoe. Pode perguntar pra qualquer um aqui. Quem tem a oportunidade acaba indo morar em outro lugar.
Nada a ver com a confusão. A bala entrou pela testa e ficou alojada na nuca dele. Os médicos não tinham como remover. Depois disso, a vida da minha família nunca mais foi a mesma. Meu pai passou a ter convulsões frequentes.
Tu já viu uma pessoa sofrendo um ataque epiléptico na tua frente? Ah, então não queira ver, negão.
É assustador.
Eu tinha 10 anos quando meu pai foi baleado. Cresci convivendo com as crises dele. O Mirinho nunca mais conseguiu trabalhar. A responsabilidade de sustentar a casa caiu toda nas costas da minha mãe. E o que ela fez? Se virou. Contou com a ajuda dos vizinhos. A família representou. Aqui todo mundo vive com pouco. Ninguém tem nada sobrando. E mesmo assim, minha mãe não ficou sozinha. Sempre tinha alguém dando uma força pra ela.
Um vizinho apareceu com uma caixa grande de ovos, certo dia, e falou: “Rosilda, vende para levantar um trocado. Assim você consegue comprar um lanche para o Adriano”. Só que ela não tinha dinheiro para pagar o vizinho. “Não se preocupa, irmã. Vende os ovos e depois você me paga.” Era assim, cara. Te juro.
Outro vizinho arrumou um bujão de gás pra ela. “Rosilda, vende esse aqui. Metade é seu, metade é meu.” E lá ia a minha mãe tentar descolar mais um trocado trabalhando duro todo dia. Meu pai ficava em casa. E minha mãe correndo por dois, enquanto minha avó me levava para os treinos.
Uma das minhas tias conseguiu um trampo fichada e que dava tíquete-refeição. Ela entregava os papeizinhos para a minha mãe. “Rosilda, é pouco, mas dá para pelo menos comprar um biscoito pro Adriano.”
Sem essas pessoas eu não seria nada.
📷: Sam Robles/The Players' Tribune
Infelizmente ontem dia 3/11 meu pai veio a falecer numa luta constante contra o câncer de fígado e mais algumas outras coisas, no qual ele havia se curado ano passado, mas infelizmente voltou com tudo nos últimos meses.
Lembro de descobrir que estava mal no meu 1 Split de 2022, assim que eu soube, me dediquei ao máximo para ir pro presencial e então ser campeão porque sabia que estaria lá e queria te mostrar o quão longe eu tinha ido. Lembro de quando te ver, após ganhar, me desabar em lágrimas por estar ali comigo naquele momento.
Ele lutou muito até seus últimos momentos e sou grato principalmente a minha irmã que se doou por todo o processo e forneceu todo o apoio pra ele, enquanto eu não podia.
Desde que voltei pra casa pude vivenciar ao seu lado seus últimos meses de vida, no qual foram na maioria deles difíceis mas que nunca reclamou e sempre encarou positivamente apesar das dificuldades que a doença propunha.
De ti vou lembrar das melhores coisas, porque você sempre tava lá fazendo gracinha ou me animando sempre que podia, você pode até partir mas sempre terá um espaço no meu coração.
Nunca imaginei estar passando por essas coisas, realmente é muito triste isso tudo, a vida é dura, mas penso que está descansando em paz agora e sem dor.
O discurso na imprensa durante toda a semana será o mesmo das eliminatórias contra Palmeiras e Corinthians
" O Flamengo perdeu a chance de definir o placar no Maracanã "
Chega no jogo da volta, senta na pica do malvado.
Seguimos! Vamos copar BH