Hoje encerro um ciclo de 10 anos de militância no PT. Entrei aos 16 anos, cheio de sonhos, acreditando na força da luta coletiva. Construí, aprendi, resisti.
Mas ser uma pessoa trans e preta nesses espaços nunca foi simples. A política ainda nos silencia, nos apaga e, muitas vezes, nos usa sem reconhecer nossa dignidade.
Saio do PT com gratidão pelo que construí, mas também com a coragem de denunciar: pessoas trans e pretas ainda não são valorizadas na política como deveriam ser.
Passei por vitórias, dores e até por uma internação psiquiátrica, onde disseram que eu “não tinha mais jeito”. Estou aqui. Vivo. E a minha existência já é resistência.