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Os Estados Unidos estão a construir uma base militar no território angolano. Parece que o nosso Pr. JLO já não lê a Constituição tem muito tempo. Ou está a usá-la para outros fins...
A ministra moçambicana Ivete Alane lamentou ataques a imigrantes na África do Sul e apelou à calma. Autoridades acompanham a situação e pedem convivência pacífica, após episódios de violência contra estrangeiros.
Paul Kagame confirmou cooperação com o M23 no leste da RDC, classificando ações como defensivas contra ameaças como as FDLR. O líder criticou Kinshasa e a ONU e rejeitou sanções dos EUA, reforçando a tensão regional.
Investigação aponta desvio de mais de 30 milhões Kz no Hospital do Bié, com horas extras fictícias atribuídas a médicos, incluindo ausentes. Ex-chefe de RH foi detida e libertada, e o processo segue na PGR.
A POBREZA É CULPA DA COLONIZAÇÃO?
O ex-Presidente da República de Angola, JES, que governou Angola por quase 40 anos, não tinha a menor dúvida de que existe pobreza em Angola, mas deixou claro que a culpa não era do MPLA, mas sim da colonização, até porque o seu avô e Agostinho já encontraram e deixaram a pobreza nesse país.
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“E até lá, estou-me nas tintas”.
A NOVA MINISTRA DA EDUCAÇÃO VEM DA CNE
A recém-nomeada ministra da Educação, Erika Linete Batalha de Carvalho Aires, substitui a então ministra Luísa Grilo, que foi exonerada enquanto se encontrava em viagem no Dubai. De acordo com o seu currículo, é mestre em Políticas Públicas e o cargo mais relevante que exerceu até à data, segundo o site oficial do Governo, foi o de assistente do presidente da CNE, Manuel Pereira da Silva, o conhecido “Manico”, o homem que geriu os processos eleitorais mais conturbados do período pós-guerra civil. Só acho que nomeações a cargos como ministro/a da educação, não deviam ser nomeações ou “cargos de confiança”, mas este sou eu a discutir comigo mesmo…
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“E até lá, estou-me nas tintas”.
No Huambo, o primeiro secretário do MPLA, Pereira Alfredo, comparou a UNITA a um “tambor vazio”, afirmando que o partido faz muito barulho, mas não apresenta propostas concretas, reiterando que o MPLA mantém confiança e controlo político na província.
A lei obriga empresas financiadas pelo OGE a responder e a cumprir o interesse público.
Ao alegar falta de competência num simples pedido de resposta administrativa, o IGAE expõe falhas sérias na aplicação da legalidade e no controlo institucional.
Governo anuncia concurso público em fevereiro para recrutar 6 mil profissionais de saúde em Angola.
Médicos e enfermeiros vão reforçar novas unidades hospitalares e a rede primária em expansão.
A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) anunciou o início da produção no Projeto N’Dola Sul, localizado no Bloco 0, com uma previsão diária de cerca de 25 mil barris de petróleo e 50 milhões de pés cúbicos de gás.
LIDERANÇA DO PRA-JA SERVIR ANGOLA RECEBIDA POR PRESIDENTE DA REPÚBLICA PARA OFICIALIZAR RELAÇÕES
O líder do PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku, foi recebido hoje pelo Presidente João Lourenço, no primeiro encontro institucional desde a legalização do partido. A delegação, chefiada por Domingos Jardo Muekalia, apresentou a visão estratégica da formação política e formalizou as relações com o Executivo.
Segundo Muekalia, o partido pretende afirmar-se como alternativa governativa e reforçou que o objetivo é “ser Governo ou parte do Governo” nas eleições gerais de 2027. A audiência serviu também para transmitir ao Presidente da República os passos já dados pelo PRA-JA e a sua visão para o futuro político do país.
Durante a segunda reunião ordinária do Comité Político Nacional, realizada hoje, Chivukuvuku reiterou que 2026 e 2027 serão anos de afirmação total do partido, destacando o compromisso com alternância política e desenvolvimento nacional. O órgão avaliou ainda o cumprimento do programa de ação e aprovou a criação da Direção Geral das Eleições, além de definir os objetivos estratégicos para 2026.
O PRA-JA, legalizado em outubro de 2024, conta com um Comité Político Nacional composto por 350 membros efetivos e 56 suplentes, reforçando agora a sua estrutura interna rumo aos próximos desafios eleitorais.
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RAFAEL SAVIMBI CONFIANTE NA DISPUTA PELA LIDERANÇA DA UNITA
Rafael Massanga Savimbi, candidato à presidência da UNITA, afirmou hoje estar confiante na vitória, no arranque do XIV Congresso Ordinário do partido, onde mais de 1.200 delegados elegem o novo líder. O político destacou que percorreu o país, dialogou com militantes e sentiu apoio suficiente para acreditar num resultado favorável.
Savimbi salientou a força da juventude como elemento central da sua candidatura, sublinhando que Angola é um país jovem e necessita de lideranças capazes de responder aos desafios desta faixa populacional. Apresentou-se como a primeira figura com menos de 50 anos a disputar seriamente a liderança da UNITA, defendendo uma visão renovada e ética para o partido.
O candidato declarou que conduziu uma campanha sem ataques pessoais, apesar de acusações que considerou infundadas, incluindo alegações sobre financiamento irregular, que negou veementemente. Disse ter entrado na corrida por convicção, apoiado por várias vozes internas, e garantiu estar empenhado em manter um clima de paz e concórdia durante o congresso.
Sobre o favoritismo atribuído ao presidente cessante, Adalberto Costa Júnior, Savimbi considerou normal, afirmando que enfrenta “a máquina do partido” com coragem e determinação. Disse acreditar que a decisão só se fechará no último momento e antecipou possíveis surpresas, confiando no julgamento dos delegados.
O congresso decorre até domingo, em Viana, e definirá o líder que conduzirá a UNITA rumo às eleições de 2027.
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OPOSIÇÃO ANGOLANA ADMITE UNIR FORÇAS PARA ALTERNÂNCIA POLÍTICA EM 2027
Dirigentes da oposição angolana defenderam o reforço interno dos partidos e admitiram unir esforços para disputar a alternância política nas eleições gerais de 2027, após cinco décadas de governação do MPLA. À margem do XIV Congresso Ordinário da UNITA, Filomeno Vieira Lopes, presidente do Bloco Democrático, afirmou que o encontro demonstra a capacidade da oposição séria de trabalhar democraticamente, sublinhando a importância de estratégias conjuntas para a mudança.
O dirigente defendeu ser “imperativo” que partidos opositores e sociedade civil construam uma frente unida visando a alternância. Lopes admitiu novamente abertura do Bloco Democrático para coligações, como ocorreu em 2022 na Frente Patriótica Unida.
Também presente, Manuel Fernandes — líder do Renova Angola e antigo presidente da CASA-CE — considerou o congresso da UNITA “uma festa da democracia”, elogiando a pluralidade interna. O político acredita que o partido sairá fortalecido, embora reconheça que disputas eleitorais deixam fissuras que o líder eleito terá de sanar.
O Renova Angola está atualmente focado na expansão nacional e formação de quadros, deixando para mais próximo de 2027 a decisão sobre alianças eleitorais. Fernandes admite integrar uma frente unificada da oposição, caso exista maturidade política para criar “um instrumento único e válido para o país”.
O congresso reúne 1.251 delegados para eleger o próximo presidente da UNITA, entre Adalberto Costa Júnior e Rafael Massanga Savimbi.
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REFLEXÃO DOMINICAL | Antes de regressar a Luanda, fiz uma pausa para refletir e agradecer. Depois de uma intensa jornada política pelo leste do nosso país, nas províncias da Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico e Moxico Leste. Senti a necessidade de dedicar um momento à oração e à meditação, lembrando que servir é, acima de tudo, servir a Deus e ao Seu povo.
É assim que fui educado: colocar Deus em primeiro lugar, e com Ele caminhar na missão de servir #Angola e os angolanos. Que a Sua bênção esteja sobre o nosso país e sobre cada cidadão.
Mesmo nas provações, mesmo diante dos desafios, Jesus é o Rei mais poderoso (Lucas 23, 35-43; Passagem complementar: João 18). Que esta palavra inspire força, coragem e esperança em todos nós. Mesmo diante da cruz, no instante mais humilhante da sua missão, Jesus permanece Rei, firme na sua identidade e na sua missão redentora. A sua realeza não depende de tronos, exércitos ou glórias humanas, mas da força transformadora do amor e da verdade.
Que esta certeza guie cada passo e inspire o nosso trabalho pelo bem de Angola e de todos os angolanos. Que Deus abençoe abundantemente nossa terra e o seu povo.
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PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU ATIRA-SE CONTRA ANGOLA
Umaro Sissoco Embaló, que está a concorrer praticamente sozinho, concedeu uma entrevista ao jornalista Vítor Hugo Mendes, mas a conversa quase saiu do controlo no momento exacto em que VHM questionava sobre as perseguições a jornalistas e as mortes* de ativistas guineenses. O presidente Embaló, em vez de responder à pergunta, preferiu virar-se contra Angola e afirmou: “o que se passa no teu país, Angola, não se passa aqui na Guiné, em Angola as pessoas desaparecem…” Agora resta saber se o pivô da TPA, Ernesto Bartolomeu, irá ou não responder a isto.
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“E até lá, estou-me nas tintas.”
RESULTADO DO CENSO REVELA QUE ANGOLA CONTA COM 36,6 MILHÕES DE HABITANTES
Angola registou 36,6 milhões de habitantes no final de 2024, um aumento de 42% face ao censo de 2014, que contabilizara 25,8 milhões. O país mantém uma estrutura demográfica jovem: 62% dos residentes têm menos de 25 anos e a idade média subiu para 23,2 anos.
Os dados revelam ainda um ligeiro predomínio feminino, com 51% de mulheres e 49% de homens, e um rácio de 96 homens por cada 100 mulheres. O número de agregados familiares atingiu 9,1 milhões, distribuídos por mais de nove milhões de habitações, mantendo-se a média de 3,9 pessoas por família.
Apenas 37% dos agregados têm acesso à água canalizada, enquanto Luanda continua a ser a província mais populosa, agora com 8,8 milhões de habitantes. Huíla, Huambo, Benguela, Cuanza Sul, Bié e Uíje seguem-se na lista, todas com mais de dois milhões. No extremo oposto, o Cuando permanece como a região menos povoada, com apenas 138 mil habitantes.
As dez maiores cidades concentram 24% da população, sendo sete delas em Luanda. A província mantém também a maior densidade populacional, com 5.349 habitantes por quilómetro quadrado, contrastando com o Cuando, que regista apenas 1,3.
O português é falado por 45,5% da população, seguido do umbundo, kimbundu, tchokwe e kikongo. Os ovimbundo continuam como o maior grupo etnolinguístico, representando 29,1% da população. O censo contou pela primeira vez pessoas com albinismo, totalizando 1,6 milhões.
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FMI DIZ QUE SUBSÍDIOS AOS COMBUSTÍVEIS EM ANGOLA “BENEFICIAM OS MAIS RICOS”
A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou em Luanda que os subsídios aos combustíveis em Angola favorecem sobretudo as camadas mais ricas da população e defendeu a sua retirada gradual, redirecionando a poupança para apoiar as famílias mais pobres.
Após encontro com o Presidente João Lourenço, Georgieva elogiou as reformas económicas iniciadas em 2017 e destacou que a economia angolana precisa de despesa pública eficiente, voltada para melhorar a vida dos cidadãos. Segundo a responsável, os subsídios representam 2,5% do PIB e esses recursos poderiam reforçar o emprego jovem, apoiar pequenos negócios e melhorar a educação.
A líder do FMI sublinhou que o Governo angolano pretende avançar de forma “gradual e cuidadosa”, começando por proteger as pessoas que serão mais afetadas. Referiu ainda que o programa Kwenda já apoia 1,7 milhões de angolanos, mas admite que ampliar e tornar eficaz essa rede ainda é um grande desafio.
Georgieva agradeceu a liderança de Angola na União Africana e afirmou que o país tem feito progressos rumo à estabilidade macroeconómica, essencial para retomar o crescimento. Apelou, contudo, à continuidade das reformas num contexto global marcado por transformações rápidas e choques climáticos.
A retirada dos subsídios começou em 2023, com aumentos significativos na gasolina e no gasóleo, tendo este último gerado, em 2025, uma greve de taxistas que resultou em tumultos e dezenas de mortos. O FMI volta a defender a eliminação total dos subsídios, acompanhada de medidas de mitigação e comunicação eficaz.
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TRIBUNAL SUPREMO ABSOLVE ISABEL DOS SANTOS DE 4 DOS 11 CRIMES DE QUE ERA ACUSADA
A empresária Isabel dos Santos foi absolvida de quatro dos 11 crimes que lhe eram imputados no processo relacionado à sua gestão da Sonangol, entre 2016 e 2017. A decisão foi tomada na fase de instrução contraditória, requerida pela própria defesa.
Entre os crimes retirados estão abuso de poder, fraude fiscal simples e associação criminosa. A consultora PwC-Angola, também visada no processo, foi totalmente ilibada, com a justiça determinando o arquivamento dos autos que a envolviam.
Apesar das absolvições, Isabel dos Santos continua pronunciada por vários crimes, incluindo peculato, burla qualificada, abuso de confiança, falsificação de documentos, participação económica em negócio, tráfico de influências e branqueamento de capitais. O Tribunal Supremo não divulgou quais acusações permanecem.
Todos os arguidos do processo — Mário Filipe, Paula Cristina Neves Oliveira, Sarju Chandulal e a empresa PVC-Angola — foram absolvidos do crime de associação criminosa. A PVC-Angola foi ainda absolvida de todas as acusações, por não existir, à data dos factos, previsão legal para responsabilização criminal de pessoas coletivas.
Os arguidos interpuseram recurso do despacho de pronúncia, levando o processo de volta ao Tribunal Supremo para reavaliação.
Isabel dos Santos, atualmente a viver no Dubai, reafirma que é inocente e classifica o processo como politicamente motivado.
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OFICIAIS DE JUSTIÇA ANGOLANOS ANUNCIAM PETIÇÃO PARA EXONERAR MINISTRO DA JUSTIÇA
Os oficiais de justiça angolanos anunciaram que vão avançar com uma petição para solicitar a exoneração do ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, alegando “silêncio absoluto” face à greve em curso. A paralisação, iniciada a 27 de outubro, reivindica melhores condições laborais, aprovação do estatuto remuneratório e reposição de subsídios.
Segundo o secretário-geral do SOJA, Joaquim de Brito Teixeira, não existe qualquer sinal de diálogo por parte da tutela, e o sindicato prepara novos passos após o fim desta primeira fase da greve, que termina a 14 de novembro. O Ministério da Justiça reafirmou que a greve é “ilegal” e avisou que aplicará faltas injustificadas aos aderentes.
O SOJA contestou, argumentando que o ministério não tem competência para declarar a ilegalidade da greve e denunciou ameaças contra funcionários grevistas. Entre as denúncias mais graves está a alegada intenção de transferências compulsivas na Conservatória de Registo Comercial, em Luanda, atribuídas a ordens do ministro.
Os oficiais de justiça pediram também à Procuradoria-Geral da República que investigue decisões do Ministério, incluindo a gestão do Cofre Geral de Justiça. A greve deve prolongar-se por fases até agosto de 2026, caso não haja avanços nas negociações.
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MPLA GARANTE: INDICAÇÃO DE ADÃO DE ALMEIDA CUMPRE À RISCA REGIMENTO DA “CASA DAS LEIS”
O MPLA assegurou que o processo de nomeação de Adão de Almeida para presidente da Assembleia Nacional obedece integralmente ao Regimento Interno e à Constituição da República de Angola. A proposta será submetida à apreciação e votação dos deputados em sessão plenária marcada para o dia 17 deste mês, na qual também será debatida, na generalidade, a Lei de Aprovação do Orçamento Geral do Estado (OGE) para o exercício económico em curso.
O Bureau Político do Comité Central do MPLA aprovou a designação de Adão de Almeida — até então ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República — para substituir Carolina Cerqueira, que liderava o Parlamento desde 2022. As razões oficiais da sua saída ainda não foram divulgadas.
O primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, Américo Cunonoca, esclareceu que, após a proposta do MPLA, será convocada uma plenária extraordinária para a eleição do novo presidente, onde todos os 220 deputados exercerão o voto, seja por mão levantada ou voto secreto. Segundo Cunonoca, “o processo segue rigorosamente os trâmites legais, garantindo a legitimidade do cargo”.
O Bureau Político destacou o empenho de Carolina Cerqueira e expressou confiança em Adão de Almeida para conduzir a nova etapa da Assembleia Nacional, num contexto de desafios institucionais e políticos. O órgão também elogiou o discurso do Presidente João Lourenço nas comemorações dos 50 anos da Independência, reafirmando o compromisso do MPLA com a paz, o crescimento económico e o desenvolvimento nacional.
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