A alegação de Lula na Lava Jato é que o sítio Santa Bárbara, em Atibaia-SP - frequentado 111 vezes por ele entre 2012 e janeiro de 2016, e reformado por duas empreiteiras do petrolão (OAS e Odebrecht) -, era emprestado pelos amigos Jonas Suassuna e Fernando Bittar, proprietários formais do imóvel e sócios de Lulinha na empresa Gamecorp, depois rebatizada de BR4.
A alegação do senador petista Jaques Wagner no caso da Operação Compliance Zero é que o apartamento n° 1.702 do empreendimento Poème Horto, em Salvador-BA, foi destinado à sua filha e adquirido pelo empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, após o líder do governo Lula no Senado ter dito a ele: “Você pode comprar? Depois eu vou recomprar.”
Lula chegou a ser condenado em duas instâncias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do sítio, antes das manobras do STF que levariam à extinção do processo em agosto de 2021 (de modo similar ao ocorrido no caso do triplex do Guarujá, pelo qual o petista chegou a ser condenado em três instâncias).
A juíza Gabriela Hardt apontou, por exemplo, “o recebimento de vantagens indevidas da Odebrecht em razão do seu cargo em benefício próprio” e afirmou que Lula “tinha plena ciência da origem ilícita dos recursos utilizados pela Odebrecht na reforma”. Para ela, restou "incontroverso" o fato de que a família do petista chegou usar a propriedade até mais do que a família Bittar. A sentença também condenou Marcelo e Emílio Odebrecht, além de Léo Pinheiro, da OAS, por pagamentos de propina em forma e reforma de imóvel, e foi mantida pelo TRF-4, que ainda aumentou a pena de Lula de 12 anos e 11 meses de prisão para 17 anos, 1 mês e 10 dias.
Já endereços de Jaques Wagner foram alvos de busca e apreensão, autorizadas pelo relator do caso Master no STF, ministro André Mendonça, em razão das suspeitas da Polícia Federal de pagamentos de propina feitos por Augusto Lima “em troca de atuação parlamentar” de Wagner “em temas de interesse do Banco Master”.
Ninguém costuma ter amigos tão generosos quanto os do PT, que se dispõem a bancar aquisição e reformas de imóveis, ou a emprestá-los gratuitamente para uso maior que o próprio, ao longo de anos. Mas, entra escândalo, sai escândalo, e os petistas ainda querem que você acredite na generosidade desinteressada dos empresários que faturam em seus governos, ou até mesmo, como agora, que o imóvel presenteado seria recomprado depois.
Chegamos, possivelmente, à modalidade da propina consignada, recebida como crédito, mas descontada no fim de mês, do ano, da década, ou quem sabe um dia, se a PF bater à porta.
É positivo que a @AdvocaciaGeral tenha recuado na censura contra mim.
No entanto, falta @jorgemessiasagu repor a verdade e retirar outras punições injustas:
1. Retirar a censura contra os demais perfis de cidadãos censurados.
2. Desmentir a fake news criada por @ErikakHilton e endossada por irresponsáveis da AGU de que eu seria parte de uma "rede de desinformação" junto com demais perfis.
3. Desmentir a fake news de que eu postei o print de um projeto falando que era de outro.
4. Responsabilizar @ErikakHilton por denúncia falsa, abuso de poder, produção de fake news e desinformação contra o processo democrático de debate público de um projeto.
5. Responsabilizar os servidores irresponsáveis da AGU por sequer checarem as informações e permitirem o uso político da AGU para censurar, assassinar reputação e impedir o processo democrático de debate de um projeto.
Eu entendo também que a tal procuradoria de defesa da democracia deveria ser extinta, já que impede o debate democrático e dissemina desinformação contra quem tenta fazê-lo.
Segue live sobre o tema.
Desculpem o destempero, mas tenho a impressão de ter jogado fora 30 anos da minha vida.
Não é mais possível ser jornalista profissional no Brasil.
Ou o governo te censura ou desiste de te censurar e mantém um assassinato de reputação contra você.
https://t.co/XMMSTrVaUM
Após pressão de diversas pessoas, especialmente sobre o absurdo de tentarem censurar uma jornalista, a @madeleinelacsko
, a AGU pediu para que apenas a postagem dela não seja removida, pq sabe que mexer com imprensa é outra prateleira. Já nós cidadãos comuns, que tomemos intimidação pesada do estado.
E mais: não recuaram um milímetro na acusação de que eu e todos ali citados, inclusive a Madeleine, sejamos parte de uma rede de disseminação de conteúdo falso com objetivo de manipular a opinião pública. Não apresentaram uma única prova desta afirmação absurda, eles acusam e a gente que lute contra o poder do estado. pra provar o contrário.
Só voltaram atrás no cado da Madeleine pq ela brigou e brigou muito pra isto e teve apoio de muita gente grande. Mas não recuaram de nenhuma acusação contra ela.
É mentira que façamos parte de uma rede de mentiras e manipulação. E uma mentira sobre uma mentira nunca será uma verdade.
https://t.co/A5ueQGbfck
Gilmar Mendes faz campanha aberta em rede social pela aprovação do indicado de Lula ao STF, Jorge Messias, no Senado.
O decano, que emplacou seu ex-sócio Paulo Gonet como procurador-geral da República após ter aliviado o presidente na Lava Jato, agora tenta descaradamente influenciar o voto dos senadores e atrair mais um aliado para o Centrão do Supremo.
Para isso, adjetiva negativamente as críticas da imprensa ao atual advogado-geral da União como “vazias e apressadas”, ou “leituras rasas”, sem citar nem refutar analiticamente argumento algum; enquanto apenas adjetiva positivamente a trajetória do indicado, listando platitudes como “vasta experiência”, “sólida formação”, “atuação técnica”, “respeito à separação dos Poderes” e “perfil conciliador”.
“O Senado saberá analisar seus múltiplos atributos”, diz o recado do ministro do STF que, entre um tuíte e outro, pode julgar eventualmente os próprios senadores.
A resolução 305/2019 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - objeto de duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs 6293 e 6310) em julgamento no STF - veda a magistrado “emitir opinião que demonstre atuação em atividade político-partidária ou manifestar-se em apoio ou crítica públicos a candidato, lideranças políticas ou partidos políticos”, em alinhamento ao artigo 95, parágrafo único, inciso III, da Constituição Federal; e ao artigo 7º do Código de Ética da Magistratura Nacional.
A mesma resolução, já endossada em votos do relator das ADIs Alexandre de Moraes e da ministra aposentada Rosa Weber, também recomenda “evitar expressar opiniões ou compartilhar informações que possam prejudicar o conceito da sociedade em relação à independência, à imparcialidade, à integridade e à idoneidade do magistrado ou que possam afetar a confiança do público no Poder Judiciário”.
Mas os ministros do STF só incorporam o bônus das resoluções do CNJ (como a ampliação em 2016 do conceito de “magistério” para incluir palestras patrocinadas por bancos como o Master, com pagamento de cachês sigilosos), não se submetendo nem ao menor ônus (como a obrigatoriedade de informar “a data, o tema, o local e a entidade promotora do evento”).
Em 26 de abril de 2017, Aécio Neves pediu a Gilmar para telefonar ao então senador Flexa Ribeiro, a fim de convencê-lo a acompanhar o voto do tucano a favor do projeto de lei contra alegados “abusos” de autoridades (sobretudo quando elas investigam políticos, claro).
“O Flexa, tá bom, eu falo com ele… Eu vou falar com ele”, respondeu Gilmar, como ficou registrado em gravação da Polícia Federal. Foi apenas uma das 43 ligações do ministro com o então investigado Aécio.
Hoje, com a casta do sistema blindada e um Senado ainda de rabo-preso, não é mais preciso escuta telefônica para saber de todas as articulações políticas de Gilmar. Algumas, ele mesmo explana no X.
O Brasil é REVOLTANTE! 😤
Cirurgião dentista é denunciado por colegas de profissão por fazer cirurgias de graça para pessoas carentes! Ele diz que irá continuar e cobrar R$1,00 ou um pão ou ovo.
Me diz, como dar certo esse país? Como?
@CarlosBolsonaro Vai se ferrar rapaz, teu pai incentivou esses coitados a ficarem na frente dos quarteis, agora tem um monte preso e ele nao fez nada pra ajudar
Detalhando a matéria:
A CPMI do INSS já havia solicitado as informações de vôo à Prime Aviation, empresa de Vorcaro.
A empresa pediu mais tempo para reunir as informações.
Antes da empresa apresentar as informações, o STF atravessou no meio e decidiu encerrar a CPMI, sem que essas informações tivessem sido apresentadas.
Tem gente respondendo por "obstrução de justiça" por muito menos que isso...