"Aí vocês perderam para o Sport"
Zinho deu a letra da piada que é a narrativa de tentar mudar a história sobre o título de Campeão Brasileiro de 1987. O ex-atacante do Flamengo participou do programa "Quem é o jogador", do tipster Lucas Tylty, e mostrou o quanto o Sport é ridicularizado no mundo da bola por querer ser o campeão de 87.
O gol de Juninho para virar o jogo para o Flamengo contra o Sport. Rômulo Mendonça pediu desculpas para a mãe e encheu a boca no "JUNINHO XERECA".
🎥 @pvsportbr
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🚨 Correção: Torcedores do time Maccabi Tel Aviv, um dos times mais racistas que existem, ignorou um minuto de silencio pelas vitimas de Valencia e cantou “Tomara que o IDF ganhe e que matem os árabes.”
Apanharam da torcida do Ajax depois de tomarem de 5-0 em campo.
Aquela velha opinião formada sobre tudo.
O Globo novamente publicou um artigo, Estádio do Flamengo é gol contra no Rio.
Apesar de alguns pontos razoáveis particularmente os questionamentos sobre a falta de estudos de impacto ambiental e vizinhança a vasta maioria é simplismente espaço cedido para expressar uma opinião vazia e pouco embasada. Terreno público, custo de infraestrutura sendo por conta da prefeitura entre outras verborragias retóricas antiquadas e desconectadas.
Um intelectual é uma pessoa que se engaja no pensamento crítico, na pesquisa e na reflexão sobre a sociedade, muitas vezes utilizando esse conhecimento para contribuir com debates públicos e influenciar a opinião ou a política usando sua capacidade de análise e argumentação.
No caso específico faltou pesquisa e pensamento crítico.
Pesquisa pois não há referência a todas as demandas feitas ao vencedor do leilão para a região, como melhoramento urbano de toda a natureza (ciclovias, passarelas, calçadas, vias etc), criação de lojas, museus, e serviços, ativação obrigatória do entorno 24/7 em um terreno com pouca demanda devido ao seu tamanho e contaminação, murado e desocupado por 20 anos. Lembrando que o terreno seria deixado a um fundo privado para atuar como especulador imobiliário.
Observem o acúmulo de intelectuais jogando suas histórias na privada. Esses não foram os primeiros nem serão os últimos.
O senso crítico de um intelectual deveria instintivamente perguntar-lhe: Qual tipo de desenvolvimento naquele terreno, em uma relação entre duas entidades privadas (comprador e vendedor), permitiria a prefeitura enfiar tantas demandas, das mais variadas (além das citadas acima sociais, culturais, uso de mão de obra local), se não fosse o estádio? Ou o que seria da região, nos fins de semana, se houvesse apenas prédios de escritórios no terreno como planeja o proprietário.
Londres, Buenos Aires, Sevilha, Lima, São Paulo, Assunção, para citar algumas, ou tem mais estádios por time da primeira divisão ou estádios mais próximos do que os exemplos do texto. Ainda, qualquer urbanista defenderia um equipamento como esse estivesse em área de maior oferta de transporte público, exceto dinossauros que acreditaram no modelo de deslocamento através de veículos próprios, aqueles que por exemplo, defenderam o desenho urbano da Barra...
Finalmente, rebater o comentário sobre uso por 4 ou 8 horas por semana requer um exercício de redução cognitiva. Pensar é facil: O Maracanã recebe 360 mil pessoas (visitantes) por ano. Pode se imaginar o novo estádio recebendo metade desse público, 500 pessoas por dia, ou 12 ônibus, todos os dias do ano.
O engajamento é fácil...
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