Paquetá entrou no intervalo e precisou de poucos minutos para lembrar por que Carlo Ancelotti confia nele.
Marcou um gol, deu assistência para Danilo e criou quatro grandes chances. Mas o ponto principal nem é a estatística. É o jeito como ele mudou o meio-campo.
Paquetá dá pausa, aproxima, inventa passe, acelera quando precisa e ainda pisa na área. Em uma seleção que precisa de criatividade por dentro, isso pesa muito.
Você pode não gostar do jogador. Pode questionar fase, constância, escolhas. Faz parte.
Mas não dá pra tratar a convocação como absurda. Ele vai ajudar.
Paquetá não chegou à Copa como aposta aleatória. Chegou como um jogador que Ancelotti conhece, confia e sabe exatamente onde pode usar.
E, contra o Panamá, em apenas um tempo, ele deu mais um motivo para isso.