A verdadeira superação acontece justamente quando já não precisamos lutar contra o que sentimos. O tempo fez seu trabalho: aquilo que um dia foi extraordinário perdeu sua aura, tornou-se comum. Não porque o amor-próprio venceu o amor, mas porque o amor finalmente mudou de lugar
Não é sempre falta de amor-próprio continuar sentindo amor por quem já não merece ocupá-lo. Amor-próprio pode nos fazer partir, estabelecer limites, não aceitar de volta — mas não tem o poder de ordenar ao afeto que desapareça.
Há sentimentos que sobrevivem à decisão racional.
O amor-próprio determina o que fazemos com aquilo que sentimos. O tempo, por sua vez, transforma o próprio sentimento. Um estabelece o limite; o outro desfaz, lentamente, os vínculos internos que nenhuma decisão consegue romper de uma só vez.
E agora sei disso porque essa potência encontrou outro caminho. O amor que antes corria em direção a uma imagem encontrou uma pessoa real, presente, imperfeita — e possível. Não estou apenas deixando um amor para trás. Estou aprendendo a amar novamente. Amar também se aprende.
Freud compreendeu que o amor é também investimento: colocamos no outro uma enorme carga de afeto, desejo e significado. Talvez por isso seja tão difícil deixar de amar alguém mesmo depois de descobrir que aquela pessoa nunca foi exatamente aquilo que imaginávamos.
Talvez Spinoza ajude a ir ainda além: amar é também experimentar um aumento de nossa potência de existir. Por isso não penso mais no amor como algo que alguém leva consigo quando vai embora. Minha capacidade de amar não pertencia a quem a recebeu. Continuou em mim.
Torcida pediu renato e nada contra jogadores e direção. Só caíram em cima do treinador. Enquanto isso pavon tranquilamente erra tudo que pode. Nem vou falar da vagabundagem dos outros jogadores. A vagabundagem ta instalada em todos jogadores do elenco. Salvo 2/3
Uma coisa que aprendi na vida é que é muito mais fácil lidar com gente ruim, quando a gente sabe que ela é ruim, do que lidar com gente que simula bondade e, na verdade, vive um personagem. Porque essas, sim, são perigosas.