Roxos e amarelos, no Vasco, são espécies do mesmo gênero, faces de uma mesma moeda. Ambos, arrasadores e vendilhões do templo.
O óbvio ululante, agora, ficou claro, ofuscante, até mesmo para os inocentes úteis. O mesmo pode-se dizer em relação a prevalência dos interesses privados em detrimentos dos interesses maiores do CRVG.
A disputa entre pares, da qual a guerra entre membros de situação é mero desdobramento lógico, nos reserva os mais esquizofrênicos episódios de nossa história. Desnuda a falta de convicção, de identidade e pertencimento.
Os roxos, antes apoiados e endossados por amarelos, contorceram a contabilidade e falaram em “venda” de 1.4 bi, separados em potes.
Agora que o contorcionismo contabilístico mudou de cor, os roxos criticam a soma rasteira e ofensiva dos números e potes amarelos, que entre outras variações afirmam chegar a 2.1 bi.
Mais, os mesmos que promoveram o atropelo anterior, que assassinaram os deveres de boa-fé, ética, integridade e transparência, nos levando a vala mais profunda da história, agora se travestem de bastiões da moralidade e do tecnicismo e criticam os algozes centrais da ocasião. Clamam por lealdade com números, transparência e responsabilidade com o clube.
Claro que timidamente, pois não têm coragem de remar contra a maré que não aprende com a dor e perda e clama pela venda. Ou seja, as críticas não são por preocupação com o Vasco, mas por questões pessoais. Se fosse pelo Vasco, teriam pedido perdão e se colocariam contra este processo, e não apenas registrando críticas pontuais e cínicas, como espécie de seguro de cu.
Por outro lado, os que endossaram toda a barbárie anterior, assegurando o golpe ao CRVG em canetadas, se colocam como os salvadores da pátria, a mesma que eles fingem não ter ajudado a destruir no golpe fatal que entregou o futebol ao laranjal de um traficante.
Depois das tardias e convenientes críticas ao processo e personagens anteriores, que só vieram após a catástrofe anunciada, os amarelos, sem que o tenham passado a limpo, incrementaram o atropelo e vícios anteriores. Repetem tudo o que se viu lá atrás em doses exponenciais.
Daqui seguimos lutando para manter de pé as estacas de fundação e que, ainda, mantém o CRVG de pé, apesar deles.
O maior sinal de que há algo errado na administração passante é a questão da reforma do estádio de São Januário. Aos fatos:
1) houve apoio forte da parafernália pública.
2) surpreendetemente, tudo caminhou com agilidade biônica.
3) internamente, não houve qualquer oposição. Inclusive foi concedido rápido aval para a criação da empresinha paralela que tocaria o negócio (muitas prestações de contas aí, Renatinho?).
4) no meio do caminho, a atual administração decidiu, unilateralmente, ingressar em processo de Recuperação Judicial.
Agora me digam aí os senhores negociantes. A coisa só andaria com a devida negociação das cotas do tal "potencial construtivo". Não é isso?
Pois bem. Para negociar essas cotas é preciso que existam interessados nelas. Não é assim?
Então vamos lá: quem vai fazer negócio com uma Instituição em Recuperação Judicial nos seguintes termos: "eu quero ser parte da reforma do seu estádio, mas estou com uma dúvida: se o senhor falir, não honrar com os termos de sua RJ, isso dá merda pra mim? Aliás, quem vai jogar lá, se o senhor não existir mais?"
As obras iniciais da reforma de São Januário estavam previstas para 2 anos atrás. Inclusive, em negociação que quase deu de graça Rayan ao Botafogo, pretendia-se ter como casa temporária o Engenhão, pois o fechamento de SJ seria "em Janeiro seguinte".
O assunto é hoje tratado como tabu e, queira esta gente ou não, traduz a absoluta desconfiança do mercado no negócio, principalmente no que diz respeito à propalada saúde financeira e, evidentemente, aos percalços jurídicos que estão longe de ser resolvidos após a entrega do futebol à lavanderia do "dinheiro pra caralho".
Entender essa discreta realidade não transforma ninguém em anti-Vasco.
Combater aqueles que expõem este vazio de informações, sim, faz com que o sujeito seja apenas um exemplo da decadência intelectual que nos assola.
E, por fim, achar que nova solução barata sustentada por uma revenda novamente mal explicada nos salvará, é o novo giro da espiral negativa na qual fomos metidos.
Carta do Grupo Camisas Negras para o Presidente do CD do CRVG.
Diante das notícias de que uma negociação está prestes a ser fechada, envolvendo a nossa SAF, os conselheiros do grupo Camisas Negras, eleitos por terem feito parte da Chapa Somamos em 2023, segue
É necessária uma análise séria — não apenas do investidor escolhido, mas também das demais opções que estão (ou poderiam estar) na mesa.
Sem isso, corremos o risco de repetir um processo mal conduzido e com poucas garantias para o Vasco
#Vasco#Governança#Torcedor-Investidor
12) O problema é que *não sabemos se todas as alternativas foram de fato analisadas.*
Os atuais gestores *não são donos do Vasco* para tomar decisões estratégicas sem prestar contas ou abrir o minimamente o processo decisório à comunidade vascaína.
Ao menos aos sócios.
Conselho Deliberativo do Vasco votou por 114 a Moção ao Presidente Pedrinho parabenizando o mesmo por colocar o Vasco na decisão contra o Corinthians.
Vascaínos, é isso mesmo, Moção de Vice Campeonato!
O pensamento da base de apoio ao Pedrinho são de pessoas derrotadas.
@Emerson_vas Que desastre esse Vasco atual , estão dando Moção pra derrota que não levou o Vasco a lugar algum ; muito triste saber que vários Vascaínos se acostumaram a mediocridade..
Lamentável !!!!!
Quem descobriu esse sujeito para que ele tomasse o Vasco dos vascaínos foi aquele que durante toda a minha vida pensei ser (porque assim se vendia) o "maior executivo da história do Vasco".
Agora os senhores imaginem os que estão abaixo dessa sumidade.
Resta saber se as alterações feitas literalmente na calada da noite não implicarão na capacidade de cumprir com o acordado.
Resta saber se haverá postulante a novo dono, conforme se ajoelha diariamente a torcida do Vasco. A pré-condição é assumir as obrigações de algo sob iminente falência.
Basicamente está tomando empréstimo de R$ 80 milhões, tendo como garantia 20% das ações da SAF que ainda pertencem ao CRVG. As condições são juros de CDI + 7% ao ano. Na prática, hoje isso dá perto de 20/25% ao ano.
Fazendo a conta: em 2 anos, essa dívida de R$ 80 milhões pode virar aproximadamente R$ 125 milhões. Ou seja: se não pagarem, o Vasco vira uma massa falida (irônico se não fosse trágico).
Ontem (19/09) o Vasco entrou na Justiça pedindo autorização para contratar um empréstimo na modalidade DIP (Debtor-in-Possession).
O que é isso? É um financiamento típico de empresas em recuperação judicial, que dá prioridade de pagamento ao credor em caso de falência.
@ScoutVasco Esse é outro lixo como agente político do Vasco, a falta de propriedade e verdade é tão grande que vive gaguejando..
Precisamos que esses canalhas, saiam de nossa instituição.
A proposta de SAF do Fluminense com o presidente da associação como CEO é um golaço e ensina muito que futebol deve ser um misto de racional corporativo e paixão.