E você levanta com aquela vontade de voltar para a pista
Não qualquer pista
E não é a pista dos encontros, dos amores…
É dos reencontros
consigo mesma
Afinal, a vida sempre foi um “happy hour”
Só se sabe que eles já não gritam desordem. Vão ficando inaudíveis de novo.
A tímida autoestima se envaidece de ressurgir... Madura. Escaldada. Sobressalente.
De repente.
De cadinho em cadinho o auto amor vai preenchendo os pontinhos escuros e gélidos que se espalharam resfriando o caminho, cada cantinho mal resolvido, ou incompreendido do seu ser.
Vão-se resolvendo
Outros re-engavetando-se…
O risinho se solta sem que nada o aprisione.
Aquela vontade de sair correndo de dentro para fora volta a fazer piquenique na gente.
Você se olha assim pelo cantinho do olho e fala baixinho consigo mesma… você voltou.
De pouquinho em pouquinho a gente se reencontra e tudo vai ficando bem de novo. A leveza volta. A música volta a tocar cedinho quando a gente acorda. As milhares de conversas sozinha na frente do espelho, do coração para dentro, estão acontecendo de novo…
A beleza é algo pessoal. Seu critério se baseia em seu círculo social. É a partir dele que seus padrões são montados. Por isso vc pode ser bonita para uns e não tão bonita assim para outros. E tudo bem. É tudo questão de familiaridade.
Ele me abraçou e disse que as vezes eu parecia distante. Eu estava distante. Meus olhos marejaram ali do lado com uma dor distante latente aqui de perto, do lado de dentro. Eu ri e chorei. Ele me abraçou e disse que estaria sempre ali para me abraçar. Eu ri e chorei de novo.
Eu sei que ela é boa, mãe. Mas ela não consegue colocar pra fora com a gente a bondade do coração dela. Com o tio ela consegue. Ela sabe. Ela não grita com ele. Ela é boa com ele. Deve tá tão lá dentro do coração que com a gente ela não sabe deixar sair. Pelo menos comigo não.