Que baita texto o Paulo André escreveu sobre o Neymar. Possivelmente o melhor que vi aqui em tempos.
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Vencer um título da NBA não é fácil, ainda mais hoje em dia, com campeões diferentes, regras salariais complicadas e tanto equilíbrio.
Mas mais difícil ainda é fazer isso SAINDO DO FUNDO DO POÇO.
Foi o que o New York Knicks precisou fazer, por seus próprios erros, pelos próprios demônios que os assolaram neste século, que já começou com longos 30 anos de jejum e a tristeza por Patrick Ewing não ter conseguido o objetivo final.
A perseverança foi enorme.
Essa história começa com Julius Randle, Bobby Portis e seus blue-caps.
Frutos do raciocínio de um homem, Leon Rose, que pregou paciência, que pregou coragem, que pregou reformulação, que pregou uma mudança de filosofia.
A franquia mais acostumada a pensar com a megalomania de seu enorme mercado e torcida que a torna tão apaixonante, assumiu que era hora de dar um passo atrás, de repensar algumas coisas.
Tudo para que dois, três, cinco passos para frente fosses dados, os que fossem necessários para que o Larry O’Brien chegasse.
Foi preciso mudar muita coisa até chegar a isso.
Da coragem para encerrar o BOM trabalho de Tom Thibodeau, que fez todo esse processo de comer o pão que o diabo amassou até tornar esse time contender.
Julius Randle, o homem desacreditado que virou All-Star.
RJ Barrett, a primeira grande escolha de Draft.
Immanuel Quickley, Derrick Rose, Quentin Grimes, Donte DiVincenzo e tantos outros que fizeram parte dessa história.
As chegadas de OG Anunoby e Josh Hart foram elogiadas, movimentos inquestionáveis.
Mas há quem reclamasse do salário de Jalen Brunson, o coadjuvante de Luka Doncic que nunca poderia liderar um time, a escolha de 2ºR.
Houve quem reclamasse de Mikal Bridges, as várias PICKS, um cara que não mudaria o patamar.
Houve quem se preocupasse com a profundidade quando Karl Anthony Towns chegou.
Houve quem achasse a troca de Thibodeau por Brown, forçada.
A extensão de Anunoby virou um problema, Hart podia não ser titular por não arremessar.
Mitchell Robinson, lá desde o dia 01, se machucava demais.
Mas o salto improvável, o caminho não linear, a longa montanha de uma franquia tão FAMINTA por um título da NBA e há tanto tempo sem, aconteceu.
Porque os caminhos não são os mesmos.
As construções não são as mesmas, nem mesmo as receitas.
O New York Knicks foi por um caminho que contradizia sua própria história recente, em vários quesitos.
Hoje, o resultado está aí.
Um título é uma temporada que acaba com a NBA, com a Copa, com uma campanha dominante de playoffs, e com uma mudança que simboliza tudo isso.
O começo, assim como os 53 anos representam nesse longo jejum, não foi fácil.
2-1 contra o Hawks, todas as dúvidas que coloquei acima postas na mesa, um time que trilhou metade de um caminho de um desastre que era anunciado por muitos que não acreditavam há tempos.
Só que as vezes, falamos demais.
Depois de tudo aquilo, eles ganharam 15 de 16 jogos.
Eles se tornaram o melhor time de basquete do mundo quando absolutamente ninguém acreditava neles.
Não estamos falando de teorias, estamos falando de dentro da quadra.
Um caminho foi encontrado, e nem Victor Wembanyama, nem Joel Embiid vindo da maior vitória de sua carreira, nem o resiliente Cleveland Cavaliers, nem mesmo o Atlanta Hawks jovem, que vejam só, foi quem levou o confronto com o campeão da NBA mais longe… ninguém pôde impedir.
Porque de repente, 53 anos intermináveis e improváveis se tornaram inevitáveis… se tornaram uma história épica.
A grande, megalomaníaca, brilhante, cheia de estrelas franquia do mercado mais fanático de todos precisou começar sem nenhum desses adjetivos para voltar a ser quem sempre foi em sua identidade
Como Thor, precisou se mostrar… DIGNA.
Um título histórico, para uma franquia histórica, do jeito que precisava ser, acima de tudo com um excelente trabalho feito dentro e fora das quadras há sete anos pelo menos.
Aos que já duvidei, saúde, este título mostra que você sempre deve acreditar.
Principalmente quando você é o New York Knicks
Algumas coisas precisam começar a ficar claras.
O New York Knicks não ganhou o Leste porque a conferência é uma merda.
Aliás, mais times tiveram campanhas positivas no Leste do que no Oeste.
O New York Knicks OBLITEROU qualquer um porque eles jogam como campeão da NBA há 45 dias.
Podem até não ser, essa série NÃO ACABOU.
Mas é preciso ter respeito por uma campanha que foi MUITO DIMINUÍDA nas últimas semanas.
Nesse momento, eles parecer ser aquele time das histórias que tanto escutamos nessa época de Copa do Mundo.
“O time que melhor se encaixar naqueles 30 dias vai ser campeão do mundo”.
É exatamente ASSIM que o New York Knicks se parece há algum tempo.
“Ah, o Spurs cometeu tiros no próprio pé”.
Assim como OKC fez contra San Antonio na série passada.
Independente do SPURS, existe um GRANDE TIME DE BASQUETE do outro lado, jogando pra caralho.
Como eu disse, San Antonio pode até virar essa série, tem um alienígena, jovens que apesar desses dois jogos derrubaram o campeão da NBA e tudo mais.
Mas é RUIM, que um time que esteja jogando em níveis HISTÓRICOS, não tenha sido tão apreciado até agora, e de repente, esteja com 2-0 nas finais.
Culpa das narrativas que todos tanto “odeiam” mas sempre gostam de alimentar quando não é com o seu boneco favorito.
Que se reconheça, independente do que aconteça até quarta ou nas próximas duas semanas.
O THIBODISMO AINDA VIVE
Hoje completa um ano da demissão de Thibodeau, o homem que nos levou de volta aos playoffs.
Thibs não é mais o HC. Mike Brown é, e tem ido bem, principalmente nos playoffs. Mas, para mim, hoje o THIBODISMO é uma ideia. Sobre isso que eu vou falar aqui
Galera, olha q grave, vamos votar, ninguém está sabendo dessa barbaridade. Td q vem da extrema-direita é p tirar os direitos dos trabalhadores. Isso é inacreditável.
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Não normalize.
Não normalize o New York Knicks nas finais da NBA nesse SÉCULO.
Uma franquia que foi largada as traças e parecia condenada há sei lá, seis anos atrás?
Eu sempre faço questão de lembrar o começo dessa história.
Eles queriam atrair Kevin Durant e Kyrie Irving… depois de draftar Zion Williamson para a temporada 2019/20.
Mal sabiam eles, não é mesmo?
Como todo plano acelerado demais, e como toda franquia que se sente megalomaníaca demais, a ponto de pular processos que não podem ser ignorados… os planos do Knicks deram errado ali.
Não só errado, como mexeram com o orgulho… o time da cidade perdeu para o cada vez mais interessante e bem trabalho Brooklyn Nets.
Perdeu a sorte na loteria para um time que ganhou o sorteio como o Dallas Mavericks fez com Cooper Flagg há dois anos… com 1% de chance.
Tudo mudou, na administração, um novo técnico, um novo elenco… tudo precisava começar do zero.
O trabalho foi feito.
Dos contratos expirantes de Julius Randle, Bobby Portis e outros.
Ao espaço a jovens pouco badalados como Mitchell Robinson, ou ao resgate de veteranos como Derrick Rose.
Ainda no primeiro ano da reformulação, playoffs… o que é até hoje lembrado como uma série histórica no ápice da rivalidade com Trae Young, era também muito mais sucesso do que aquele projeto embrionário sonhava alcançar.
A falha no ano seguinte em chegar aos playoffs parecia lembrar a todos que o Knicks… “Ainda era o Knicks”.
Até que eles decidiram pagar “caro” em um reserva do Dallas Mavericks que tinha brilhado em uma série de pós-temporada assumindo o papel de Luka Doncic… um movimento que TODOS julgavam.
Afinal… o Knicks ainda era o Knicks.
Desde então, eles nunca mais ficaram fora da pós-temporada, o único time a fazê-lo nesse meio tempo além do Boston Celtics no Leste.
Eles bateram na trave muitas vezes, pareciam distantes, trocaram Randle, um astro praticamente construído em New York e também um lembrete de que eles ainda eram insuficientes, por Karl-Anthony Towns.
Trocaram SEIS PICKS de 1ºR por Mikal Bridges… algumas pratas da casa em RJ Barrett e Immanuel Quickley por OG Anunoby, fizeram um bom negócio com Josh Hart.
Todos os movimentos tiveram seus céticos, suas críticas… a vaga nas finais da NBA não vai cessar esse barulho sem um título, no cruel mundo esportivo em que só um campeão conta sua própria história e tem o direito de celebrar.
Mas entre a megalomania que os ferrou por um quinto de século.
Entre o recomeço necessário, que é sempre tão duro de fazer, mesmo quando você tudo indica que é o caminho.
Entre as vitórias mais rápidas que o esperado e o quanto isso acelerou o processo.
Entre a chegada do grande símbolo da franquia desde Patrick Ewing em Jalen Brunson, um marco para esta era e independente do que acontecer daqui pra frente, já um dos maiores nomes dessa franquia na história.
Entre os ajustes, necessários, criticados, trocas, riscos corridos, recompensas esperadas.
Tudo isso guiou o New York Knicks, uma das franquias mais populares da NBA, a uma nova final, a uma nova série decisiva, a tentativa de acabar com uma maldição oriunda dos anos 70, quando a liga sequer tinha o tamanho que tem hoje.
De forma não convencional, eles concluem uma das campanhas mais dominantes que vimos de um time em uma conferência nos últimos anos.
Dizer algo MENOR do que isso é desmerecimento.
Da crise que relembrou a insuficiência no 1-2 contra o Hawks, ao nível insano que fazem a torcida mais apaixonada da NBA sonhar como não sonha há mais de 25 anos.
O drama se tornou um sucesso instantâneo de bilheteria rapidamente… como no começo dessa história.
Afinal… os Knicks sempre serão os Knicks.
Campeão da Conferência Leste em 2025/26.
Parabéns meus manos @brasilcoast2@NYKnicksBR@RadioKnicksBR@gustavondd
🚨 EXCLUSIVO: o Intercept Brasil obteve mensagens, documentos e áudios que revelam como Flávio Bolsonaro negociou diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro um pagamento milionário para financiar “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro.
Vorcaro, dono do Banco Master, pagou pelo menos 10 milhões de dólares para a produção do longa, segundo documentos analisados pela reportagem. As conversas mostram cobranças por dinheiro, negociações de bastidores e a participação de outros intermediários, como Eduardo Bolsonaro e Mário Frias, ex-secretário da Cultura do governo Bolsonaro e roteirista de “Dark Horse”.
Neste vídeo, você ouve um áudio enviado por Flávio Bolsonaro cobrando pagamentos e alertando para o risco de paralisação da produção.
Leia a reportagem completa no site do Intercept Brasil: https://t.co/CUeVUIyXLZ
Roberto De Zerbi voltou às suas clássicas bases táticas dos tempos de Sassuolo e Shakhtar Donetsk: variação entre as estruturas numéricas em 2+3 assimétrico e 3+1 em fase de construção.
Contra o Aston Villa, o domínio do Tottenham nasceu através de sua pressão alta, mas suas posses tiveram sentido, estrutura e finalidade. Movimentos coordenados, uso dos laterais em zonas interiores ou como elementos de fixação, aproveitando a largura do campo com os extremos...
Destaque para Gallagher, Bentancur e Palhinha, que funcionaram muito bem como trio de meio-campistas. Os dois últimos ditavam as variações de posicionamento na saída. Ora lateralizado com o outro colega na base da jogada no 3+1, ora na base lateral quando montava a estrutura em 2+3.