As tarifas de 50% e a Lei Magnitsky são só a ponta do iceberg. O plano de Trump contra o Brasil tem um objetivo. Quem mais tem interesse nele são as Big Techs. E a principal vítima é você.
ANTES DO BRASIL DAR CERTO,
TERÁ QUE RESOLVER UM PROBLEMÃO CHAMADO BOLSONARO
Vamos direto ao ponto:
Bolsonaro nunca foi direita.
Ele é um acidente grotesco, um erro histórico que custou muito caro à direita racional, técnica e civilizatória. Precisaremos de anos para reparar isso.
Mas calma,
o fator Bolsonaro pode custar mais caro ainda.
Bolsonaro é a encarnação de tudo aquilo que a direita coerente abomina. É o Lula com preguiça intelectual, o Brizola desprovido de poesia, o Collor sem o mínimo condicionamento físico. É um sindicalista burro que votou contra o Plano Real e um trabalhista arcaico que barrou privatizações essenciais na era FHC.
Durante décadas no Congresso, votou sistematicamente alinhado ao PT, defendendo aumento automático para servidores e outras pautas que inflam a máquina públic, um paradoxo grotesco travestido de conservador.
Bolsonaro nunca leu um livro sobre economia. Jamais apresentou um projeto sério para o país. Chegou à presidência surfando na revolta popular contra Dilma, no impeachment e na crise moral do sistema. Eleito por falta de opção, confundiu acaso com genialidade.
Com Paulo Guedes na vitrine, prometeu o liberalismo; entregou zero privatizações, reformas fiscais pífias e reformas administrativas inexistentes. Sua agenda era apenas proteger os filhos e distribuir favores ao centrão. Tornou-se o presidente mais reformofóbico desde Sarney, ampliou salários militares e banalizou emendas parlamentares como confetes em festa junina.
Criou o Auxílio Brasil, triplicando seu valor às vésperas da eleição. Ignorou Guedes e riu da responsabilidade fiscal ao vivo, insultando tudo o que uma direita técnica defende:
“Foda-se” o teto de gastos.
“Foda-se” a Lava Jato.
“Foda-se” a ciência, a cultura, a educação.
Seu método de governança? Achismos irresponsáveis, com Carluxo ditando o caos via WhatsApp.
Bolsonaro prometeu lutar contra o sistema, mas entregou-lhe as chaves. Tornou-se sócio submisso, um despachante político de orçamento secreto. Enquanto isso, divertia-se em motociatas e passeios de jetski, enquanto 700 mil brasileiros morriam numa pandemia minimizada por ele.
Ofendeu a China, sabotou vacinas e promoveu cloroquina, mergulhando o Brasil em humilhação global e isolamento diplomático. Perdeu tudo: comunicação, apoio internacional, centro político. Afundou a direita na lama da mediocridade, tornando o termo “bolsonarista” sinônimo de boçalidade.
Se há justiça histórica, Bolsonaro deveria estar exposto num museu de tragédias políticas, ao lado de Jânio Quadros e Severino Cavalcanti. Se a direita quiser renascer, precisa expurgar Bolsonaro e aplicar um profundo desinfetante ideológico.
Bolsonaro conseguiu o inimaginável: é o único presidente desde 1988 que fracassou em se reeleger. Nem Dilma conseguiu tal proeza. Perdeu quase oito milhões de votos, mesmo com a máquina pública e o maior pacote assistencialista da história.
Sua única estratégia: o confronto permanente. Lutou simultaneamente contra governadores, mídia, judiciário e até chefes de Estado. Sun Tzu ensinou que a maior vitória é vencer sem batalhas; Bolsonaro preferiu a guerra total contra tudo e todos, acumulando inimigos poderosos que selaram seu fracasso.
Não foi só incompetência política, foi suicídio estratégico consciente e permanente. Sua insanidade e irresponsabilidade sempre colocou o país em risco. Pessoas morreram, famílias foram destruídas, instituições atacadas.
O TAMANHO DO PROBLEMA CHAMADO BOLSONARO
A conta chegou.
Não é por acaso.
É conspiração sim.
É terrorismo diplomático.
consequência direta dos atos da família Bolsonaro, que colocam o Brasil como escudo para proteger seus próprios interesses.
Eduardo Bolsonaro foi para os EUA com apoio explícito do pai, Jair Bolsonaro, que mandou milhões para bancar sua estadia e suas articulações.
Uma vergonha, um deputado eleito para proteger seu estado e seu povo.
Esse dinheiro foi usado para circular entre lobistas, congressistas e grupos trumpistas, vendendo a ideia de que era preciso impor tarifas e sanções ao Brasil para “salvar” Bolsonaro do julgamento aqui.
Isso é chantagem política internacional e o resultado veio rápido: Trump, que não age por ideologia mas por oportunidade, meteu 50% de tarifas ao país que Bolsonaro jurava defender.
E o Bolsonaro e a família,
como pensam agora?
O Brasil que se vire.
A “missão” do filho incluí também pressionar o governo americano para intervir politicamente no Brasil, ameaçando juízes e pressionando a economia. A ideia é clara: criar um ambiente tão adverso que setores empresariais brasileiros pedissem um acordo para soltar Bolsonaro e encerrar processos, como forma de “normalizar o comércio”.
Bolsonaro, alinhado com o filho, tenta vender para a opinião pública que tudo é culpa do Lula, do STF ou do “sistema”, quando quem abriu as portas para sanções foi ele mesmo, usando o próprio filho como operador internacional.
O Brasil agora paga caro não só em tarifas, mas em credibilidade. Investidores olham e pensam: “Se um ex-presidente pode conspirar contra seu próprio país lá fora, o que garante segurança jurídica para contratos futuros?”.
O agro já sente o baque com o risco de novos embargos indiretos. O setor metalúrgico já está calculando prejuízos imediatos.
No fim, fica claríssimo:
As sanções de Trump não vieram do nada.
Foram estimuladas por Jair Bolsonaro e seu filho.
Serão pagas pelo Brasil em tarifas, reputação e risco jurídico.
Tudo exigir a blindagem de uma família que trata o país como se fosse seu feudo pessoal.
A prisão dele, se um dia acontecer, será um presente para a direita, um ato necessário para resgatar a dignidade ideológica, a responsabilidade e o respeito às instituições.
Bolsonaro acabou.
Não existe mais um único argumento plausível em sua defesa.
A realidade é crua: Bolsonaro aponta uma arma para a cabeça do Brasil e exige imunidade.
O Brasil tem mais de 500 anos, sendo 200 deles de boa relação com os EUA.
O mandato do Trump dura três anos e meio e tenho uma desconfiança: até o próprio Trump entenderá que não vale a pena brigar por Bolsonaro.
No fim, todos percebem isso.
Já passou da hora de seguir em frente e fazer o que precisa ser feito.
"Voyager"
Shooting from a tiny pale blue dot, watching millions of other equally intriguing pale blue dots, feeling so incredibly small, and yet also an integral part of something so infinite.
The wonders of shooting long exposures during freezing cold at 2218 meters high, and getting a part of the fascinating milky way coming right out from the top of the Passo Sella mountains.
Location: Passo Sella, Dolomites – Italy