Tem jogador formado pelo clube que tá no profissional à 7 temporadas e tem apenas 24 anos. Venceu o River Plate no Momumental. Venceu o Boca numa final de Libertadores. Venceu a LDU numa final. Jogou pra krl no mundial de 2023 sendo elogiado por guardiola. Jogou pra kct em no mundial de 2025 com direito a gol no mata-mata. Não largou quando o time tava na pior em 2024. É o mlk de Xerém com mais jogos na história. Já foi capitão. E onde comprou a 5ª penalidade, com frieza, mesmo nunca tendo cobrado um único pênalti na carreira.
E tem maluco que ainda chama de frouxo um cara dele.
@betosalesrio Nada me tira da cabeça que Thiago Silva tirará o bom treinador (e gigante tricolor) Marcão do Flu, assim que iniciar sua carreira como técnico. O simpático e carismático profissional será o adjunto do TS em sua empreitada como técnico pela Europa.
@FluCentraI Apontar o dedo ao Zubeldia na discussão sobre utilização da base não me parece lógico. Ter jogadores da base de forma constante e equilibrada no time profissional passa substancialmente por uma modelo de gestão do futebol de cada time. Planejamento esportivo executivo.
@betosalesrio Nessa opção com Hulk e JK, sem pontas, precisaríamos de laterais que "abrissem" o jogo. Flu necessitaria, então, de um bom volante para ter Martinelli como um 8 e Hércules com mais liberdade para se aproximar da área. Ou ir com 3 zagueiros...muito rebuscado para o Zuba, talvez?
@Noitedecopa Falta investimento aos clubes do Rio.
Só que, para atrair investimento, em um estado falido, combalido, que faz de tudo para repelir iniciativa privada e que conta com uma federação de futebol "singular", os clubes precisam ser muito criativos e contar com muita sorte.
Sds.
Bechler acredita que nunca tivemos escola ou identidade, porque sempre fizemos pela intuição, e nunca pelo raciocínio, pelo conhecimento, pela ciência. Essa crença não mostra só desconhecimento da história do nosso futebol (e da cultura popular), como desvela preconceitos sutis.
Texto sobre Argentina. Não é preciso (e necessário) concordar com tudo, logicamente. Mas, vale a pena navegar pela ideia do cronista sobre o futebol argentino e tentar fazer um paralelo com o estado atual do futebol brasileiro. A tal falta de identidade que tanto nos assusta...
Há uns anos vi a Argentina trocar cinco passes curtos junto à linha, talvez contra a Croácia, talvez contra a Holanda ou até antes, e tive a sensação estranha de reconhecer uma coisa que o futebol moderno se tinha esforçado por nos convencer que já não existia. A bola não avançava ainda. Ficava ali, presa a dois ou três corpos, num pequeno atraso deliberado, como se recusasse a obrigação contemporânea de se tornar logo progressão, métrica, vantagem territorial.
É a Argentina de Menotti, da Scaloneta, de Aimar e Manna, de Messi, do toco y me voy, da pausa, do corta-luz. É a magia do enganche e dos criativos contra o império da força, da velocidade, dos dados e da optimização. O húngaro @Jozsef_Bozsik
chamou-lhe, com razão, “a última equipa de futebol”, numa era em que, como nos profetiza, evocando Mark Fisher, o bom velho @stirling_j , parece ser mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do sistema posicional.
A globalização futebolística operou uma arrepiante desterritorialização do modelo de jogo, desde a academia até ao campo. Neste Mundial isso está evidente. Todos parecem ter aprendido a falar com o mesmo sotaque neutro: a mesma educação da jogada, a mesma saída a três, o mesmo duplo pivô, os mesmos extremos fixos, os mesmos laterais por dentro, as mesmas zonas ocupadas com zelo, os mesmos mapas, os mesmos relatórios. Sentamo-nos à frente da televisão e vemos a mesma gramática limpa e abstracta aplicada a corpos, histórias e culturas diferentes, com a bola a passar por estações previstas e o jogador a cumprir, muito direitinho, a pequena liturgia da posição.
A Argentina promoveu um retorno às suas raízes, a um modo de jogo que começa no potrero, no bairro, na cumplicidade dos jogadores que aprendem a reconhecer-se antes de obedecerem ao desenho. E fê-lo sem fingir que o presente não existe: a análise, o vídeo e a preparação estão lá, mas não chegam para confiscar o instante. O jogador aproxima-se, espera, toca e oferece-se, infere o tempo do outro antes de consentir a ordem do campo. A bola deixa de ser apenas uma circulação temporizada entre espaços para voltar a tornar-se numa conversa entre jogadores.
Há então um nostos rumo a um entendimento histórico e sociocultural da bola, relocalizando as relações afectivas entre os jogadores no seu devido contexto. A equipa não aparece como soma de funções, mas como comunidade de gestos, memórias e cumplicidades. Uma forma de jogar que ainda reconhece o improviso, a pausa, a hesitação, a parede, a diagonal e o encontro como parte essencial do jogo.
O tempo canonizou o atleta impecável; convém aqui distinguir o milagre da ginástica. Há uma santidade de ginásio, vontade e penitência que encanta multidões e vende mais suplementos. Mede-se a fome, vigia-se o sono, educa-se o músculo, corrige-se a alma ao espelho e entra-se em campo com a compostura de quem vai disputar um Mister Olympia contra Ronnie Coleman. Bonito, edificante, exemplar. Uma monotonia com jejum intermitente.
O futebol começa noutro sítio, longe da perfeição: no instante em que a bola descobre um corpo mais disponível ao assombro. O jogador torna-se protagonista e vemos que joga, como nas palavras do grande Eduardo Galeano, “pelo puro prazer do corpo que se lança na proibida aventura da liberdade”.
E sim, Messi é levado ao colo. Por Deus.
@MorethSergio Mais um pontinha, Sérgio. Veremos muitos assim nessa copa. Sem menosprezo (moleque é bola).
Gostei muito do (estudante) Bouaddi. O Brasil deixou ele jogar, mas o garoto é muito bom de bola e fez o que quis.
E, no jogo do Diomande, gostei muito do Vite. Fez Equador jogar.
ST