Rodrigo Constantino é, ao mesmo tempo, a versão analfabeta de Reinaldo Azevedo e a versão alfabetizada de Mirian Leitão. Um sujeito que consegue ser os dois erros ao mesmo tempo. É, sem dúvida, um caso para a ciência, ou para um hospício bem equipado, porque certas criaturas, como certas guerras e certos casamentos, desafiam toda classificação possível. São simplesmente o que são. E o que são costuma ser engraçado de um jeito que faz você rir e depois sentir vergonha de ter rido.
@RAINERITA E em 2024 quem sabia quem era Vorcaro?
E qual era a contrapartida que o Flávio poderia oferecer em 2024, além de sofrer perseguição?
Que postura vagabunda, critica @FlavioBolsonaro apenas porque ele queria estar no lugar do Flávio. Por mim rompia geral com o @partidonovo30.
Casa cheia em Belém (PA)!
Obrigado a todos pelo carinho e pela recepção. É a força do povo paraense que nos dá ainda mais confiança de que o Brasil tem jeito e pode voltar ao caminho certo.
A repórter pergunta: “A senhora pretende ajudar a campanha do Flávio de alguma forma?” Michelle Bolsonaro responde: “No momento certo, com certeza. No momento, agora, quem está precisando de apoio, de cuidados, é o meu marido”. A evasiva não deixa margem a dúvidas: nenhum apoio ao enteado antes do tal “momento certo”. A desculpa é a de sempre, aquela que enternece as plateias mais simples: “meu tchutchuco primeiro”. Resta, porém, a pergunta incômoda, que paira no ar como um mau presságio: quando, afinal, chegará esse momento certo?
Dona Michelle, que não se furta a uma enormidade de aparições públicas, que distribui sorrisos, bênçãos e declarações em todas as direções, não encontra, ao que parece, dois ou três míseros minutos por dia para dedicar ao “filho candidato” do marido. A dedicação exclusiva ao “príncipe”, ao “galego”, ao “amor da minha vida” não lhe consome, afinal, as vinte e quatro horas do dia. O que sobra é silêncio deliberado. E esse silêncio, na nação bolsonarista, soa como traição.
Para os fiéis, Michelle tornou-se a decepção encarnada. É difícil ser bolsonarista hoje e não se sentir, de algum modo, traído por ela. Pois a mesma mulher que expõe, com insistência quase cafona, um amor torrencial com os vocativos “meu príncipe”, “meu galego”, “minha vida”, como se precisasse a cada instante certificar ao mundo a legitimidade de um enlace que já deveria ser evidente, revela, na prática, uma frieza calculada para com o primogênito do esposo. Seria mais digno, e certamente mais coerente, provar esse amor supostamente abrasador apoiando Flávio, ainda que a contragosto, ainda que com os dentes cerrados.
O que se vê, contudo, é o oposto. E o contraste torna tudo hipócrita, quase obsceno. Por trás dos vocativos melosos ao marido, das declarações açucaradas despejadas em praça pública, parece residir uma vaidade mais mundana: a de parecer amável aos de fora e, simultaneamente, hostil ou indiferente aos de dentro. Michelle não se esforça sequer por dissimular que preferiria, na Presidência, alguém que não fosse o filho de Jair. Se assim for, e tudo indica que sim, que ao menos poupe o público desses vocativos melosos e empolados. Eles já não convencem ninguém. A elegância, uma vez dissipada, abre espaço apenas para o ridículo; e o ridículo, nessa altura do campeonato, soa francamente nauseante.
Faça de conta que você é de esquerda. Sei que, para muitas almas ainda não de todo mortas, o exercício soa como um desarranjo mentalmente insalubre, quase um banho de ácido no espírito. Mas convenhamos: não é de todo impossível. Houve um tempo em que todos nós, conscientes ou não, fomos de esquerda. Depois que as Senhoras de Santana ergueram seus protestos anticomunistas nos anos 60, depois que a CNBB guinou para o progressismo com a mesma naturalidade com que outrora benzera o conservadorismo, e, por fim, depois que a OAB abandonou o ofício de guardiã do direito para se tornar mais um megafone ideológico, restou à direita brasileira apenas o silêncio e a agonia. A pá de cal definitiva veio, como era previsível, da Globo: suas novelas e seu jornalismo hegemônico nos deixou moles nas poltronas, a mente ocupada com futebol, adultério de luxo e outras alienações de primeira classe. Assim atravessamos os setenta, os oitenta, os noventa, os anos 2000 e alguns quebrados, até que dois personagens, cada um a seu modo improvável, surgiram para sacudir o torpor: Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro.
Até então, é bom que se diga, éramos todos de esquerda, os despertos e os sonâmbulos. Logo, não custa grande esforço mental recolocar-se, por alguns instantes, na pele do comunista. Um exercício salutar, aliás, pois só dentro da experiência petista ou psolista se pode fazer certa reflexão que a direita, em sua ingenuidade crônica, teima em evitar: quem, hoje, representa a maior esperança de uma esquerda envelhecida e exausta senão os Constantinos e os Nikolases da falsa direita?
A esquerda, é claro, não tem orgasmo coletivo com a performance de um Lula octogenário, nem vibra com os velhos ativistas de sempre, um Juca Kfouri, uma Miriam Leitão, figuras demasiado carimbadas, gastas, que já não dão leite aos bezerros famintos do marxismo cultural. Não há novidade, nem ar fresco, nos recintos gestados por Zé Dirceu e sua caterva. Mas quando veem Rodrigo Constantino sugerir, com a solenidade de quem faz uma descoberta filosófica, que prefere Lula no poder a “qualquer coisa” para derrubá-lo, como se Flávio fosse “qualquer coisa”, quando imaginam que, para realizar o sonho presidencial de Nikolas Ferreira, vale a pena mais quatro anos de petismo, então, meus amigos, a esquerda renova suas esperanças. Sorri. Respira aliviada. Quando as forças lhe faltam, eis que surgem, cavalgando em seu socorro, os cavalos brancos do Apocalipse: aquele, precisamente, que triunfa pela força da mentira.
Pronto. Agora que você cumpriu o penoso exercício de pensar como um esquerdista, volte ao normal. E veja se consegue, com os mesmos olhos de antes, olhar para Constantino e Nikolas sem sentir um misto de piedade e náusea. Veja se consegue entender por que eles são a esperança da velha esquerda.
A direita limpinha, à maneira de Flávio Morgenstern, aquela que gosta de posar diante de estantes de livros como quem exibe um diploma de grandeza intelectual, a direita que herdou de Olavo de Carvalho apenas a estética de biblioteca e o gesto teatral do sábio, mas não a sabedoria nem o discernimento, resolveu, no apagar das luzes do segundo tempo, proclamar que não existe terceira via e que Flávio Bolsonaro é a única salvação possível.
Por quê? Porque levaram pancada até o osso. A surra foi tão generosa que alcançou até o santinho de pau oco, o jovem Nikolas, e a outrora elegantíssima Michele, agora desmascarada como a Madrasta Má de um conto de fadas de mau gosto. Depois de serem humilhados pela opinião pública, essa que, com frequência, se faz passar pela voz de Deus, e de sentirem, no fundo do bolso, o peso da própria inépcia, mudam subitamente de discurso.
Ótimo! Antes tarde do que nunca. Sejam bem-vindos, patetas da direita caviar. Mas que fique lavrado em ata, com tinta indelével: não foi por convicção, nem por tardia honestidade intelectual, que fizeram a meia-volta ou a mea-culpa. Convictos, vocês nunca foram. Intelectualmente honestos?, hmmm, surgem dúvidas. O que os moveu foi o cheiro inconfundível da derrota e o desconforto burguês de ver o próprio capital político derreter como gelo ao sol tropical. Nada mais previsível. Nada menos edificante.
Dia de orar e pedir sabedoria para Deus. As batalhas podem ser difíceis, mas quem tem Ele como aliado, sempre avança. É incrível poder testemunhar tanta gente de fé reunida. Isso só me dá ainda mais certeza de que o Brasil tem futuro. #MarchaParaJesus
Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas.
Sempre defendi as empresas brasileiras e, em qualquer oportunidade que tiver, vou continuar a defender nosso setor produtivo. Tarifa não é solução. Precisamos sentar de maneira séria na mesa de negociação, não com bravatas, como faz o Lula.
It was very nice having Flávio Bolsonaro in the Oval Office of the White House — A smart young man who loves his Country, Brazil, very much! President DONALD J. TRUMP
( TruthSocial: Jun 2 2026, 1:34 PM ET )
Nikolas Ferreira sobre a pré-campanha de Flávio Bolsonaro em BH:
“É bom para o eleitor. Precisamos avaliar quem realmente tem condições de chegar ao segundo turno e vencer o PT. A direita tem espaço para divergências e debate, algo que considero parte da construção democrática.”