Um tanto de gente chegou aqui e só procês saberem eu sou um mix de pelos de gatos, meme, mal humor, vadiagem, depressão, manha, doses ocasionais de amor, literatura, cinema, estudar e chorar.
Meus trabalhos ficam linkados no https://t.co/f0CEMSB1Ai
Amo zumbis, pizza, gatinhos
📽️ Filmografía de Carlos Reygadas 📽️
* Japón (2002)
* Batalla en el cielo (Battle in Heaven, 2005)
* Luz silenciosa (Silent Light / Stellet Licht, 2007)
* Post Tenebras Lux (2012)
* Nuestro tiempo (Our Time, 2018)
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Graciliano Ramos também disse, em carta à sua esposa Heloísa, quando tentava viver de literatura no Rio:
“[...] Quando nos separamos, ficamos certos de que eu teria tempo para cavar a vida, para esperar o fim das vacas magras, e dois meses depois você muda e quer que vivamos pelo menos cinco pessoas numa pensão com duzentos e cinquenta mil-réis, que é produto dos cinco artigos a que alude. Eu esperava resolver isso com calma, [...] Mas a resolução de nos juntarmos agora desorienta-me. Não há recursos para vivermos aqui. [...] Posso abandonar tudo isto e voltar para Alagoas. Será um desastre completo e chegarei aí morto de vergonha. [...] Abandonarei todos estes sonhos, sairei daqui sem me despedir de ninguém, passarei em Maceió algumas horas, escondido e seguiremos todos para o sertão, onde criaremos raízes, não falaremos em literatura e nem consentiremos que os meninos peguem em livros.”
E Lima Barreto, após ver o buraco em que se meteu por alimentar sonhos semelhantes:
“Veio-me, repentinamente, um horror à sociedade e à vida; uma vontade de absoluto aniquilamento, mais do que aquele que a morte traz; um desejo de perecimento total da minha memória na terra; um desespero por ter sonhado e terem me acenado tanta grandeza, e ver agora, de uma hora para outra, sem ter perdido de fato a minha situação, cair tão, tão baixo, que quase me pus a chorar que nem uma criança.”
Aluísio Azevedo, outro escritor que tentou a sorte no Rio, diz, em carta, a seu amigo Eduardo Ribeiro:
“[...] mas o demônio desta vida de escrivinbador fez-me da tinta preta e da folha branca os terríveis espetros do meu tormento; de sorte que — escrever — tem sido até hoje aqui no Rio de Janeiro a minha grilheta, muito pesada e bem pouco lucrativa, da qual livro pulsos e tornozelos sempre que posso.”
E remata, também em carta, agora a seu amigo Pedro Freire:
“Recomenda a teus filhos que evitem a carreira das letras no Brasil, — é um aviso de amigo experimentado.”
Descobri um filme estudantil experimental brasileiro de 1973 dentro de uma caixa com filmes Disney em 8mm e propagandas, em uma feira no Rio de Janeiro.
É um filme muito bonito, e será lançado no dia 1º de junho no site da Cinelimite.
Kira Muratova foi uma cineasta ligada ao cinema soviético e ucraniano que filmou o colapso do mundo com humor sombrio, narrativas quebradas, personagens à beira da exaustão e uma coragem estética rara.
🎧 Novo episódio do podcast do Clube das Diretoras: https://t.co/DBMd1oLU8C
A minha estreia como colunista da Filmicca foi com um filme que celebra o trabalhador brasileiro. Bom lembrar desse texto hoje.
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Amanhã, dia 30, estarei no YouTube das Rainhas do Grito para uma conversa sobre um dos filmes mais lindos já feitos: Ganja & Hess.
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A crítica de cinema sempre esteve sujeita à… críticas. Se o crítico critica ele pode ser criticado. Em outro tempo, essa briga sobre MICHAEL (2026) existiria, mas não seria tão rasa como agora. A maioria não está lendo, a “briga” é por porcentagem do Rotten ou por manchete. O confronto sempre enriqueceu a existência da crítica como profissão e a própria sociedade que se colocava à disposição de uma ideia descentralizada do mundo. Hoje essa audiência de rede social não só exige a uniformidade das opiniões, como também não está interessada em qualquer debate real. Não é que essa reação enriqueça menos a conversa, é que ela simplesmente elimina. O confronto deixa de ter substância para se bastar ao símbolo, é como uma memória que de repente vira só um fantasma.
O mito de que as pessoas negras se vitimizam quando falam sobre as feridas causadas pelo racismo é uma estratégia muito eficaz para silenciar aquelas que estão prontas para falar.
- Grada Kilomba