Vida na carne e vida no Espírito | (Romanos 8, 1-11) #2509 | Meditação da Palavra
Passagens Complementares:
Romanos 5,12
Colossenses 2,13-14
Gálatas 5,19
São João de Capistrano
23 de outubro
João nasceu no dia 24 de junho de 1386, na cidade de Capistrano, no então reino de Nápoles. Era filho de um conde alemão e uma jovem italiana.
Estudou direito civil e canônico, formando-se com honra ao mérito. Ainda jovem casou-se com uma nobre dama da sociedade. Numa crise política no Reino de Nápoles, João foi cogitado para auxiliar nas negociações.
Entretanto, houve confusões e o jovem acabou preso. Para piorar a situação, ele recebeu a notícia da morte de sua esposa. Foi então um momento de mudança radical de vida.
Abriu mão de todos os cargos, vendeu todos os bens e propriedades, pagou o resgate de sua liberdade e pediu ingresso num convento franciscano. Mas antes de vestir o hábito precisou enfrentar as humilhações do superior da comunidade.
Durante trinta anos fez rigoroso jejum, duras penitências e se dedicou às orações. Trabalhou com energia, evangelizando na Itália, França, Alemanha, Áustria, Hungria, Polônia e Rússia. Tornou-se grande pregador e missionário. Foi conselheiro de quatro Papas.
João de Capistrano contava com setenta anos de idade, quando um enorme exército muçulmano ameaçava tomar a Europa. O Papa Calisto III o designou como pregador de uma cruzada, que defenderia o continente.
Durante onze dias e onze noites João esteve entre os soldados, animando-os para a resistência. Finalmente os cristãos conseguiram vencer os invasores.
Morreu no dia 23 de outubro de 1456.
Reflexão:
Por causa de suas andanças pela Europa, João mereceu ser chamado o apóstolo da Europa.
Espírito inquebrantável, organizou a ordem franciscana, foi conselheiro de papas e em suas viagens apostólicas, procurou fortalecer a moral cristã e refutar os erros dos heréticos.
Deixou uma obra escrita em dezessete volumes e foi um homem que participou ativamente da angústia de seu tempo, em tudo reconhecendo a ação de Deus.
Oração:
Deus, nosso Pai, a exemplo de São João Capistrano, faça de nós o sal da terra, mediante uma vida honrada e íntegra, trabalhando com ardor para construção da paz e da comunhão.
Dai-nos também ser luz para este mundo carente de valores espirituais, fazendo o bem sem olhar à quem.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
"Ser santo é lutar contra o
pecado de todos os dias."
"Devemos defender a verdade a
todo custo, mesmo que
voltemos a ser somente doze".
Viva São João Paulo II!
Pode marcar na sua agenda!!!
E já comece a convidar as pessoas queridas para viverem esse tempo de graça com você. Serão 7 dias de oração às 4h da manhã — 7 dias de sacrifício, nos quais colheremos muitos milagres! 🙏
De 31 de outubro a 7 de novembro.
Em breve, trarei mais novidades sobre este propósito especial.
Quem aí já está preparado para viver esses 7 dias de oração?
Senhor Jesus, eu preciso só de Ti. Nada neste mundo pode preencher o vazio que só o Teu amor preenche. Sê meu refúgio, minha força e minha paz. Que eu viva cada dia com o coração voltado apenas para Ti. Amém. 🙌🏻
Beata Alexandrina Maria da Costa, Virgem e Leiga
(da União dos Cooperadores Salesianos 1904-1955)
13 de outubro
ALEXANDRINA MARIA DA COSTA nasceu em Balasar, Póvoa de Varzim, Arquidiocese de Braga, no dia 30 de março de 1904, e foi batizada no dia 2 de abril, Sábado Santo. Foi educada cristãmente pela mãe, junto com a irmã Deolinda. Alexandrina viveu em casa até aos 7 anos. Depois foi para uma pensão dum marceneiro na Póvoa de Varzim a fim de frequentar a escola primária que não existia em Balasar. Fez a primeira comunhão na sua terra natal em 1911 e no ano seguinte recebeu o sacramento da Crisma pelo Bispo do Porto.
Passados 18 meses, voltou a Balasar e foi morar com a mãe e a irmã na localidade do “Calvário”, onde irá permanecer até à morte.
Robusta de constituição física, começou a trabalhar nos campos, equiparando-se aos homens e a ganhar o mesmo que eles. A sua infância foi muito viva: dotada de temperamento feliz e comunicativo, era muito querida pelas colegas. Aos 12 anos, porém, adoeceu: uma grave infecção (uma febre tifoide, talvez) colocou-a quase à morte. Superou a doença, mas a sua saúde ficou abalada para sempre.
Aos 14 anos aconteceu um fato que seria decisivo para a sua vida.
Era Sábado Santo de 1918. Nesse dia, ela, a irmã Deolinda e mais uma mocinha aprendiz, estavam a trabalhar de costura, quando perceberam que três homens tentavam a entrar na sala onde se encontravam. Embora estivessem fechadas, os três homens forçaram as portas e conseguiram entrar. Alexandrina, para salvar a sua pureza ameaçada, não hesitou em atirar-se pela janela, de uma altura de quatro metros. As consequências foram terríveis, embora não imediatas. De fato, as várias visitas médicas a que foi sucessivamente submetida diagnosticaram, cada vez com maior clareza, um fato irreversível.
Até aos 19 anos pôde ainda se arrastar até a igreja, onde gostava de ficar recolhida, com grande admiração das pessoas. A paralisia foi avançando cada vez mais, até que as dores se tornaram insuportáveis; as articulações perderam qualquer movimento; e ela ficou completamente paralisada. Era o dia 14 de abril de 1925 quando Alexandrina ficou definitivamente de cama. Ali haveria de passar os restantes 30 anos de sua vida.
Até 1928 não deixou de pedir a Deus, por intercessão de Nossa Senhora, a graça da cura, prometendo que se sarasse partiria para as missões. Depois compreendeu que a sua vocação era o sofrimento. Abraçou-a prontamente. Dizia: “Nossa Senhora concedeu-me uma graça ainda maior. Depois da resignação deu-me a conformidade completa à vontade de Deus e, por fim, o desejo de sofrer”.
São desse período os primeiros fenômenos místicos: Alexandrina iniciou uma vida de grande união com Cristo nos Tabernáculos, por meio de Nossa Senhora.
Um dia em que estava só, veio-lhe improvidamente este pensamento: “Jesus, tu és prisioneiro no Tabernáculo. E eu por tua vontade prisioneira na minha cama. Far-nos-emos companhia”. Desde então começou a primeira missão: ser como a lâmpada do Tabernáculo. Passava as noites como em peregrinação de Tabernáculo em Tabernáculo. Em cada Missa oferecia-se ao Eterno Pai como vítima pelos pecadores, junto com Jesus e segundo as suas intenções.
Quanto mais clara se tornava a sua vocação de vítima, tanto mais crescia nela o amor ao sofrimento. Comprometeu-se com voto a fazer sempre o que fosse mais perfeito.
De sexta-feira, 3 de outubro de 1938 a 24 de março de 1942, ou seja, por 182 vezes, viveu, em todas as sextas-feiras, os sofrimentos da Paixão: Alexandrina, superando o estado habitual de paralisia, descia da cama e com movimentos e gestos, acompanhados de angustiantes dores, repetia, por três horas e meia, os diversos momentos da Via Crucis.
“Amar, sofrer, reparar” foi o programa que o Senhor lhe indicou. Desde 1934, a convite do padre jesuíta Mariano Pinho, que a dirigiu espiritualmente até 1941, Alexandrina punha por escrito tudo quanto, vez por vez, lhe dizia Jesus.
Em 1936, por ordem de Jesus, pediu ao Santo Padre, através do P. Pinho, a consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria. Este pedido foi renovado várias vezes até 1941, pelo que a Santa Sé interrogou três vezes o Arcebispo de Braga a respeito de Alexandrina. No dia 31 de outubro de 1942, Pio XII consagrou o mundo ao Coração Imaculado de Maria com uma mensagem transmitida de Fátima em língua portuguesa. Este ato foi repetido em Roma na Basílica de São Pedro no dia 8 de dezembro do mesmo ano de 1942.
Depois de 27 de março de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da Eucaristia. Em 1943, por quarenta dias e quarenta noites, foram rigorosamente controlados por médicos o jejum absoluto e a anúria, no hospital da Foz do Douro, no Porto.
Em 1944, o novo diretor espiritual, P. Umberto Pasquale, salesiano, após constatar a profundidade espiritual a que tinha chegado, animou Alexandrina a continuar a ditar o seu diário; fê-lo com espírito de obediência até à morte. No mesmo ano de 1944 Alexandrina inscreveu-se na União dos Cooperadores Salesianos. E quis pôr o seu diploma de Cooperadora «em lugar bem visível a fim de tê-lo sempre debaixo dos olhos» e colaborar com o seu sofrimento e as suas orações para a salvação das almas, sobretudo juvenis. Rezou e sofreu pela santificação dos Cooperadores Salesianos de todo o mundo.
Apesar dos sofrimentos, continuava a dedicar-se aos problemas dos pobres, do bem espiritual, dos paroquianos e de muitas outras pessoas que a ela recorriam. Promoveu em sua paróquia tríduos e horas de adoração.
Especialmente nos últimos anos de vida, muitas pessoas, vindas de longe, atraídas pela fama de santidade, visitavam-na; muitas atribuíam a própria conversão aos seus conselhos.
Em 1950, Alexandrina festejou o 25º ano de sua imobilidade. E em 7 de janeiro de 1955 foi-lhe preanunciado que aquele seria o ano da sua morte. De fato, dia 12 de outubro quis receber a unção dos enfermos. E dia 13, aniversário da última aparição de N. Sra. de Fátima, ouviram-na exclamar: “Sou feliz porque vou para o céu”. Às 19h30 expirou.
Sobre a sua campa podem ler-se estas palavras por ela tão desejadas:
“Pecadores, se as cinzas do meu corpo puderem ser úteis para a vossa salvação, aproximai-vos: passai todos por cima delas, pisai-as até desaparecerem, mas não pequeis mais! Não ofendais mais o nosso Jesus! Pecadores, queria dizer-vos tantas coisas. Não bastaria este grande cemitério para escrevê-las todas! Convertei-vos! Não queirais perder a Jesus por toda a eternidade! Ele é tão bom!... Amai-O! Amai-O! Basta de pecar!”.
É a síntese da sua vida gasta exclusivamente para salvar as almas.
No Porto, na tarde do dia 15 de outubro, os vendedores de flores viram-se sem nenhuma flor branca: todas tinham sido vendidas para a homenagem floral a Alexandrina, que tinha sido a rosa-branca de Jesus.
Colaboração: Giovani Carvalho Mendes, ocds.
Servos de Jesus Cristo | (Romanos 1, 1-7) #2497 | Meditação da Palavra
Passagens Complementares:
Gálatas 1,10-12
II Coríntios 4,5
I Coríntios 15,9-10
Romanos 6,22