10 anos a sofrer de todo o lado. há 8 falhámos a subida com 20k no estádio. há 4 o clube esteve para ir à falência. há 3 quase descemos para o cp
no meio disto, nunca deixámos o clube, não há ninguém que mereça isto mais que nós.
Imaginem...
A Volta à Portugal a começar uma ou duas semanas mais cedo.
Reduzir o tamanho para 7 etapas, de segunda a domingo.
Tentar aumentar o escalão de 2.1 para https://t.co/QSR9i471RT e fazer marketing como a prova pré Vuelta.
Não era melhor? 🫠
Académica não conseguiu o acesso à fase de subida à Segunda Liga, mas nem por isso os adeptos deixaram de apoiar.
Um clube que faz falta na Primeira Liga 👏
A ganhar 2-0 em casa. A jogar melhor futebol. Contra um Benfica que não joga nada.
Começam os olés.
E tem que ser o árbitro a evitar o 2-2. Já tremiam por todos os lados. É isto o Sporting.
Podem ganhar hoje. Podem ganhar a Liga. Ganhem o que ganharem.
Eternamente inferiores.
From horror show to triumph! This is the moment when pianist Maria Joao Pires realises - as the orchestra starts to play - that she has learned the wrong piece for a concert. With no sheet music to fall back on, she has to keep calm and carry on. She is AMAZING. As is conductor Riccardo Chailly, who shows he’s surely the cheerleader we all want in our corner. Belief and bravery in action! Mozart’s Piano Concerto in D minor, my Stop the Clock piece @ClassicFM today…
“O Toni é um símbolo da parolice nacional
1.
Gostamos muito de dizer que vale a pena ser boa pessoa, mas preferimos depois privilegiar os que têm mau feitio, os que são arrogantes e esdrúxulos, os que pintam a manta e partem para a ameaça, para a pressão, os que temos a ideia de que são capazes de ganhar de qualquer maneira e passando por cima de toda a gente.
No desporto é ainda mais visível essa preferência.
Os bonzinhos ficam mais depressa pelo caminho. Mesmo que ganhem, mesmo que ganhem muito até, são sempre os outros que queremos ter para treinadores das nossas equipas. Falar grosso e mostrar ambição é mais importante do que ser educado.
2.
Entre todos os bonzinhos do futebol português o Toni é o caso mais evidente, um verdadeiro símbolo do modo como o país distingue pessoas em função da sua personalidade.
Nunca o conheci, nunca tive o prazer de lhe dar um abraço, mas conheço pessoas que o adoram, pessoas que o abraçam e pessoas que o elogiam com palavras assim:
- O Toni é um bom homem
- O Toni é amigo do seu amigo
- O Toni não tem maldade
- O Toni merece tudo
Nunca ouvi dizer, e em alguns casos da boca dos tais amigos, que o homem é um dos mais extraordinários vencedores no futebol português.
Nunca os ouvi dizer
- O Toni foi um jogador excelente, um dos jogadores com mais títulos no Benfica, sempre a titular conquistou oito campeonatos e fez quase 400 jogos
- O Toni fez quatro épocas como treinador principal do Benfica e ganhou dois campeonatos, uma Taça de Portugal e foi a uma final da Liga dos Campeões (antiga Taça dos Campeões Europeus) e só perdeu nos penalties!
E também nunca os ouvi dizer
- O Toni esteve sempre do lado certo da história. Na Académica, menino e moço, tomou parte como contestatário durante a crise académica que abalou o Estado Novo
- O Toni sabe muito de futebol, já o viste a comentar no Canal 11?
3.
Sempre que ganhava um título vinha o presidente com outras ideias.
Ou porque considerava ter sido sorte ou por desejar ter um treinador mais afirmativo, o Toni era logo descartado.
O que era isso de pegar numa equipa em dificuldade e levá-la ao campeonato ou à final da Liga dos Campeões? Como se fosse fácil ou por sorte – aliás o Benfica depois disso nunca mais voltou a qualquer final da Liga dos Campeões.
Vinha sempre outro.
Com menos bigode.
Com um ar menos português.
Menos amigo dos jogadores – o que dá sempre problemas.
Menos amigo dos adversários – o que é não se compreende.
4.
O Toni é um símbolo da parolice nacional.
Um dos treinadores com melhor rácio de épocas e vitórias foi chutado para canto por ser boa pessoa num tempo em que ser boa pessoa é sinónimo de fragilidade e de uma personalidade “poucochinha”.
Por mim…
… caro Toni…
… quero confessar-lhe a minha profunda admiração pelo que é.
Boa pessoa, claro – também eu acho que é o mais importante. Mas uma boa pessoa que ganhou muito, que quase ganhou tudo. Uma boa pessoa que provou que se pode ser assim, abraçar toda a gente, mesmo os adversários, e ganhar, ganhar mais do que os tipos que falam grosso, mas saem de fininho.
Toni tem 77 anos, fará em outubro mais um. Parece ter menos dez por tudo nele ser vida e vontade de estar aqui, de ir à bola, de falar do jogo e do país, de seguir a carreira do seu filho treinador, de estar com os amigos do seu Benfica, mas também do Sporting ou até do FC. Porto.
Toni é tudo isto e tem um enorme sentido de humor e autoironia, uma prova de inteligência e sabedoria.
Por estes dias vimo-lo a aceitar ser selecionador português para o Europeu do Vinho. Li a notícia incrédulo, como assim?
Uns minutos depois percebi que a pergunta não tinha razão de ser.
Toni aceitou por lhe ter apetecido aceitar.
Por não se levar demasiado a sério, por achar que o importante é criar pontes com as pessoas, conhecer gente, estar ocupado com aquilo que gosta.
É maravilhoso o Toni.
Um dos nossos grandes.”
Autor: Luís Osório