A maioria dos empreendedores que quebram cometem o mesmo erro em achar que o capital de giro é deles.
O capital de giro é o santo graal da empresa e ele existe para financiar estoque, pagar fornecedores, suportar prazos de clientes e manter a operação funcionando.
Quando o empresário começa a tratar esse dinheiro como se fosse lucro e tira recursos da empresa para uso pessoal, o problema vira questão de tempo.
Capital de giro não é seu e ele serve para girar o negócio, e mexer nele sem critério costuma ser o primeiro passo para quebrar uma empresa.
Meu modelo de trabalho sempre será o meu avô. A vida dele foi fantástica.
Ele começou a vida morando em um cortiço que tinha um banheiro para 20 famílias. Aos 12 anos, começou limpando vidros na fábrica de açúcar Pérola. Foi crescendo dentro da empresa, concluiu o ensino médio e fez faculdade aos 30 anos. Aos 35, já era dono da maior distribuidora de açúcar Pérola do estado do Rio de Janeiro.
Anos depois, o sócio dele o roubou, e ele perdeu tudo aos 42 anos, com dois filhos para criar. Perdeu tudo mesmo. Então, decidiu estudar para o concurso público de Auditor Fiscal do Ministério do Trabalho. Estudava religiosamente das 6h30 às 23h e, por não ter dinheiro, precisava usar os óculos da sogra.
Foi aprovado em segundo lugar no país inteiro e conseguiu se reerguer, mesmo tendo concluído o ensino médio apenas depois dos 30 anos.