Os católicos descobriram que têm voz.
Depois de anos vendo a ala dos “terrivelmente evangélicos” mentir, atacar, crescer na política, ocupar espaços de poder e transformar religião em instrumento político, alguma coisa mudou.
Os católicos já tinham visto um bispo da Universal chutar Nossa Senhora Aparecida em rede nacional. Com as religiões de matriz africana, a intolerância foi ainda pior: terreiros invadidos, depredados, imagens destruídas, ameaças, agressões.
E essa ala continuou crescendo.
Cresceu na política, ampliou sua influência dentro do Estado, se organizou, acumulou poder, dinheiro e capacidade de mobilização e passou a tratar como inimigo quem defendia uma sociedade plural, o Estado laico, a liberdade religiosa, direitos sociais ou simplesmente o direito de pensar diferente.
A ideia era cada vez mais clara: existe um Brasil aceitável, e é o Brasil deles.
Até que a voz da maior religião do país ecoou.
Não para apoiar candidato. Não para mandar ninguém votar em ninguém. Mas para falar aquilo que deveria ser óbvio: democracia, justiça social, respeito às instituições, liberdade religiosa e combate à desigualdade. Foi essa a linha adotada pela CNBB em sua mensagem oficial sobre as eleições de 2026. (CNBB)
Só que esse óbvio bate de frente com o discurso político dos “terrivelmente evangélicos” que hoje orbitam Flávio Bolsonaro.
Não foi por causa de uma informação descontextualizada que tudo isso explodiu.
Explodiu porque uma parcela enorme da sociedade brasileira percebeu que alguma coisa errada estava acontecendo e decidiu reagir.
Os católicos começaram a responder.
E então começamos a ver cenas que dizem muita coisa: a conta da CNBB hackeada e decisões de um ministro do TSE que passaram a ser questionadas pelo alcance das ordens de remoção.
Durante anos, essa ala religiosa aprendeu a fazer política usando medo, moral, fé e a ideia de que Deus tinha escolhido um lado.
Agora descobriu que do outro lado também existe voz.
O Brasil não pertence aos “terrivelmente evangélicos”.
O Brasil é um Estado laico justamente para impedir que alguém tome Deus para si e tente mandar no restante da sociedade em nome dele.
Eu voto desde 2004 e só votei em Lula UMA VEZ: no segundo turno de 2022, contra Bolsonaro. Dessa vez, votarei em primeiro turno, por várias razões.
A primeira é que não há escapatória: não existe um candidato melhor. Posso ter um milhão de discordâncias com o governo Lula, mas tenho dez milhões de discordâncias com Flávio Bolsonaro. Todos os demais, com exceção feita aos socialistas, são contra as pautas dos trabalhadores, e eu sou um trabalhador. E - falando nos socialistas - tenho enorme respeito e admiração por Hertz Dias, já fui militante do PSTU, inclusive. Mas não voto pelas mesmas razões que me fizeram deixar de ser militante do partido: uma inacreditável desconexão com a realidade. E li o programa da UP e senti pena. Então, por exclusão, Lula.
Mas não só: Lula promoveu o debate sobre trabalho por aplicativos, que é o cerne do debate sobre a organização do trabalho neste início de século. Começou atrasado, atabalhoado, sem entender nada. Eu digo porque participei das mesas de negociação em 2023. Em 2025, com Boulos ministro, o entendimento se aprofundou, e - com uma distância ENORME do que a gente realmente precisa - estamos no momento de maior aproximação com a categoria. Nossa entrada no Palácio do Planalto foi franqueada e o diálogo é firme: com um monte de problemas, mas com boa vontade das partes. Qualquer eleito que não seja Lula retorna o diálogo à estaca zero, o que seria uma tragédia.
Minha vida partidária é uma bagunça, sou formalmente filiado ao PDT, estive ativo durante as campanhas de Ciro à Presidência, para quem foi meus votos e minha militância. Sigo acreditando que o caminho para o país é a industrialização, educação, trabalho digno e soberania, inclusive digital. Sigo desacreditado que um quarto mandato de Lula nos trará isso. Mas temos algum candidato que propõe essas pautas de forma estruturada, com um planejamento de médio e longo prazo? Não. Lula ainda faz uns ensaios tímidos nessa seara, embora insuficientes.
Agora, é inegável que a eleição de Flávio nos jogaria pra fora de qualquer debate nesse sentido. Pelo contrário: estaríamos entregando nosso país aos EUA, de forma humilhante. Flávio é um sabujo do sionismo, e não faz a menor questão de esconder isso.
Então, respeito e compreendo quem se indigna com o PT e com Lula. Mas o exercício político precisa ser frio, inteligente. O jogo aqui é de contenção e nada mais. Se fosse uma partida de futebol, seríamos a Botafogo contra o PSG - é botar o time debaixo da trave pra não levar um vareio e QUEM SABE achar uma bola vadia. Somos nós contra o mal que se abate sobre o MUNDO, esse estertor provocado por Trump e Netanyahu, e que nos atinge na figura de Bolsonaro.
Por último, que um pouquinho de esperança não faz mal à ninguém: quem sabe Lula não queira fazer desse quarto mandato aquele que determinará sua biografia? A última impressão é a que fica pro que estamos tratando aqui. Eu pude me encontrar quatro vezes com o presidente este ano. Fiquei impressionado: na televisão, ele parece um velhinho frágil. Pessoalmente, é forte - fisicamente, mesmo. Você toma um susto. E muito lúcido, interessado, gosta de ouvir e encaminhar soluções. A minha impressão é de que ele quer jogo.
São essas reflexões que me levam ao voto e militância pelo voto em Lula, 13, no próximo dia 4. E vou disputar isso com meus parceiros de caminhada, os entregadores.
Eu sou Nicolas, motoboy, diretor jurídico da Associação dos Motoboys de JF, integrante da Aliança Nacional dos Entregadores por Aplicativos e um dos coordenadores do Breque dos Apps de 2025.
Do Latim, Silva é a própria selva: a raiz que brota do solo, o verde que resiste e a força viva da terra.
Durante séculos quiseram diminuir a nossa gente, mas foi na garra, no suor e na dignidade que cada Silva construiu este país.
A nossa força não se curva, a nossa bandeira não se entrega e a nossa soberania não tem preço.
O futuro do Brasil pertence a quem cultiva a vida e protege a sua terra. Somos a floresta, somos a história, somos todos Silva. 🇧🇷❤️
Igreja Católica entrando em peso na campanha:
Em entrevista, padre cearense diz que temos que parar de tratar o eleitor feito criança e que as pessoas têm que pagar o preço de escolher errado, e afirma que Flávio Bolsonaro representa as forças ocultas do mal:
“Temos um cenário claro em que um candidato está envolvido com todas as forças ocultas do mal e vai entregar o nosso país ao Trump em troca de banana, e temos outro candidato que prega comida no prato para todos, escolas para todos e melhores salários. O eleitor hoje em dia tem a informação na palma da mão; temos que parar de tratar o eleitorado como criança. São pessoas adultas e que têm que responder pelas suas escolhas. As pessoas que votam em um candidato envolvido com facção e milícia têm que responder e ser culpabilizadas por sua escolha. A gente costuma passar a mão na cabeça de quem vota mal e jogar a culpa na manipulação do eleitor, mas não é bem assim que funciona. Eu vejo, dentro da minha comunidade, pessoas formadas que vão votar no candidato que é contra os pobres por pura maldade.”
Milei anima a Brasil a abandonar el "curso socialista decadente".
En 2025, Argentina captó US$ 3.134 millones en Inversión Extranjera Directa (IED), mientras que Brasil lideró la región con US$ 77.676 millones.
Por momentos siento que la decadencia argentina no tiene fondo
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El último spot de Lula para la campaña brasileña utiliza “Lo Que Le Pasó a Hawaii” de Bad Bunny para construir un relato sobre pertenencia, amenaza y soberanía.
Y la operación narrativa es muy interesante.
Vamos a analizarlo
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“Selva em latin e silva, e o povo brasileiro sempre foi Da Silva”
Por favor bora Lula, no queremos que les pase a ustedes lo que nos está sucediendo a Colombia, Ecuador, Argentina, Chile y Perú.
Como o Globo escolheu reportar Lula na ONU é esdrúxula.
A visão que querem passar é que Lula é pequeno, vivi 9 anos fora do Brasil e entendi o tamanho da força do Lula.
Eles alimentam o sentimento de vira-lata.
Se alguém assistir esse vídeo de Fábio Porchat e não ficar indignado, não pode reclamar se o Brasil virar uma grande milícia.
Rachadinha, Chupetinha e toda a extrema direita se lambuzaram com Vorcaro.
O presidente Trump tem “uma maneira de governar com a qual eu não concordo”, me diz o presidente do Brasil, Lula. “Ele tem uma maneira de governar… ‘Eu sou o mais poderoso, eu sou o mais rico, eu posso fazer tudo e todos os outros têm que obedecer’… Eu não concordo com isso.”
Advogado suspeito de ligação com doleiro da Lava Jato doou R$ 50 mil para campanha de Sergio Moro
João Alberto Graça teria ligações com Alberto Youssef e foi preso duas vezes em 2018. Campanha de Moro devolveu o dinheiro
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