Quinta Turma determinou o trancamento de investigação instaurada pelo MPRJ contra duas advogadas que gravaram, sem autorização, o depoimento de um cliente no procedimento que apura a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Confira https://t.co/DXD3B0ifhf
Jurisprudência defensiva: a advocacia que cresce como rabo de cavalo
No dia 16 de julho, o Superior Tribunal de Justiça obteve no Congresso uma vitória de peso: a regulamentação do “filtro da relevância” nos recursos especiais. É pauta antiga dos ministros. Objetivo do tribunal: julgar menos processos e, mais do que isso, escolher quais vão julgar. Como faz a US Supreme Court.
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Uma idiotice, ainda que dita por um cara de terno e com palavras bonitas, continua uma idiotice, só que dita com palavras bonitas e por um cara de terno.
Um dos momentos mais emocionantes da televisão dos últimos tempos: Juca Kfouri e José Trajano de volta na ESPN para a despedida do Antero.
E o Juca com essa fala linda...
Durante julgamento de dispositivos da lei das estatais que submetem políticos a quarentena de 36 meses antes de serem nomeados para direção de empresas públicas, ministro #FlávioDino afirmou que “não existe canonização por concurso público e não existe demonização pela participação na política”.
O ministro ressaltou que é falsa a ideia de que qualquer indicação "técnica" resultará em um padrão mais alto de probidade do que uma indicação política.
"Não cabe ao Órgão julgador presumir que qualquer dinheiro encontrado na posse do paciente decorreria de atividade ilícita. [...] O ônus da prova da culpabilidade do agente incumbe ao Ministério Público".
- Ministro André Mendonça ao afastar uma pena de 8 anos de prisão imposta a um homem preso com 2,17g de crack.
Já ouviu falar da teoria dos poderes implícitos?
Pois é. Ela é muito utilizada no direito constitucional brasileiro e por vezes citada pelo STF.
Mas no que ela consiste? Na ideia de que o poder conferido a um ente ou a um órgão compreende tanto o poder de executar a finalidade para o qual foi autorizado, como o de usar os meios necessários e apropriados para para esse objetivo (guarde essa informação). Portanto, os meios, se não estiverem expressos na autorização, ainda assim seriam permitidos porque estariam nela implícitos.
Beleza.
O que essa teoria tem a ver com a criação de um banco? Tudo. Foi por conta dessa criação que os EUA desenvolveram a teoria. E por causa desse banco, a questão foi parar na Suprema Corte EUA.
Tudo começou em 1791, quando o presidente George Washington, do recém criado país, resolveu instituir um Banco Federal, com o objetivo de disponibilizar créditos para a população e gerir as finanças estatais.
Para isso ele assinou uma Carta de criação e enviou ao Congresso para a aprovação.
Mas aí a chinela cantou.
O país estava dividido. De um lado, os republicanos, que eram contra um Governo Federal forte e defendiam maior autonomia dos estados. De outro, os federalistas, que queriam um governo federal centralizador e com mais competências.
E sobrou para o Banco.
Por consequência, os republicanos eram contra a criação do banco, pois entendiam que o poder do governo federal de instituir um banco não estava previsto na Constituição (e não estava mesmo). Portanto, apenas os estados poderiam cria-lo.
Já os federalistas entendiam que esse era um poder implícito, pois a Constituição havia conferido à União o poder de emprestar dinheiro e emitir moedas. Assim, o Banco seria um meio necessário e apropriado (lembra?) para essa finalidade.
Depois de muita briga, o Congresso aprovou a criação do Banco. E ele foi instituído em 1791, por 20 anos, com o nome de Primeiro Banco.
Resumindo.
Depois de 20 anos, ele acabou. E tentaram criar outro. Nova briga e nova criação. Agora o nome era Segundo Banco. Estamos em 1816.
O país continuava dividido entre republicanos e federalistas. Os estados já haviam criado diversos bancos e não curtiam o banco federal. Aí começaram a criar confusão e editar leis contra o banco federal, taxando-o.
Uma dessas lei, do estado de Maryland, foi parar na Justiça.
O estado determinou que o Banco Federal pagasse umas taxas de serviço. Um funcionário do banco se revoltou e não pagou as taxas. E o Banco, na pessoa do seu funcionário - McCuloch -, foi processado, em 1818, pelo Estado.
Tanto a primeira, quanto a segunda instância do poder judiciário de Maryland, entenderam que a lei do estado era constitucional, e que as taxas eram devidas.
Aí o caso foi parar na Suprema Corte EUA.
Por unanimidade, a Corte anulou as decisões das cortes inferiores e deu razão ao banco. O Presidente John Marshall ficou responsável por redigir a decisão.
O voto de Marshall afirmou que, embora existissem diversos Estados, o governo da União representava um povo único e não diversos povos, razão pela qual ela é suprema dentro de sua esfera de atuação. Assim, a União não poderia ser tributada pelos estados.
Quanto à criação do banco, decidiu que era constitucional, pois aquele que tem o poder de realizar algo detém também o poder de escolher os meios. Marshall concluiu que todos os meios aptos a atingir um fim dado pela Constituição, desde que não proibidos, são constitucionais.
E assim estava estabelecida a Teoria dos Poderes Implícitos, tão usada até hoje nos Estados Unidos e no Brasil.
Ah, a decisão ainda serviu para consagrar o modelo federativo, dando força à União.
O caso ficou conhecido como McCuloch v. Maryland.
Esse deu trabalho, mas é muito legal estudar e escrever sobre esses casos.
Gostou? Curte aí pra dar uma força.
O clássico “Vocês vão ter que me engolir!”. A histórica frase dita por Mário Jorge Lobo Zagallo, logo após a conquista da Copa América de 1997.
Nostálgico!
O Senado aprovou a indicação do senador licenciado e atual ministro da Justiça, Flávio Dino, para o Supremo Tribunal Federal (MSF 88/2023). Dino vai ocupar a vaga deixada pela aposentadoria da ministra Rosa Weber.