O maior tiro no pé do futebol brasileiro até hoje. As equipes europeias seguirão comprando os melhores talentos daqui e, nós, não compraremos os talentos dos países sul-americanos.
O que vai acontecer? Times da Argentina, Uruguai, Colômbia e Equador ficarão mais fortes e o Brasil, além de perder a hegemonia que conquistou na Libertadores, estará ainda mais distante de um improvável Mundial de Clubes.
E quem argumenta que o excesso de estrangeiros prejudica a formação de jovens jogadores brasileiros não entende NADA de futebol. Estão aí a Espanha e a França que não me deixam mentir. Países repletos de estrangeiros nos seus times, com categorias de base sólidas e seleções vencedoras.
Eu, se fosse presidente do River ou do Boca, abriria uma garrafa de champanhe. E você, que sonha ver seu time campeão da Libertadores ou fazendo frente num Mundial, melhor acordar.
Ontem, pela Libertadores, vendo aquela arquibancada empurrar o Flamengo, me veio um negócio na cabeça.
Eu conheço essa história faz tempo. Faz tempo pra cacete, desde os tempos mais primórdios.
Sou da Penha, Rio de Janeiro, e vou ao Maracanã desde os 5, 6 anos de idade. Já são mais de 45 anos nessa bagaça. Indo de ônibus, de carro, seja com amigos e familiares.
Aprendi com meu pai e meus tios e tias, ainda moleque, uma coisa que carrego comigo até hoje: o maior patrimônio do Flamengo sempre foi a sua torcida.
E quer saber o mais doido?
Depois de mais de 45 anos indo ao Maracanã, eu ainda entro ali e fico olhando. Deslumbrado, como se fosse a primeira vez
Olho pra arquibancada. Escuto a torcida cantando. Vejo aquela porra daquele estádio pulsando.
E, por alguns segundos, não sou um cara com mais de 50 anos.
Sou o moleque da Penha de novo.
Aquele que chegou ao Maracanã pela primeira vez segurando a mão de alguém, olhando tudo aquilo sem entender direito como tanta gente podia sentir a mesma coisa ao mesmo tempo.
Só que hoje tem uma diferença que mexe comigo pra caralho.
Aquele moleque cresceu.
E hoje é ele quem leva os moleques dele ao Maracanã.
Às vezes olho para os meus filhos ali do meu lado e penso nos meus pais, nos meus tios, em quem fez isso comigo.
E aí eu entendo que não estou simplesmente levando meus filhos para ver um jogo do Flamengo.
Estou passando uma história para eles.
Uma história que começou muito antes de mim e que, se Deus quiser, vai continuar muito depois.
Talvez hoje eles ainda não tenham a dimensão disso. Talvez, para eles, seja só o pai levando os filhos para ver o Flamengo.
Mas eu sei.
Eu sei exatamente o que estou entregando para eles.
Porque um dia fizeram a mesma coisa comigo.
E talvez seja essa uma das coisas mais bonitas de ser Flamengo: a gente não herda só uma camisa. A gente herda histórias. E depois chega a nossa vez de passá-las adiante.
A vida passa.
A gente cresce. Trabalha. Casa. Tem filho. Os pais envelhecem. Alguns daqueles que pegaram a nossa mão e nos levaram ao Maracanã já não podem mais estar do nosso lado.
Os jogadores passam. Os técnicos passam. Presidentes passam. A gente ganha, perde, é campeão, passa raiva pra cacete, chora e jura que nunca mais vai sofrer desse jeito.
Mas chega o próximo jogo e a gente está lá de novo.
E aquela arquibancada continua ali.
Ontem, olhando aquilo pela Libertadores, pensei justamente nisso.
Talvez quem não seja Flamengo nunca consiga entender completamente.
Não são só 90 minutos. Não são 11 caras correndo atrás de uma bola. Não é só futebol.
É memória. É família. É pertencimento.
É olhar para um sujeito que você nunca viu na vida, abraçar esse cara num gol e, naquele instante, ele parecer alguém que você conhece há 30 anos.
É olhar para milhares de desconhecidos e reconhecer neles um pedaço da sua própria história.
Tenho mais de 45 anos de Maracanã. Sou cascudo. Já vi de tudo naquela arquibancada.
E ainda me arrepio. Ainda me emociono.
Porque jogador veste a camisa do Flamengo por alguns anos.
A gente veste por uma vida inteira.
E quando todo mundo passa, quando os nomes mudam e uma geração entrega o Flamengo para a próxima, ela continua lá.
A torcida.
A mesma que meus pais e meus tios me ensinaram a amar quando eu era apenas um moleque lá da Penha, com um sonho a ser realizado.
E que hoje eu tento ensinar os meus moleques a amar também.
Talvez daqui a muitos anos, quando eu já não estiver ao lado deles naquela arquibancada, um deles entre no Maracanã, pare por alguns segundos, olhe em volta e lembre do pai. Um doido que ama o Flamengo acima de tudo.
Do mesmo jeito que eu ainda lembro de quem me levou.
Aí eu vou saber que a história continuou.
Isso é Flamengo. 🔴⚫
Eu fiquei pensando em uma coisa depois desse jogo contra o Del Valle.
Será que o torcedor do Flamengo consegue entender a dimensão do que está acontecendo com esse clube?
Porque eu fico imaginando: se a gente pegasse um torcedor de 2018, colocasse ele para dormir e falasse: “acorda em 2026”. E aí mostrasse o Flamengo vencendo o Del Valle por 2 a 0, em Quito, a quase 3 mil metros de altitude, depois de sofrer no primeiro tempo, voltar muito melhor no segundo e construir uma vantagem enorme para chegar à semifinal da Libertadores…
Será que ele acreditaria? Eu acho que não.
E talvez seja porque a gente se acostumou.
Mas não faz tanto tempo assim que o Flamengo colecionava vexames na Libertadores.
Em 2012, a eliminação na primeira fase veio daquele jeito que só o Flamengo conseguia proporcionar.
O Léo Moura dando entrevista ao vivo… e, de repente, sai o gol do Emelec contra o Olimpia, que elimina o Flamengo.
Em 2014, eliminação para o León, com o Maracanã lotado.
Em 2017, oito combinações possíveis para o Flamengo se classificar na última rodada. Aconteceu justamente a única que eliminava.
E em 2018, Cruzeiro. 2 a 0 no Maracanã. Eliminação nas oitavas.
E eu lembro de uma coisa que talvez quem é mais novo nem consiga entender. O torcedor cantava:
“Libertadores, qualquer dia tamo aí. Qualquer dia.
Como se disputar a Libertadores fosse uma coisa quase impossível.
O Flamengo chegou a fazer festa por terminar o Brasileirão em sexto lugar. Porque sexto lugar dava vaga na Libertadores.
Hoje, pensa nisso: é inimaginável pensar em uma Libertadores sem o Flamengo. E não é só porque o Rubro-Negro passou a disputar o torneio com frequência. É porque passou a ser protagonista.
Por anos, o Flamengo teve uma Libertadores. Hoje, é tetracampeão da América. Único brasileiro com quatro.
E chegou ao ponto de causar preocupação na Argentina pelo risco de alcançar o Independiente como maior campeão da competição.
E talvez seja justamente aí que esteja a questão: será que o torcedor está conseguindo aproveitar isso?
Porque naquela época, quando a bola como a do González ontem ia na trave, a gente pensava: “Essa bola vai entrar.”
Hoje, quando o Flamengo vai para Quito, toma pressão no primeiro tempo e volta para o segundo tempo para ganhar de 2 a 0… a gente começa a achar normal.
E talvez não seja! Talvez a gente precise parar um pouquinho.
Olhar para trás. Lembrar de onde esse clube estava. E entender onde ele chegou. Porque o Flamengo que um dia cantava “qualquer dia tamo aí”… Hoje entra em campo na Libertadores e faz o adversário tremer.
Então, sinceramente?
Eu não sei se o torcedor de 2018 acreditaria no Flamengo de 2026. Mas tenho certeza de uma coisa: o torcedor precisar entender que está vivendo uma das maiores transformações da história desse clube.
E talvez um dia… olhe para 2026 e pense: “Caramba, eu estava lá.”
Então: DESFRUTEM.
IRMÃO
TEU TIME É UMA PICA PORRA
OLHA O QUE OS CARAS TÃO FAZENDO NA ALTITUDE
RESPEITA OS CARAS
NINGUÉM QUERIA ERRAR PASSE DE 1 METRO
LÁ É PICA
ORGULHOSO DOS MEUS BAGRES
A ascensão DO NADA de Augusto Cury me lembra muito a de Eduardo Campos…
Cuidado com aviões, helicópteros e qualquer evento aberto ao publico meu amigo
O histórico não é bom kk
Pega esse recado aí, torcedores do Pampulhão F.C.!
Arroyo é bom, mas é jovem e não sabe o que fala e faz. Deu aquele drible, ficou na soberbinha dele (igual aos torcedores) e no final deu no que deu.
Aqui não. Aqui no Clube de Regatas do Flamengo, não!
Quem ri por último, ri melhor. Seremos!
Sabe a diferença do Vini pra Mbappe?
O mbappe podia tá no 5º penalti seguido perdido que iria pegar essa bola pra bater.
Deixou o CAMISA 8 da seleção bater. Inacreditável.