O veterano Kazuhiro Miwa também está presente! Um dos melhores animadores de ação da indústria, sendo muito bem vindo aqui! A animação de efeitos, especial de fogo (curiosamente ele foi animador-principal de Fire Force) é excelente!
Kimetsu no Yaiba dessa semana (#04) tem 2 nomes creditados em sua lista de animadores que se destacam pelo grande talento, algo que justifica a entrega de boas cenas.
Masayuki Kunihiro é o primeiro, que animou a melhor cena do episódio! Timing e efeitos fortes, como sempre!
Agora, fica a pergunta, o que vocês acham sobre isso? Já reparou que estamos cada vez mais recebendo "filmes" de menor qualidade? Comenta aí!
Pessoalmente, me deixa triste que o bom ambiente de produção de filmes até aos poucos acabando...
✍️@YGP__
E esses problemas todos não começaram exatamente como Kimetsu ou Jujutsu, apenas para deixar claro. Problemas em filmes já existiram, mas como BOOM de projetos grandes, se tornaram ainda maiores atualmente.
Quem se lembra do filme de Boruto, produzido em alguns meses?
O ADM aqui mesmo compartilha desse sentimento. Meu filme favorito tem muitos aspectos bons, mas teria sido ainda melhor se escolhas gananciosas do comitê de produção e seu mal gerenciamento durante a pandemia não tivessem entrado na frente da produção 😔
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E ainda assim, existem filmes que mesmo em condições tão ruins entregam algo bom (Jujutsu Kaisen 0, por exemplo). O ponto aqui é novamente mostrar como a indústria se move para caminhos infelizes.
Vai parecer que o intuito aqui é atacar os filmes em si, mas é o oposto. Imagine se todos esses projetos lançados nas telonas nos últimos anos tivessem mais tempo e liberdade de produção? Se você já gosta deles, te garanto que iram melhorar muito, nas condições certas.
Evangelion: 3.0+1.01 Thrice Upon a Time, Shoujo Kageki Revue Starlight Movie, Pompo: The Cinéphile, Inu-Oh, Belle, Suzume no Tojimari, Shika no Ou, Drifting Home são vários exemplos dois quais o animador de filmes ainda tem lugar para trabalhar como no passado.
Porém, felizmente, ainda existem produções voltadas para criação de filmes com qualidades e recursos de longa-metragem. São poucos, mas ainda existem! Pompo: The Cinéphile de 2021 por exemplo é uma carta de amor aos filmes!
O grande problema disso tudo é que filmes, no passado, foram o espaço para artistas que estavam insatisfeitos com a situação de projetos para TV, nos quais eles tinham tempo e condições para trabalharem com mais liberdade, algo que está infelizmente acabando aos poucos.
Jujutsu Kaisen 0 trouxe melhorias em relação ao anime para TV e foi um sucesso absurdo, mas reforçou ainda mais essa tendência problemática, pois um cronograma atroz de meses para produzir um filme gerou um sucesso grande, então porque não fazer mais filmes assim?
SAO: Progressive foi a tão esperada chance de Ayako Kouno se tornar diretora de série, mas a limitação de seus recursos e circunstâncias do projeto fizeram que Progressive tivesse uma qualidade, em certos aspectos, até inferior a Alicization e MUITO inferior a Ordinal Scale.
O problema nasce quando isso se tornam um padrão da indústria. Kimetsu moveu o mercado para a produção de filmes de IPs que já existiam para TV. Muitos desses começaram a serem produzidos um atrás do outro, e vocês sabem o que aconteceu? A onda de filmes que tem qualidade para TV
Em geral, a exigência para produções cinematográficas sempre foi mais alta. São projetos que demandam todos os aspectos mais altos em relação a um anime para TV. Kimetsu ao menos já tinha uma qualidade alta no anime para TV, então para ele é aceitável, mas...
Além disso, há a vantagem que o filme pode ser perfeitamente cortado em episódios para TV com cenas extras, pois todas as configurações estética do filme são literalmente as mesmas do anime para TV.
Mugen Train tem uma boa qualidade. Ele repete os mesmos erros e acertos do anime para TV, até porque, foi produzido de forma semelhante. Não buscar inovar em relação ao seu anime para TV é uma crítica válida, pois é um filmem, porém, dado ao contexto, o filme sai no lucro.