meu filho me perguntou se eu ia morrer um dia.
do nada. no meio do almoço.
entre uma colherada e outra.
respondi que sim. que um dia, lá longe, muito longe.
ele ficou um segundo em silêncio.
e aí olhou pra mim, quase branco:
"então... eu vou ficar... sem mãe?"
era o chão tremendo debaixo dos pés dele.
tudo que ele é. tudo que ele sente seguro.
tudo que sustenta o mundo dele.
tem um nome. e esse nome sou eu.
e eu sei que eu nunca mais serei amada dessa forma.
nossos filhos, quando são pequenos, nos amam de um jeito único e que não se repete.
nunca.