Tour with @systemofadown & Acid Bath begins tonight. We can't wait to see you!
Strawberry Arena
📍 Stockholm, SE
5:00PM Doors Open
6:30PM Acid Bath
7:30PM #QOTSA
9:00PM System Of A Down
Photo by Andreas Neumann
🎞️ O videoclipe oficial da música “Going Shopping”, lançado hoje (28) pela banda The Strokes como parte da nova era audiovisual “Reality Awaits”, pega inspiração, reinventa com maestria e presta homenagem ao clássico “You Can Call Me Al”, do consolidado cantor e compositor Paul Simon.
“You Can Call Me Al” é o lead single do álbum “Graceland”, de 1986, pelo qual Simon ganhou o Grammy de Álbum do ano em 1987. A música e seu videoclipe, estrelado por Simon, que tem a fala graciosamente roubada pelo comediante Chevy Chase em meio à vários momentos de improviso com instrumentos e piadas visuais – e uma coreografia memorável – são um marco na cultura pop, sendo frequentemente referenciados por filmes, séries e trabalhos de outros artistas.
Com um toque moderno e botando toda a sua identidade ácida característica, The Strokes recria a mesma ideia em meio a alegorias que criticam assuntos como o consumismo e a alienação da sociedade diante de injustiça, com o ator Walton Goggins assumindo o papel que outrora foi de Chevy Chase, dublando "Going Shopping" de forma carismática enquanto Julian Casablancas acompanha seus gestos durante boa parte do clipe.
A escolha da inspiração, diante do contexto de ambas as canções, é interessante e muito bem pensada: assim como “Going Shopping”, “You Can Call Me Al” descreve a experiência de um homem comum, solto em um mundo que ele considera tão estranho aos seus olhos que chega a ser desafiador, e essa reflexão faz com que seus sentimentos misturados terminem em insegurança em relação ao seu futuro, seu entorno, sarcasmo, resignação, e por fim, o que muitos apenas sintetizariam como uma forma típica de “Crise de Meia idade”.
“You Can Call Me Al”, particularmente, foi escrita por Paul Simon durante uma viagem de duas semanas em Joanesburgo, na África do Sul, e transpõe muito do sentimento de choque de realidade e encantamento do cantor em relação à cultura local. Simon, após isso, montou um álbum com muitas influências e participação de artistas sul africanos, incorporando sons vibrantes em contraste com as suas letras introspectivas.
Paralelamente, em “Going Shopping”, Julian Casablancas também questiona sua noção de pertencimento (ou a falta dele) no mundo moderno, diante do que anteriormente ele já havia chamado de uma nova era anormal no último álbum do The Strokes, “The New Abnormal”, lançado em 2020. As semelhanças não param por aí: o disco novo da banda, “Reality Awaits”, do qual a faixa faz parte, também foi construído num cenário de viagem, mais precisamente, como conta o produtor Rick Rubin, no topo de uma montanha na Costa Rica.
Sempre versáteis e inovadores, os Strokes continuam fazendo o que são especialistas: mudando de direção sonora em um novo projeto sem perder a originalidade e alfinetando tópicos necessários com êxito e perspicácia.
🎞️ O videoclipe oficial da música “Going Shopping”, lançado hoje (28) pela banda The Strokes como parte da nova era audiovisual “Reality Awaits”, pega inspiração, reinventa com maestria e presta homenagem ao clássico “You Can Call Me Al”, do consolidado cantor e compositor Paul Simon.
“You Can Call Me Al” é o lead single do álbum “Graceland”, de 1986, pelo qual Simon ganhou o Grammy de Álbum do ano em 1987. A música e seu videoclipe, estrelado por Simon, que tem a fala graciosamente roubada pelo comediante Chevy Chase em meio à vários momentos de improviso com instrumentos e piadas visuais – e uma coreografia memorável – são um marco na cultura pop, sendo frequentemente referenciados por filmes, séries e trabalhos de outros artistas.
Com um toque moderno e botando toda a sua identidade ácida característica, The Strokes recria a mesma ideia em meio a alegorias que criticam assuntos como o consumismo e a alienação da sociedade diante de injustiça, com o ator Walton Goggins assumindo o papel que outrora foi de Chevy Chase, dublando "Going Shopping" de forma carismática enquanto Julian Casablancas acompanha seus gestos durante boa parte do clipe.
A escolha da inspiração, diante do contexto de ambas as canções, é interessante e muito bem pensada: assim como “Going Shopping”, “You Can Call Me Al” descreve a experiência de um homem comum, solto em um mundo que ele considera tão estranho aos seus olhos que chega a ser desafiador, e essa reflexão faz com que seus sentimentos misturados terminem em insegurança em relação ao seu futuro, seu entorno, sarcasmo, resignação, e por fim, o que muitos apenas sintetizariam como uma forma típica de “Crise de Meia idade”.
“You Can Call Me Al”, particularmente, foi escrita por Paul Simon durante uma viagem de duas semanas em Joanesburgo, na África do Sul, e transpõe muito do sentimento de choque de realidade e encantamento do cantor em relação à cultura local. Simon, após isso, montou um álbum com muitas influências e participação de artistas sul africanos, incorporando sons vibrantes em contraste com as suas letras introspectivas.
Paralelamente, em “Going Shopping”, Julian Casablancas também questiona sua noção de pertencimento (ou a falta dele) no mundo moderno, diante do que anteriormente ele já havia chamado de uma nova era anormal no último álbum do The Strokes, “The New Abnormal”, lançado em 2020. As semelhanças não param por aí: o disco novo da banda, “Reality Awaits”, do qual a faixa faz parte, também foi construído num cenário de viagem, mais precisamente, como conta o produtor Rick Rubin, no topo de uma montanha na Costa Rica.
Sempre versáteis e inovadores, os Strokes continuam fazendo o que são especialistas: mudando de direção sonora em um novo projeto sem perder a originalidade e alfinetando tópicos necessários com êxito e perspicácia.