a equipa da “casa” jogou a quase 5 horas de distância de casa
@ligaportugal vão gozar com o caralho
um jogo para ter casa cheia, terem ido 73 pessoas ao estádio já fui muito
🖤 A vida é isto, uma filha da p@ta que nos convida para dançar e depois espeta-nos com um balázio nas costas a meio do refrão.
Hoje, a vida tirou férias da decência. Riu-se na cara de uma mulher que ainda tinha arroz colado ao cabelo do casamento e já veste luto. Riu-se na cara de três miúdos que vão crescer a pensar que o pai é apenas uma criatura mitológica, um ainda sem saber dizer "papá", outro a aprender a dar as primeiras pedaladas, outro a perguntar "a que horas o papá vai voltar?".
Não, não vai. O pai foi esmagado pelo acaso.
A vida? Um teatro de fantoches onde ninguém sabe quem puxa os fios. Uma vadia de batom borrado que distribui sortes e tragédias aleatoriamente. Dá três filhos e tira-lhes o pai. Dá amor e tira o corpo quente da cama. Dá planos e depois cancela tudo.
Aos pais que perdem um filho, sobra-lhes um vazio que não cabe num caixão. Enterrar um filho é cuspir na ordem natural das coisas.
Aos filhos que ficam sem pai, resta-lhes um silêncio com cheiro a gasóleo e ferro retorcido. Crescer sem abraço, sem a voz grave que ralha e consola. Crescer com um nome no altar da saudade antes de se saber conjugar o verbo morrer.
À mulher que casa e enviúva no mesmo fôlego, a vida oferece-lhe a cama mais fria do mundo. Um álbum de casamento que fede a injustiça e que já só é saudade.
A vida continua, sim, mas sem vergonha, sem freio, sem justiça. A vida continua como um comboio que atropela e ão pára. A vida é canalha. E hoje, como em tantos outros dias, mostrou do que é feita, de crueldade vestida de acaso. Não há moral nisto. Uma certeza, a de que todos dançamos à beira do abismo, de olhos vendados, a acreditar que ainda temos tempo. Às vezes não temos.
RIP Diogo Jota & irmão 🙏
o dono da cooperativa