Que baita texto o Paulo André escreveu sobre o Neymar. Possivelmente o melhor que vi aqui em tempos.
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A ironia do futebol:
Em 1982, Alemanha x Áustria fizeram um jogo de compadres ou marmelada, como queiram, para eliminar a Argélia.
Hoje, Áustria x Argélia podem protagonizar um novo jogo de compadres, pois o empate classifica as 2 seleções...
Cara, a RD Congo, velho. Eliminou Camarões e Nigéria nas eliminatórias. Eliminou Jamaica na eliminatória Mundial. Segurou Portugal. Quase segurou a Colômbia. Vai para o mata-mata da Copa. Que história fantástica.
Agora imagina o menino LesioNey tendo que aturar uma corneta dessas! Ninguém nessa seleção (e nessa torcida/fandom) tem psicológico pra um Casseta no ouvido deles toda terça à noite
30 ANOS DO TETRA: DERRUBANDO OS MITOS
Após tantas eliminações traumáticas, o Brasil conseguia finalmente o Tetra. Contudo, aquela seleção é cercada de controvérsias. Vários mitos persistem até hoje. Esses mitos desviam o nosso olhar do ocorrido. Está na hora de derrubá-los. 🧶
é um mistão de flamengo, arábia saudita e times pequenos do campeonato inglês, temperado com a maior subcelebridade brasileira do século xxi. há um carisma ai
Era uma situação curiosa, a do Rivellino. Ali, anos 70, geração do Pelé com o sol às costas, o Bigode tava no bololô dos jogadores mais influentes do mundo - ídolo maior de infância de um tal Diego Maradona, por exemplo. Era primeira prateleira. Porém, no dia a dia, vivia um pequeno inferno em preto e branco: era o astro de um time quase sem ajudantes. O Corinthians não só acumulava duas décadas de jejum: o rival, Palmeiras, entrava em 1974 como bicampeão nacional. Se você soltasse Ademir da Guia e Rivellino em um shopping em Praga, ou em Estocolmo, o segundo seria o único assediado. No jornal paulista, porém, era o "Divino" quem saía nas melhores fotos.
Pois Rivellino, nesse contraste considerável, camisa 11 do tri, nome certo na campanha do tetra programado para Munique, 1974, vestiu a 10, dessa vez. E a 10 não era só a camisa do Pelé, era também indicação tática,e este lhe foi ponto sensível. 31 de março de 1974, preparação pra Copa, México recebido no maracanã. O Brasil entra em campo. Rivellino veste a 11. Ademir da Guia é o 10. Zagallo, o técnico, acena, no começo dos preparativos finais, para a tentativa de repetir o que fez na Copa anterior: acomodar os melhores, privilegiar o craque, e a parte tática dá-se um jeito. Era o 7º jogo do palmeirense na Seleção. Rivellino fazia o seu 64º.
Jogador é bicho brabo. Desde os 12, 13 anos, aprende que futebol é um esporte coletivo, jogar em equipe é um barato, mas, ao mesmo tempo, você compete contra adversários, companheiros e reservas. Moedor de cabeças que te força a ser mais egoísta do que deveria, ou então é engolido por alguém com esse perfil. O caso de Rivellino em 74 exemplifica bem o cenário entre jogadores de Copa: escalado como ponta, para que Ademir fosse o meia, simplesmente não aceitou. Já tinha aceitado jogar fora de sua posição na Copa anterior - o 10 era Pelé. No duelo contra o México, passou 90 minutos invadindo o espaço do camisa 10, desobedecendo o desenho de Zagallo. Meio que sabotando o rolê.
"Cuidado seu Zagalo / O Garoto do Parque está muito nervoso / E esse meio campo fica perigoso", cantava Luiz Américo na música "Camisa 10" (laiá, laiá, laiá...)
"Na ponta, não recebo bola", disse Rivellino, meio cara de pau; "Foi a vontade de acertar o time que nos prejudicou", disse Ademir, educado. "Eu até jogaria na ponta, mas todo mundo sabe que agora é mais difícil que em 1970", rebate Rivellino; "Se eu ficar no banco já estarei contente, apesar de querer ser titular", emendou Ademir. Nos microfones, foi assim. Fora deles, não temos as aspas, mas temos as linhas de apuração que ficam. Rivellino, com o bigode fumegante, líder do elenco, possesso, deixou muito claro a Zagallo a insatisfação em ceder mais uma vez. Ademir da Guia, de perfil mais brando e sem voz forte na Seleção, não tinha estilo para mudar de lugar.
Alguns dias depois, ainda na bateria de amistosos, em abril, Zagallo colocou Rivellino com a 10, de meia, carimbador de tudo que é criativo no time do tetra, e Ademir, na inscrição pro Mundial, assinou na linha do 18; vestiria a camisa 18 e receberia uma sentença: passar a vida tendo que responder se acha que deveria ter jogado aquela Copa. Não jogou. Jairzinho, ponta-direita de 70 em um time sem ponta-esquerda de fato pra caber Rivellino, foi um centroavante naquele Mundial no qual o Brasil acabou de fora após cenas feias em Dortmund, perda total de linha, jogo violento do cão contra a Holanda, Cruyff e tal. Uma bosta.
Rivellino e Ademir da Guia se encontraram na decisão estadual daquele ano. Deu Palmeiras, e o Corinthians, esgotado de esperar uma taça, se desfez de sua estrela maior. Rivellino foi para o Fluminense, depois Arábia, jogou poucos minutos da Copa de 1978 e ficou, para efeitos históricos, vinculado à camisa 11, não a 10, de nossa seleção. A camisa vencedora de um gênio que topou se acomodar em qualquer lugar ao redor de Pelé, mas fez questão de mostrar, na Copa seguinte, que o futebol, esporte inviável para individualistas, é um pouquinho individual também.
Sabe como eu me tornei corinthiana mil grau?
Minha mãe sofria violência doméstica e em um dia que ele tava quebrando tudo dentro de casa, ela me trancou em um quarto e ligou a TV para eu não ouvir. Tava passando Corinthians x santos e ela me perguntou qual time eu escolhia. Eu disse: “o de branco”. Ela respondeu: “então é Corinthians!”.
Hoje tenho 29 anos, ou seja, há mais de 20 anos torço pelo Corinthians e consumo os produtos oficiais. Mas, para o mil grau, só é corinthiano quem vai ao estádio.
Chegamos a um ponto em que estão querendo ensinar corinthiano a ser corinthiano…
Brasil tiene tres de los mejores laterales izquierdos del mundo: Bidu, Kaiki y Juba. Laterales que no disfrutaremos en el Mundial porque irán medianías como Caio Henrique, Douglas Santos o el veterano Alex Sandro. https://t.co/GoBFYwNKKY
Usar remuneração como % da despesa total para dizer que o Brasil gasta pouco com funcionalismo gera conclusões espúrias.
Esse indicador depende tanto da composição do gasto quanto da renda per capita de cada país.
Comparar Brasil com Noruega sem esse cuidado gera distorções.
Podemos até citar um exemplo mais próximo de nós. Em Brasil 1 x 0 Inglaterra na Copa de 70, o Tostão também resvala o braço no rosto do marcador inglês durante sua jogadaça que propicia o gol da vitória.
No Brasileirão de hoje seria inconcebível uma jogada assim tendo sequência.
O famoso golaço de Dennis Bergkamp contra o Newcastle aconteceu em 2 de março de 2002, no Arsenal 2-0 Newcastle, pela Premier League.
O holandês recebeu um passe longo de Robert Pires, controlou a bola com o pé direito virando de costas para o gol e, num toque sutil com o esquerdo, passou a bola por um lado de Nikos Dabizas enquanto girava para o outro.
Uma pirueta genial que deixou o zagueiro grego completamente perdido antes de Bergkamp finalizar com calma.
Hoje, no futebol brasileiro, provavelmente bastaria Dabizas se atirar ao chão com as mãos no rosto para o VAR entrar em cena e sugerir a anulação.
Tudo porque a mão de Bergkamp roça o pescoço do adversário no momento do giro.
Toque no ombro ou acima vira, no Brasil, pretexto para cenas de teatro.
Ao estilo dos piores atores canastrões, jogadores se jogam no gramado como se tivessem os olhos arrancados à unha.
Sem encenação, sem VAR e sem arbitragem brasileira, o golaço ficou para a história como uma das jogadas mais bonitas da Premier League.
Pense nisso.
Italian efficiency when it comes to coffee should be studied.
In Italy:
- Walk into a bar and look at the guy
- Un caffe
- 30 seconds later it’s ready
- Shoot it
- Leave €1
- Walk out
In the US:
- Join a line
- Wait
- Order coffee
- Answer 12 questions: Size? Milk? Roast? Sugar? Temperature? Colombia beans? Name? How do you spell it?
- $12.34
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- Wait again on a different line
- Someone call a name that sounds similar to mine
- get the coffee
- too hot, can't drink it
- finally at temperature
taste like shit
REVIEWING SÃO PAULO TODAY 🇧🇷
São Paulo is the biggest city in the Americas and the main driver of Brazil’s economy yet it somehow has little to no cultural impact outside the country. São Paulo has great bars and restaurants but overall it can often feel underwhelming
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