No meio dos festejos, venho relembrar do Franco, se não tivesse feito o jogo que fez, não estaríamos a festejar agora!
Obrigado Franco, obrigado Sporting!
Custa-me acreditar que haja Sportinguistas (felizmente poucos) a chamar tudo e mais alguma coisa ao Rúben, por aceitar sair agora para o Manchester United.
Que treinador é que podem dizer que não a um dos clubes com mais história do mundo, com mais dinheiro e com mais adeptos? A forma atual dos Red Devils não serve como justificação, até pode servir como um extra. Vejamos: Amorim será a cara do projeto, fará uma reconstrução em Old Trafford, irá dispensar quem está a mais e irá recrutar alvos perfeitos para o seu estilo de jogo (como fez cá, com sucesso). Terá tempo para impor a sua forma de jogar sem que esteja com “medo” de ser despedido. Se o início correr mal é normal, entrou num clube a “arder” e que já estava mal. Se começar e correr logo bem será um génio.
Estará para o United como Klopp esteve para o Liverpool, como Arteta esteve para o Arsenal, etc.
Acho mais benéfico entrar agora do que se entrasse com o clube a vencer títulos e jogos (exemplo do City).
Será igual a quando chegou ao Sporting, terá de renascer um clube, só que com uma diferença: em Manchester há dinheiro aos montes.
Se pagam a cláusula de 10M€, triplicam o salário atual dele - fala-se em 8/9M€ por ano… Qual o espanto? Mas que treinadores no mundo é que podem dizer que não a uma investida destas de um clube como o United? Muito poucos, talvez só aqueles que já estão em gigantes (Real Madrid, City, Barcelona, etc). O timing? Que treinador, ainda para mais de um clube como o Sporting - que não tem naturalmente a expressão mediática de um United - pode escolher se ingressa agora nos ingleses, no mercado de janeiro, ou no fim da época? Isso não funciona assim. A resposta é de sim ou não, não é quando. Muita calma.
Quantos treinadores portugueses tiveram em patamares como este? Com a confiança e investimento que o United está a proporcionar ao Rúben? Muito poucos. E o Rúben subiu a pulso na carreira, Campeonato Portugal (Casa Pia), Liga 3 (SC Braga B), depois Braga A e o resto é história.
Percebo que muitos falem com o coração e seja o lado emocional a fazer-se sentir, mas um pouco mais de racionalidade (mesmo que difícil nestes momentos) faria bem a todos.
Este é o preço a “pagar” por termos um dos melhores treinadores do mundo connosco - e que bom que durou 5 anos.
Era melhor quando lutávamos pelo terceiro lugar, às vezes segundo lugar? Pois.
Hoje não era para estar em Alvalade mas dadas as circunstâncias, a concretizar-se, tenho de me despedir de pé com fortes aplausos a alguém que entrou nos nossos corações verdes e brancos, alguém que mudou o paradigma do Sporting CP e criou laços tão fortes com uma massa adepta como nunca vi em nenhum clube. “E se corre bem?” - E correu mesmo bem.
Percebo a dor, é natural… Mas o Sporting não acaba e se estivermos todos juntos a taxa de sucesso será maior. Lado a lado.