GUI SANTOS MATOU UMA BOLAÇA DE 3 E SAIU MANDANDO UM "VAMO CARALHO"
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O fim está próximo. Vai doer - e muito -, mas é da vida/futebol.
Ídolo vem do grego “eidolon”, que significa “imagem”. Confesso que em meus 27, quase 28 anos de vida, vi poucas vezes - talvez nenhuma - alguém tão identificado com a imagem atleticana como Guilherme Antônio Arana Lopes.
Pra começar pelo número da camisa: o 13. Não foi uma escolha, algo midiático. Desde os tempos de Corinthians já usava essa numeração. O destino já estava escrito e nós não imaginávamos.
Numa fase turbulenta, Arana foi o primeiro a chegar no Galo para participar de um projeto que foi, por ora, vencedor. E como foi importante nas conquistas. O gol contra o Fortaleza na semi da Copa do Brasil 2021, o desafogo ao ir a rede contra o América-MG pelo brasileiro do mesmo ano… e ele é lateral (o melhor que já pisou no lado esquerdo de defesa do Galo, por sinal), não é a sua função marcar gols!
No grito da torcida pra anunciar a escalação pré jogo, foi unanimidade por diversas vezes. “Ão, ão, ão o Arana é seleção”. E era. Representava o Galo todas as vezes que usava o verde e amarelo de nosso país (foram 13, por sinal).
Numa utopia distante, onde o homem não é o lobo do homem, ele ficaria. Por 10, talvez 15 anos ou mais. Mas infelizmente vamos ter que lidar com o luto de um ATLETICANO partindo, seguindo novos caminhos.
Obrigado por tudo, Arana. Jamais esqueceremos de você.