Um dia, fizeram essa pergunta para Russell Westbrook.
“Qual será o peso se você não vencer um título antes de parar?”
A resposta define quem foi Russ como jogador e acima de tudo, como pessoa.
“Estarei feliz. Fui um campeão assim que cheguei a NBA. Cresci nas ruas, não vim de berço de ouro. Eu quero ser um campeão da NBA, mas eu não preciso ser um campeão da NBA… o meu legado mais importante está fora das quadras com a quantidade de pessoas que ajudei e sou capaz de impactar com a minha carreira”.
Não me entenda mal, Westbrook teve uma carreira GIGANTESCA.
- Jogador com mais triplos-duplos na história (209), maior sequência de triplos-duplos na história (11), maior número de triplos-duplos em uma temporada (42), maior número de temporadas com médias de triplo-duplo na história (4).
- Armador com mais pontos e rebotes em todos os tempos.
- MVP, 9x All-Star, 9x All-NBA, 3x líder de assistências da NBA, 2x cestinha.
- Top-5 em assistências na história da NBA, top-15 em pontos e roubos de bola.
- Maior cestinha da história do Oklahoma City Thunder, líder em triplos-duplos em OKC e Washington.
- Membro do time NBA75.
- Mais pontos na carreira do que Curry, Hakeem, Duncan, West, Iverson, Barkley, Wade e Bird.
- Mais rebotes na carreira do que Jokic, Giannis, Bird, Kemp, McAdoo, Webber, AD e Aldridge.
- Mais assistências na carreira do que Magic, Nash, Oscar, Isiah, Harden, Rondo, Parker e Jackson.
- Único jogador além de LeBron James com 25.000 pontos e 10.000 assistências na carreira.
Mas quanto mais eu reflito sobre tantos números, marcas e o legado gigantesco que Westbrook deixa para a NBA e para a geração como um todo, mais eu penso que seu maior legado na verdade é o tipo de pessoa que sempre foi.
E até nisso, muitas pessoas foram cruéis e injustas com ele, criando rumores de que era um “vampiro” em vestiários ou de que era um jogador que destruía ambientes de equipe.
No fim, você dificilmente vê uma entrevista ou alguém que fale mal de Westbrook… mesmo aqueles que foram ou são seus desafetos ao longo da vida.
Tantos jovens falam tantas coisas positivas de Westbrook, do quanto ele os ajudou, do quanto ele foi o melhor companheiro de equipe possível.
Você vê os comentários do vídeo que ele publicou pra anunciar a aposentadoria e você vê jogadores, ex-companheiros, jornalistas… todos exaltando não só uma carreira que não precisou de uma taça pra ser gigante, mas justamente a personalidade, o caráter, a filantropia, o tipo de apoio que Westbrook sempre deu com sua voz e atitudes a comunidade, as causas certas.
Chegar a conclusão de que este é seu maior legado aumenta meu gosto por ter gostado dele ao longo de toda a sua carreira, que foi gigante, das maiores que vimos nessa geração apesar de todos os pesares… mas que ainda é menor pelo tamanho do homem que ele demonstrou ser em várias ocasiões.
Precisamos corrigir essa injustiça que muitos cometeram, porque até nisso ele foi questionado.
Não só o basquete, mas muitos, devem muitas coisas a Russell Westbrook.
Van Lathan, co-host of Higher Learning podcast, reacts to transphobic remarks by WNBA athlete Sophie Cunningham
"If you cannot gift trans people with visibility, humanity, and acceptance, could you at least gift them with silence? Could you at least shut the fu## up about it? Could you at least leave them the fu## alone?"
You guys are doing your victory lap on this shit, fucking up the country. You mean to tell me there are wars happening in the Middle East, food prices are crazy, like the environment is in the shitter, we can't eat lettuce without crap in our pants, all of this stuff, and you still picking on these people after all of this time?”