"Eu acho mais bonito um cortador de cana que se veste de guerreiro para dançar no maracatu rural do que uma pessoa de classe média cujo sonho é ir para a Disnelylândia." — Ariano Suassuna
"Acho preferível o interior às capitais, porque estas, seus mexericos, seus grupinhos literários, suas academiazinhas, seus institutos históricos, são sempre muito ruins. Já no interior poderá um homem entrar em contato íntimo com a terra e o povo. É, por exemplo, de onde vem a força de um José Lins do Rego, de uma Raquel de Queirós, de um Jorge Amado."
— Graciliano Ramos (Revista do Globo, nº 473)
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
— Ricardo Reis (Fernando Pessoa)
"A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, e que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e de ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno."
Vinicius de Moraes, "Para viver um grande amor"
Há 70 anos, em 1956, “Grande Sertão: Veredas” chegava ao público pela José Olympio Editora e transformava para sempre a literatura nacional.
Em nosso acervo, guardamos um exemplar da primeira edição com uma dedicatória especial de João Guimarães Rosa para Luís da Câmara Cascudo.
Exemplar da primeira edição de "Grande Sertão: Veredas" com uma dedicatória especial de João Guimarães Rosa para Luís da Câmara Cascudo:
“Para Luiz da Camara Cascudo, Mestre e Amigo, com toda a admiração e forte abraço do seu Guimarães Rosa. Rio, 11.VIII.56”.
Acervo @Instcascudo