Esse é um exemplo que mostra a situação do futebol brasileiro em relação aos jovens.
Flamengo recebeu uma proposta do Aston Villa pelo Royal, de 9 milhões de euros, negou.
Recebeu uma de €5 milhões pelo Daniel Sales, de 20 anos, e talvez venda.
Num mundo ideal, o Flamengo venderia o Royal e ficaria com o Sales, que poderia iniciar como reserva e a depender da evolução, ser titular e futuramente ser vendido até por mais $. Bom pro clube, bom pra ele, pro novo clube e pra seleção.
Só que no mundo real, se o Sales entra e porventura “falha”, a torcida do próprio time cai em cima e pede pra contratar outro lateral. E olha que a “falha” nem precisa ser muito coisa, um erro de cobertura ou tomada de decisão ruim no ataque normal pra um jogador em desenvolvimento já basta pra começar o zumzum. E isso é para TODOS os clubes.
Flamengo tem um lateral com interesse do Porto e nem cogita dar minutagem real pra ele, porque?
FlaTT é tipo:
- Se Jorge Jesus fosse bom, não estaria no Campeonato Português;
- Se Pablo Mari fosse bom, não estaria na segunda divisão;
- Domenec Torrent foi auxiliar do Guardiola, então é bom;
- Se o Fernando Matos fosse bom, não estaria no Famalicão.
Quando vamos aprender?
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Se na lenda da Excalibur, o rei Arthur retira a espada, como nenhum outro foi capaz, e comprova sua nobreza, na lenda do nosso rei, outro Arthur vestiu o Manto com a mesma naturalidade e comprovou ser a majestade de mais de 40 milhões de súditos.
Assim como desfraldar a Excalibur, não é qualquer um que veste o Vermelho e Preto com a desenvoltura e simplicidade de um herdeiro do trono. Que conquista a Europa e a torcida de um dos maiores clubes do mundo com malícia, autenticidade e um sorriso negro irresistível. Como traz felicidade!
Por alguns anos, os milhões de súditos do nosso rei Arthur assistiram encantados à lapidação de uma das joias mais preciosas do reino Flamengo. O jovem, criado com lições diárias de raça, amor e paixão, não foi só aprendiz, mas também professor, antes mesmo de alcançar a maioridade. Distribuiu a quem tinha olhos e ouvidos abertos lições de humildade, ousadia, desenvoltura e rubronegrismo… E até de gingado! O garoto sempre vestiu o Manto com a leveza de quem nasceu e cresceu acostumado a ser gigante. Botou a cara e bailou em território hostil. Se tornou referência, dentro e fora dos gramados, comendo a bola e passando a visão.
Depois de brilhar em todas as categorias e seleções de base, a maior torcida do mundo já estava de olho e esperava muito do menino. Nosso moleque atrevido foi passo a passo - e de passinho em passinho - derrubando por terra a desconfiança dos mais céticos e a ignorância dos racistas. O garoto, que saiu da arquibancada para o gramado sem deixar de ser torcedor, saiu da Cidade Maravilhosa para o Velho Continente sem deixar de ser Flamengo. Conquistou os quase 50 milhões de súditos do rei Arthur defendendo o Manto como majestade e amando o Flamengo como um de nós.
Hoje, havia uma grande expectativa por um dia de coroação. Mas se ela não veio daqueles que votaram na contestada premiação, ela veio, vem e virá daqueles que sabem que você é o melhor. E é tão fácil saber!
De São Gonçalo a Madrid, passando pela Gávea e por Vargem Grande, você tem moral de cria - e não criado. Pra todos, menos alguns, você é o melhor, sem espaço pra dúvida.
O Clube de Regatas do Flamengo e a Nação Rubro-Negra têm um imenso orgulho de poder dizer que você foi formado aqui.
Te amamos muito, Vini ❤️🖤
E siga bailando. SEMPRE!