Eu sigo recolhendo o que posso. O que escapa aos meus dedos não é meu. Deixo pelo caminho como testemunho de minha passagem. Sou o que escolhi, mas sou também o que desisti. Meu olhar é testemunha dessa mistura final. Meu jeito de ser inteiro é assumindo-me estilhaçado.
Nem sempre as proporções são justas. Se o ser para o outro não permitir o ser para si, o aniquilamento dissipará qualquer possibilidade de amor. Só ama e verdadeiramente se doa quem antes se tem.
A questão não é tentar se livrar logo da dor quando ela surge, anestesiá-la, mas buscar a compreensão das suas causas e ter a força para enfrentá-las. A dor é a cura.
Carinho ♥