É inacreditável existir vacina da gripe de graça neste país e as pessoas não tomarem.
Melhora imunidade, melhora quadro alérgico, além de proteger contra vários tipos de gripe.
E o governo ainda tem que sair atrás tentando vacinar essas pessoas.
Juro, é INACREDITÁVEL.
Pra mim não importa qual lado de uma guerra é mais homofóbico ou gay friendly porque eu felizmente não sou igual a hetero pra só conseguir apoiar quem é exatamente idêntico a mim
Essa semana, um comentário meu virou trending topic, manchete, desinformação e até teoria de conspiração. Tudo ao mesmo tempo.
O que aconteceu: Oruam foi ao Morro de Santo Amaro protestar ao lado da comunidade onde o jovem Herus foi assassinado pela polícia em uma festa junina.
E, apesar das suas inúmeras contradições e do seu passado, ele demonstrou interesse em se organizar politicamente.
Eu, como uma deputada ciente dos movimentos que tentam criminalizar todos que vivem nas favelas, sugeri que Oruam fosse conhecer quem já faz um trabalho territorial em defesa das vidas negras e das periferias.
Foi uma tentativa de diálogo, uma tentativa na qual reconheço que não usei as melhores palavras. Nem conhecia o histórico completo dele naquele momento.
Mas o que era pra ser uma troca, quase que uma obrigação minha, de intervir num momento de reflexão de uma figura do tamanho do artista, virou espetáculo.
Gente dizendo, pela centésima vez no ano, que a esquerda morreu, que existe uma conspiração contra gays brancas ou até mesmo que Oruam é um novo Che Guevara. Me acusaram até de “passar pano” pro crime.
Vamos deixar claro: não compactuo com homofobia, com misonigia, nem com qualquer forma de violência. E nunca vou deixar de defender as pautas LGBTQIA+ que carrego na pele.
Mas também não vou fingir que uma figura como ele, mesmo com todas as suas contradições, não têm influência real na juventude.
E se recusarmos o diálogo ao nos depararmos com toda contradição, estaremos eternamente imóveis, enquanto a extrema-direita ocupa todos os espaços com ódio, mentira e bala.
Não é a primeira vez que me esforço para conversar com públicos fora da bolha, como os próprios fãs-clubes de artistas e divas pop, e isso já trouxe vitórias concretas ao país:
Hoje temos uma portaria do Governo que garante o fornecimento gratuito da água em shows, barramos o PL do Estupro, fizemos a luta pelo casamento homoafetivo andar e estamos avançando contra a escala 6x1.
Seguirei fazendo política com coragem, com responsabilidade e com os olhos voltados pro povo real, e não pros algoritmos do Twitter.
Quem ganhou com esses ataques foram os transfóbicos, os racistas e os moralistas.
A esses, eu respondo com mais luta, mais articulação e mais compromisso com as nossas periferias e com todos que têm futuros compulsórios na pobreza, na miséria e na violência.
Sigamos!