foi muito significativo a ali hazelwood ter escolhido hoje dia 29 de setembro pra anunciar a sequência de a hipótese do amor pq no livro é a data que o relacionamento falso de adamolive iria acabar
"ah mas tem 18 anos" amor n tem maioridade no mundo q impeça minha mãe de me descer o cacete dps de eu abrir live chorando por causa de um nóia numa confusão dessas
Crying fat hot tears because I saw a video of a bear being released to the wild and all the rangers are yelling and setting off fireworks so the bears won’t think humans are safe, because we aren’t.
“As my last act of love, I will make you hate me”
Coe cara... o pai dela é um EUGENISTA TRANSFÓBICO que fez ela em LABORATÓRIO pra ser o MENINO DOS SONHOS DELE... e ela cresce e se assume trans e faz questão de HUMILHAR O PAI EM TODAS ÀS ESFERAS POSSÍVEIS. Deus está em todas às coisas! Irrita mais seu pai, moça. Tu é pikaaaaaaa!
todo dia eu agradeço por aquele meme de golfinho ter mudado toda a história e reascendido a carreira dela de um jeito astronômico, a queen merece demais, tem gogó, tem molejo, tem carisma, tem beleza, tem consciência política, zara larsson vc é perfeita e tem talento de sobra!!!
na adolescência tive um melhor amigo judeu. mesmo que a partir de vivências diferentes, ele entendia o que é ser uma pessoa racializada com um trauma familiar histórico nas costas. um dia eu apontei o privilégio de que ele consegue se passar por branco, se ele não disser "sou judeu" no brasil a etnicidade dele passa batido e ele não sofre opressão. e em parte é verdade, ele concordou que não existe racismo *estrutural* contra judeus no brasil, aqui a máquina de moer gente foi inventada pra moer mais especificamente preto e indígena, aqueles que construíram esse país, embora não sejam os únicos a serem moídos. mas ele me deu uma lacrada que eu nunca esqueci que é: dizer "se você não disser que é, você não será oprimido" é o mesmo que dizer "é só você passar a vida inteira abrindo mão de quem você é". e isso é opressão. se eu abrir a boca e um espaço que é seguro pra mim deixar de ser, isso é opressão. a clarice lispector, sendo uma mulher emergente e casada com um diplomata, viveu várias e várias vezes no exterior a experiência de estar em ambientes profundamente antissemitas ouvindo coisas terríveis serem ditas sobre judeus. pelas bocas das mesmas pessoas que lhe ofereciam com um sorriso no rosto chá e biscoitos, por não saberem que ela era judia. isso é um privilégio?
não existe um mundo onde abrir mão da própria identidade, da própria subjetividade, história e pertencimento possa ser chamado de privilégio. privilégio é poder ser identitário como são os brancos, heterossexuais e cisgêneros que a todo momento dizem "Eu sou" e esmagam os outros com o peso dessa afirmação. sem medo. a whitney houston não teve a chance de amar em voz alta o amor da vida dela por conta da opressão a tal ponto que isso contribui grandemente pra que ela desenvolvesse os vícios que a levaram à morte. onde isso é privilégio? vivemos numa condição em que se nos afirmamos estamos em risco de morte e se não nos afirmamos estamos em risco também de morte e adoecimento. vamos estudar a história da nossa comunidade e tomar cuidado com as palavras que usamos. houve uma época em que travesti vivia literalmente como vampiro, não podiam sequer sair na rua de dia, ficavam enfurnadas em abrigos improvisados e só saíam à noite pra se prostituir. pouquíssimo tempo atrás, dificilmente você veria uma travesti no mercado fazendo compras como qualquer pessoa normal e há livros que documentam isso, se a sua geração, que colhe as conquistas das gerações anteriores e por isso acha que a vida é um morango, fosse capaz de ler e estudar a história da própria comunidade. se você fosse capaz de romper o véu da ignorância e do ressentimento, você entenderia uma coisa muito importante: privilégio é existir à luz do dia de peito aberto sem medo.