"Quando a filosofia pinta seu cinza sobre cinza, então uma figura da vida envelheceu, e com cinza sobre cinza ela não se deixa rejuvenescer, porém somente conhecer; a coruja de Minerva só começa seu voo quando irrompe o anoitecer"
É isso, o próprio Marx sempre valorizou a potência da literatura e não por coincidência sua análise da mercadoria sempre foi acompanhada de referências literárias como Goethe, Cervantes, Dante e Shakespeare
Aproveitando o topico do Gustavo Machado, eu achei mt engraçado perceber o contraste que o discurso dele sobre arte, sendo alguem mais velho e que milita a mais tempo, para um ian neves da vida que vai em podcast e fica brigando que obras de fantasia não refletem o "material"
+
No fundo é disso que se precisa: enxergar a literatura como potência, não como espelho do real. Talvez passe por aí também uma mudança de uma certa tradição marxista de interpretar tudo em termos de um "materialismo" ingênuo
descobri que, entre os 24 e 25 anos, o adorno teve sua tese de habilitação rejeitada, o emprego que almejava negado e, ainda por cima, sofreu um acidente de carro. a metade dos vinte talvez realmente seja o inferno astral da vida.
"O intervalo é o que torna o tempo impuro, vazado, múltiplo, residual. (...) É a falha que separa um símbolo de seu sintoma. É a matéria dos recalcamentos e o ritmo das posterioridades. É o olho dos remoinhos, dos turbilhões do tempo"
Que livro lindo, meus amigos