Statement on behalf of UEFA and its 55 National AssociationStatement on behalf of UEFA and its 55 National AssociationStatement on behalf of UEFA and its 55 National AssociationStatement on behalf of UEFA and its 55 National Associations
Equipamentos do melhor que há.
O estádio ficou lindíssimo.
Equipa mexeu muito com contratações e vendas e joga bom futebol.
Curva Sul de regresso.
Miúdos da formação a demonstrar que ainda são futuro!
Como não estar feliz?
Ser do Sporting nos dias de hoje é perfeito!
📌 Até um dia, Bigode Criativo! 👨🏻
Francisco Trincão é um daqueles jogadores que, ou se ama de imediato, ou tem de se aprender a amar progressivamente. Para os que sabem realmente o que é o futebol, é amor à primeira vista. Para os mais impacientes, pessimistas e enrugados, só a sua magia os pôde seduzir. E a história de Trincão no Sporting é a prova de que o tempo será sempre amigo de quem sabe o que é o futebol e de quem trata a bola por tu.
Uma chegada que foi muito cobrada com o exagero leonino habitual de querer outro Sarabia, como se alguma vez existissem 2 jogadores iguais. A juntar a isso, a ideia de ter chegado ao Sporting pelo jeitinho dado ao seu empresário, e não porque o Treinador, à época, não tivesse tanto para lhe oferecer e conhecesse o seu potencial como ninguém. Afinal de contas, mesmo não correndo bem essa experiência, quem chega ao Barcelona com 20 anos vindo de Braga não pode ser apenas um pára-quedista com a bola nos pés.
O primeiro ano e meio de Trincão com a listada verde e branca foi uma montanha russa, mesmo com bons números, mas faltava dar aquele click, faltava espevitar o jogador para outro patamar psicológico naquilo que, acima de tudo, é o que mais diferença faz: a confiança. O próprio Trincão quis muito agarrar toda a sua qualidade e a oportunidade que o seu Clube do coração lhe ofereceu, dando um salto físico e competitivo impressionante. E quando, em Janeiro de 2024, teve de assumir as rédeas, nunca mais largou o lugar que havia conquistado.
A magia de Francisco fez-se sentir, em toda a escala, pelos relvados portugueses e pelos campos da UEFA. O futebol tricotado e rendilhado, o pé esquerdo que abraçava a bola como se de um parente querido se tratasse, o remate seco e colocado, o cruzamento preciso e o último passe refinado. Um jogador que muitas vozes acusavam de desaparecer nos grandes jogos mas que se tornou no melhor marcador em derbies desde Liedson. Um abre-latas na sua essência, um atleta que chegou com um rótulo descritivo de ser apenas mais um extremo moderno canhoto, e saiu como um verdadeiro “10” à antiga, um protótipo de jogador em vias de extinção!
Falar de Trincão é falar do genial golo a meio do meio-campo contra o Nacional para desmontar um autocarro. É falar do tricotado sobre a defesa do Casa Pia para servir Bragança. É falar da cueca magistral a António Silva que consagrou a dobradinha. É falar da arrancada contra o City que deu no 3-1. É falar da jogada Maradoniana contra o Estoril. É falar do jogo interior coletivo que levou ao golo do empate em Bilbao. É falar do golaço do empate em Guimarães que ofereceu um ponto crucial. É falar do madrugador golo que gelou a Luz e abriu o caminho do Bi. É falar de como se leva uma equipa toda para a frente e de como jogar entrelinhas.
Mas nem tudo se resume ao que é ser criativo, porque o talento não se vê só com a bolinha no pé. É falar do primeiro defensor em campo que mostrou que era possível conjugar a magia com o sacrifício em prol de um bem maior. É ver um jogador a correr 60 metros no Jamor perante um cenário catastrófico, e já com 120 minutos nas pernas, para roubar a bola ao adversário que seguia para o golo. É ver a recuperação gigantesca contra o Bodo Glimt na primeira parte para evitar o perigo. É testemunhar como, numa equipa assombrada por lesões, se assumiu como um totalista em minutos, sem qualquer problema físico, o que o tornou num dos principais heróis do Bi e o deixou entre os Imortais. Dificilmente haverá jogador na história do Sporting que tenha corrido e jogado tanto como Trincão no drama de 24/25 que terminou em final feliz.
A história de Trincão no Sporting acabou, possivelmente, mais cedo do que devia. Ainda havia mais para dar. Ainda havia mais para conquistar e recuperar. E a porta está sempre aberta para aquele que conquistou o coração de Alvalade vir concluir a sua história com a glória que lhe merece estar associada. 2 nomes que merecem construir o seu próprio final feliz.