A mídia hegemônica e todo o campo político que não é bolsonarista precisam compreender, de uma vez por todas, que nunca estivemos diante de um simples embate ideológico contra o bolsonarismo.
Isso não é esquerda contra direita. Não é polarização. É uma disputa entre democracia e autoritarismo.
Por isso, é necessário cobrar que partidos, lideranças, instituições e veículos de comunicação se manifestem diante de uma candidatura que se torna cada vez mais incompatível com qualquer compromisso democrático.
Flávio Bolsonaro é filho e herdeiro político de Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. E está repetindo o mesmo roteiro político do pai.
Desde a derrota eleitoral de 2022, integrantes da família Bolsonaro, parlamentares aliados e figuras como Paulo Figueiredo atuam nos Estados Unidos para pressionar o Brasil, atacar nossas instituições e criar as condições para uma interferência estrangeira em nosso processo político. O tarifaço e os ataques ao Pix não surgiram do nada. São resultado de uma articulação construída durante anos.
Flávio Bolsonaro enviou cartas aos Estados Unidos, defendeu concessões envolvendo o Pix, as terras raras brasileiras, o Mercosul e a política externa do país. Também intensificou os ataques ao Supremo Tribunal Federal e buscou apoio político entre integrantes da extrema direita norte-americana.
Agora, ele repete outro passo do roteiro de Jair Bolsonaro: atacar as urnas eletrônicas diante de embaixadores.
Flávio divulgou a mentira de que as urnas brasileiras teriam sido fabricadas na Venezuela e insinuou que nosso processo eleitoral poderia ser fraudado. Há registro em vídeo. Não se trata de interpretação ou de uma frase retirada de contexto.
Ele está reproduzindo a mesma estratégia utilizada pelo pai antes das eleições de 2022: desacreditar antecipadamente o sistema eleitoral para, depois de uma eventual derrota, contestar o resultado e estimular uma ruptura institucional.
Na minha avaliação, o objetivo é construir uma narrativa para que, caso Lula vença, Flávio Bolsonaro alegue fraude e tente obter dos Estados Unidos o não reconhecimento do resultado das eleições brasileiras.
É preciso observar o caminho que está sendo construído.
O bolsonarismo não pode ser subestimado novamente. Antes de 2022, muita gente tratou os alertas como exagero, bravata ou retórica eleitoral. Depois vieram as tentativas de desacreditar as urnas, os ataques às instituições e o 8 de Janeiro.
Vamos realmente repetir o mesmo erro?
Defender a democracia não é uma obrigação apenas da esquerda. É dever de todo brasileiro, de todo democrata e de toda instituição comprometida com a soberania popular.
Não se trata de combater uma candidatura por sua ideologia. Trata-se de impedir que um projeto autoritário, que já tentou romper a democracia uma vez, volte a ameaçar o país seguindo exatamente o mesmo roteiro.
Financial Times afirma que os Estados Unidos subtraíram R$ 65 bilhões em petróleo da Venezuela e que o país sul-americano não recebeu nenhum centavo. A região enfrenta uma crise humanitária em razão de dois terremotos, além de grave crise econômica.
A Natuza não pode dizer isso claramente, né? Ela tem o mesmo medo que todo mundo. O Flávio Bolsonaro vai perder as eleições. Depois de tudo o que está acontecendo, ele não tem a mínima chance de ganhar. Só uma pessoa tão extremista quanto ele ainda vota nele e o apoia.
O que vai acontecer quando Lula vencer é que Flávio vai correr para Trump, dizer que as urnas brasileiras foram fraudadas e pedir que Donald Trump não reconheça a reeleição do presidente Lula. A gente pode entrar em uma crise internacional e ser atacado de maneira feroz pelo governo dos Estados Unidos.
O medo da Natuza é o medo de qualquer pessoa com o mínimo de cognição neste país. E isso precisa ser dito claramente. Ela não pode dizer, mas a gente pode.
O combate ao crime organizado no Rio pode estar mudando. Nos últimos meses, políticos, policiais, empresários, um desembargador federal e um delegado da PF foram presos.
O que conecta esses casos? Separamos 4 pontos que ajudam a entender essa mudança.
Estados Unidos quer propor ao Brasil regras que submeteriam o agronegócio, o setor de tecnologia e a indústria automobilística nacionais a órgãos regulatórios norte-americanos, como a FDA e entes que regulam segurança de automóveis.
"A cada R$ 1,00 investido, volta pro governo R$ 1,60. Esse caminho é lucrativo pro país. Cuidado pra discordar daquilo que você não entende".
O vídeo da Denise Fraga explicando didaticamente o que é a Lei Rouanet sempre merece ser postado.
É o ITAMARATY.
Pra quem me acompanha há mais tempo sabe o que eu falo sobre o Itamaraty.
Estamos escalando num nível nunca visto na história de relações historicamentes conturbadas entre Brasil e EUA.
Que o presidente Lula tenha sabedoria como sempre teve de lidar com essa questão, é muito sério.
Boa a defesa de Galípolo do PIX na coletiva pós-tarifaço dos ministros: disse q acabar com o pix para atender ao setor de cartão de crédito, como querem os EUA, “seria como dizer q, ao fazer saneamento básico, vc prejudicou quem vende água em caminhão pipa”. É claro e cristalino assim…
O indicado pelo governo Trump para ser embaixador no Brasil foi sabatinado hoje no Congresso dos EUA.
Um dia após o novo tarifaço, Daniel Perez admitiu que os EUA têm um superávit comercial com o Brasil.
Ele foi questionado pelo Senador Tim Kaine, do Partido Democrata.
Onde o Rubio escreveu "Brasil não negociou com os EUA de boa fé" leia "o Brasil não aceitou vender a sua independência econômica e virar uma sucursal empobrecida dos EUA".
EUA CONTRA O PIX:
“O Banco Central do Brasil incentiva o uso do Pix em detrimento de outros serviços ao exigir que as instituições participantes ofereçam o Pix gratuitamente a indivíduos e ao limitar a taxa que essas instituições podem cobrar de empresas por transações Pix”
Uma das exigências do Governo Trump ao Brasil seria a criação de um IMPOSTO PROGRESSIVO PAGO POR CADA BRASILEIRO TODA VEZ QUE FOSSE USADO O PIX. O Governo Lula recusou essa medida. Nos bastidores, se acredita que esse foi um dos acordos que Flávio Bolsonaro fez com Trump na sua visita à Casa Branca que garantiu a foto dele com o presidente americano.