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No século XIX, o escritor britânico William Henry Hudson visita os Pampas e encontra os gaúchos. Ele documenta a dieta deles com fascinação e horror.
“O gaúcho não come nada além de carne bovina. Carne de manhã, ao meio-dia e à noite. Nunca pão, nunca vegetais, raramente sal.”
Hudson esperava encontrar desnutrição e doenças. Em vez disso, encontrou “homens de extraordinária resistência e força, capazes de cavalgar 12 a 14 horas sem descanso e depois dançar a noite inteira.”
A dieta: carne bovina e erva-mate. Nada mais.
Refeições típicas:
>Manhã: carne assada no fogo, cortes mais gordurosos.
>Tarde: costelas grelhadas.
>Noite: carne novamente, cortes mais duros cozidos lentamente.
Zero vegetais. Zero grãos. Zero variedade. Apenas carne e erva-mate.
Hudson documenta os resultados:
“Os gaúchos não sofrem de nenhuma das enfermidades comuns ao homem civilizado. Nenhum problema digestivo, nenhuma obesidade, nenhuma cárie dentária que eu pudesse observar. Seus dentes eram uniformemente excelentes, apesar de nunca os limparem e consumirem apenas carne. Possuíam resistência física tal que podiam cavalgar por dias com descanso mínimo, lutar quando necessário e retomar a cavalgada sem aparente fadiga.”
O médico francês Dr. Jules Crevaux, entre as décadas de 1850 e 1870, escreveu:
“Esses homens vivem exclusivamente de carne animal e parecem mais saudáveis que nosso campesinato europeu, que se alimenta de uma dieta variada de grãos e vegetais.”
Quando perguntados por que não comiam pão ou vegetais, a resposta comum era:
“Isso é comida para cavalos e gado. Nós comemos gado.”
Eles entendiam uma hierarquia: o gado come capim e o transforma em carne. Os humanos comem carne. Comer o que o gado come faria você ter o desempenho do gado.
Até o início do século XX, os gaúchos tradicionais mantiveram uma dieta baseada exclusivamente em carne bovina. Depois, a imigração europeia trouxe o cultivo do trigo.
Médicos argentinos documentaram uma transformação na saúde.
Gaúchos tradicionais: saudáveis até a velhice.
Gaúchos urbanizados: diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e cáries dentárias.
Os gaúchos que comiam apenas carne bovina não apresentavam essas condições. Eles cavalgavam 12 horas por dia até os 60 anos, mantinham os dentes sem cuidados odontológicos e morriam por acidentes ou velhice, não por doenças crônicas.
Créditos: @SamaHoole